Postwar - Attack (9.0/10 - 2006)

Postwar – Attack
Independent
CD-demo
2006
Thrash Metal
Nota: 9.0

01. Save your Sinful God
02. The Punishment
03. Evil Leader
04. The Doomsday
05. Tyranny

Excelente grupo vindo de Santo André (ABC paulista). O grupo é parte dessa leva de bandas que apostam na maravilhosa química Slayer + Pantera + personalidade própria para fazer thrash metal.

A banda foi criada em 2001 passou por aquelas costumeiras mudanças de formação e chegaram a encerrar as atividades por um ano em 2004. A decisão de encerrar o trabalho do grupo foi repensado e voltaram em 2005 com a demo Attack.

A produção da demo é boa e as composições melhores ainda. Realmente em algumas passagens percebe-se a influencia de Slayer e Pantera o que qualifica e muito o trabalho da rapazeada.

O cd começa muito bem com “Save Your Sinful God”, outro bom momento é a slayeriana “Evil Leader”. Musicalmente os músicos são muito bons, com instrumental bem trabalhado, bases que empolgam e a voz de Cleber Orsioli têm a personalidade que as letras e a banda pede.

Um ponto alto da banda foi a organização e a qualidade com que o material foi enviado, além da demo com capinha e encarte com as letras em inglês e português, enviaram um outro cd com arquivos digitais como a capa do cd, foto da banda, logo e release, algo raríssimo de acontecer.

O Postwar é uma banda muito indicada para quem acompanha essa nova safra de grupos thrash que o país produz. Se você gosta do estilo e acompanha de perto comprando demos e cds, anota esse nome ai: Postwar.

Baixe e ouça no seu MP3 Player! (11:37 min / 21 MB)

Trivium- The Crusade (10/10 - 2006)

Trivium
The Crusade
›› Roadrunner Records
›› Versão: Nacional
›› Gênero: Thrash Metal
›› Formato: CD
›› País de Origem: Estados Unidos
Faixas ›
01. Ignition
02. Detonation
03. Entrance Of The Conflagration
04. Anthem (We Are The Fire)
05. Unrepentant
06. And Sadness Will Sear
07. Becoming The Dragon
08. To The Rats
09. This World Can’t Tear Us Apart
10. Tread The Floods
11. Contempt Breeds Contamination
12. The Rising
13. The Crusade

O terceiro trabalho do grupo americano Trivium só veio confirmar o prestígio da banda entre os fãs e a mídia. O thrash metal moderno e caótico desse grupo ficou conhecido após seu segundo álbum Ascendancy (2005), mas é com “The Crusade”, seu mais recente trabalho, que o grupo chegou ao ápice.

Com composições coesas e mais pesadas em sua sonoridade, sem perder a melodia e os riffs marcantes o Trivium apresenta um dos melhores lançamentos do ano, na verdade o álbum saiu em 2006 nos EUA, mas agora em 2007 aqui no Brasil. A produção do disco ficou mais uma vez a cargo da própria banda com uma ajuda do produtor Jason Suecof.

Misturando thrash metal oitentista, mas não deixando de se atualizar com as sonoridades mais modernas do metal, o Trivium conseguiu equilibrar muito bem essa mistura e deixando seu novo álbum mais pesado, técnico e audacioso. Para exemplificar toda essa lenga-lenga nada melhor do que abrir o álbum com “Ignition”, uma música que soa como cartão de visita do cd. Sem tempo para respirar e para manter o mesmo ritimo da faixa de abertura, a banda já emplaca com “Detonation” onde o próprio nome já exemplifica e muito que a banda ainda tem para mostrar.

O Trivium é um grande e complexo sistema de thrash metal, já que conseguem enriquecer sua sonoridade através de influências que são tidas como velharia no cenário americano, ou seja, o mais puro e simples heavy metal. A banda incrementa sua personalidade musical com um apanhado de influências, as mais latentes são: Iron Maiden, nos solos e na parte mais melódica e o Metallica na ferocidade das bases, na forma de cantar do vocalista/guitarrista Matt Heafy.

Em um disco com tantas particularidades o difícil fica com o redator aqui, que precisa encontrar palavras para justificar tanto adjetivo e não soar repetitivo no texto, uma missão complexa principalmente quando ouço a quinta faixa do cd “Unrepentant” com bases que lembram as do disco And Justice For All do Metallica, o que talvez seja a fonte de inspiração do grupo.

Para destacar mais algumas músicas desse trabalho fico com: Becoming the Dragon, To the Rats,
This World Can’t Tear Us Apart e The Rising.
The Crusade é um trabalho de alto nível em todos os sentidos, muitos solos e riffs bem trabalhados são prioridade em cada música do álbum, e os solos bem feitos é praticamente um pecado no atual cenário americano de música pesada.

Sem querer soar pretensioso da minha parte, mas até o momento The Crusade é o Master of Puppets do Trivium tamanho é a sua qualidade sonora e pegada moderna que o grupo deu ao thrash metal. Uma banda que ainda vai dar e muito o que falar. Aguardem.

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Juggernaut - Lines of the Edge (9.5/10 - 2006)

Juggernaut – Lines of the Edge
Independente
Thrash Metal
2006
Nota: 9.5

Tracklist
01. Lines of the Edge
02. Xenophobia
03. No More Selfishness
04. Holy Lie
05. Prejudice
06. A Question to Be Answered
07. Greed is my Name
08. Anytime it will be Over
09. Own World

O que é isso? Posso soar repetitivo, mas a invasão thrash metal que o Brasil enfrenta é descomunal. Quer mais um exemplo? Os catarinenses do Juggernaut. O nome da banda tem vários siguinificados e todos eles muito românticos e sintetizam a banda perfeitamente. A palavra Juggernaut pode siguinificar uma grande massa de destruição e é também o nome de um tanque militar fabricado na década de 40 e Juggernaut também é um dos mutantes da série de HQs X-men.

A banda é nova e foi formada em 2004, passou por algumas mudanças na formação, mas isso não desestabilizou o núcleo do grupo formado pelo baixista/vocalista Daniel Justen. Após uma bem sucedida demo, o grupo lançou de forma independente em 2006 seu primeiro trabalho.

A base da banda é uma mistura muito bem dosada de Kreator da época do Endless Pain e do Pleasure do Kill além de acrescentar em sua fórmula Destruction e Death, o cd “Lines of the Edge” começa muito bem com a faixa título e por todo ele ouve-se muitas bases bem encaixadas, solos certeiros e o vocal rasgado e imponente de Daniel Justen.

Entre os destaques eu fico com “Holy Lie” um pesadelo sonoro de riffs e solos além da voz de Daniel que permeia entre gritos esquizofrênicos como os de Mille Petrozza e o gutural. Os riffs de “Xenophobia” são matadores e é umas das melhores do cd.

Mais um ótimo trabalho para você que coleciona e está atrás das novidades em thrash metal que nossas terras produzem.

Site: www.juggernaut.com.br

Baixe e ouça no seu MP3 Player! (11:33 min / 16 MB)

I - Between Two Worlds (9.5/10 - 2006)

I
Between Two Worlds
Nacional
Nuclear Blast / Laser Company
Nota: 9.5
Estilo: Black Metal
2006

Quando uma banda que estava no topo acaba é natural que seus membros retornem a cena e formem outras bandas, às vezes conseguem preencher a lacuna deixada pelo antigo grupo ou podem ao mesmo tempo ir além de sua antiga banda e trazer novos moldes e ares que faltava ao estilo. Quando o Immortal acabou, o black metal ficou sem sustentação, já que o grupo representava um pilar importante dentro do estilo.

Com traços de Viking Metal, o Black Metal ríspido e com letras fortes o I é um forte candidato a tornar-se ícone do estilo em todo o cenário. Formado por músicos do Immortal, como o guitarrista/vocalista Olve Eikemo (Abbath) e o baterista Armagedda, além do guitarrista Arve Isdal (Ice Dale) ex Enslaved e Tom Cato Visnes (TC King) ex Gorgoroth para o baixo.

Com letras inspiradas no legendário Bathory, inclusive o letrista da banda, o baterista Armagedd (que não tocará ao vivo com o grupo) admitiu que tentou escrever usando o mesmo estilo de Quorthon.

Sem introdução e com um riff matador o cd já abre com a excelente “The Storm I Ride”, a banda em todas as musicas manteve a veia thrash e heavy metal que alimentava o Immortal, em alguns momentos ouve-se uma influência de Motorhead.

Sem corpsepaint, somente músicos e músicas, assim são o I que empolga e consegue mais uma vez abalar os alicerces do cenário com músicas de um poderio praticamente bélico. Duvida? Então ouça: “Warriors”, “Battalions” e “Days Of North Winds”. Só para citar algumas.

Entre as mias diversas influencias do I fica difícil citar todas, mas com certeza o ouvinte identificará logo de cara uma excelente soma de Immortal + Motorhead + Bathory. O I é uma fábrica de riffs que irá alucinar e incendiar seu aparelho de som.

Tracklist
01. The Storm I Ride
02. Warriors
03. Between Two Worlds
04. Battalions
05. Mountains
06. Days Of North Winds
07. Far Beyond The Quiet
08. Cursed We Are

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Ensiferum - Victory Songs (9.5/10 - 2007)

Ensiferum – Victory Songs
Spinefarm – Importado
09 Faixas
2007
Black Metal Sinfônico
Finlândia
Nota: 9.5

Tracklist:
01.Ad Victoriam
02.Blood is the price of glory
03.Deathbringer from the sky
04.Ahti
05.One more magic potion
06.Wanderer
07.Raised by the sword
08.The new dawn
09.Victory song

Talvez o Ensiferum não seja um dos grupos mais populares de Viking Metal aqui no Brasil, mas a banda carrega muito bem a bandeira do estilo. O cd “Victory Songs” é o terceiro trabalho desse grupo finlandes e traz uma banda tão Viking e poderosa que em seus trabalhos anteriores.

A saída do vocalista/guitarrista Jari Mäenpää que gravou os dois trabalhos anteriores da banda, não parecer ter abalado o grupo, que após recrutar para o posto ninguém menos que Petri Lindroos, o cara é vocalista/guitarrista do Norther.

Mesmo com algumas semelhanças entre o estilo do Norther e do Ensiferum, esse novo trabalho está diguino de aplausos. Desde a intro com mais de três minutos de atmosfera típica de um filme de batalha, a banda arrebenta tudo com “Bloody is the Price of Glory”.

A mistura melódica entre o death metal, black metal, folk e viking enriquecem o trabalho e não deixa o disco monótono, a produção valorizou muito as bases de guitarras em detrimento aos teclados e algumas passagens de voz mais melódicas que ficaram ao fundo, mas isso são detalhes de um trabalho tão bom.

Para conter a fúria ensandecida que em certos momentos paira sobre a banda, quando o instrumental beira o furioso death metal, passagens épicas e folclóricas com coros e atmosferas mais leves fazem equilibram os elementos sonoros do disco.
Entre os destaques, não deixe de conferir “Deathbringer from the sky” e “Ahti” onde se aplicam os comentários do parágrafo anterior.

Se você é fã de Norther, Finntroll e grupos dessa linha, não deixe de adicionar o Ensiferum à sua lista. Sem dúvida um dos melhores lançamentos do ano.

Baixe e ouça no seu MP3 Player! (11:18 min / 16 MB)