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Hypocrisy
10 Years of Chaos and Confusion
 Hypocrisy
Nota: 9,0
Ano: 2006
Por: Filipe Souza
Gênero: Death Metal
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Revenant
The Burning Ground
 Revenant
Nota: 8,5
Ano: 2005
Por: Filipe Souza
Gênero: Death Metal
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Korzus
Ties Of Blood
 Korzus
Nota: 10
Ano: 2005
Por: Henrique Linhares
Gênero: Thrash Metal
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Dreamtale
Ocean´s Heart
 Dreamtale
Nota: 7,5
Ano: 2003
Por: Filipe Souza
Gênero: Metal Melódico
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The Black League
Man´s Ruin Revisited
 The Black League
Nota: 8,5
Ano: 2004
Por: Filipe Souza
Gênero: Heavy Metal
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Noumena
Anatomy of Life
 Noumena
Nota: 9,0
Ano: 2006
Por: Filipe Souza
Gênero: Death Metal
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Destruction
Mad Butcher + Eternal Devastation
 Destruction
Nota: 9,5
Ano: 2002
Por: Henrique Linhares
Gênero: Thrash Metal
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Children of Bodom
Hatebreeder
 Children of Bodom
Nota: 9,5
Ano: 1999
Por: Filipe Souza
Gênero: Death Metal
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Shape of Despair
Illusion´s Play
 Shape of Despair
Nota: 8,5
Ano: 2004
Por: Filipe Souza
Gênero: Doom Metal
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Avec Tristesse
How Innocence Dies
 Avec Tristesse
Nota: 9,5
Ano: 2004
Por: Filipe Souza
Gênero: Gothic Metal
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Metal Zone ›› Seção Discografia Comentada ›› Matéria sobre Megadeth
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Discografia Comentada
Megadeth
Artista: Megadeth
País de Origem: Estados Unidos
Site: www.megadeth.com
Gênero: Thrash Metal
Megadeth

Escrito por: Filipe Souza [filipe@metalzone.com.br]

O ditado diz que: - A vingança é um prato que se come frio. E Dave Mustaine fundador e líder nato da banda sentiu na carne o significado desse dito popular. Dave foi expulso do Metallica em 1983, um pouco antes de o grupo lançar Kill Em All. Alegaram que Mustaine vivia bêbado e drogado, não podendo acompanhar as gravações se ensaios, mas sinceramente, quem ali não vivia assim? O rapaz foi colocado em um ônibus (ainda chapado) e despachado pra outra cidade, mas essa estória que muitos contam. É mais um dos boatos que cercam o que realmente aconteceu. Enquanto o Metallica lançava seu debut e excursionava divulgando-o, Dave preparava uma banda para mostrar do que era capaz de fazer. Reuniu um time bacana e em 1985...


Killing is my Business (1985)
Nota: 7.5
Killing is my BusinessSurgia no cenário americano mais uma potencia do thrash metal mundial. E seu primeiro trabalho, Dave já anunciara que suas mágoas com o Metallica não foram esquecidas o que fica latente logo na primeira faixa do álbum "Killing is my Business...and my Business is Good" que traduzindo fica: Matar é meu negócio...E meu negócio é bom, esse título foi tirado de um slogan usado durante a guerra do Vietnam. Vale salientar que durante um curto período de tempo Kerry King do Slayer chegou a assumir o posto de guitarrista do grupo.


Um álbum curto com pouco mais de 30 minutos, mas onde todas as faixas são uma cacetada, um massacre sonoro. Solos muito rápidos, onde a diferença é a voz irritante de Dave Mustaine, que parecia mais um Pato Donald com alergia.


Impossível não banguear ao som de "Skull Beneath the Skin", "Rattlehead" e "Mechanix" essa última foi usado pelo Metallica em seu debut com o nome de "The Four Horsemen".


Logo nesse primeiro álbum, Dave já se mostrava mais ditador que líder, compondo e produzindo totalmente o trabalho. E isso aconteceria em praticamente todos os álbuns do grupo até o início da década de 90.


Peace Sells, But Who´s Buying? (1986)
Nota: 9


Peace Sells, But Who´s Buying?
Em apenas um ano o Megadeth passou por uma evolução descomunal. Deu uma polida em sua sonoridade. A banda, na verdade Dave Mustaine, passou a adotar uma postura mais política em relação às letras do grupo. A começar pela capa mostrando a ONU totalmente destruída com uma placa dizendo: Paz a venda, mas quem quer comprar? As letras mostram um Dave sarcástico e cínico. Surge também Vic, o mascote da banda, que irá aparecer em quase todos os trabalhos do Megadeth.

Esse segundo álbum é essencial em qualquer cdteca que se preze. Um clássico do thrash metal da década de 80, que conta com verdadeiros hinos do estilo como: "Wake Up Dead", "The Conjuring", "Good Mourning/Black Friday" e "Bad Omen". Essas músicas se tornaram imortais. Até o cover de Willie Dixon's (um cantor de Blues) "I Ain't Superstitious" passa. Não posso deixar de citar a faixa título que é muito boa e tem um clipe com cenas fortes de guerra e terrorismo.





So Far, So Good, So What (1988)
Nota: 8.5


So Far, So Good, So What Esse é um álbum do Megadeth? Talvez sim pela qualidade dos solos e pelo veneno de Dave em algumas faixas. Nesse trabalho, já começam as mudanças na formação. O ego de Mr. Mustaine já fica conhecido nos quatro cantos do mundo. E seus contínuos problemas com drogas também.

Talvez isso tenha prejudicando o andamento da banda nesse álbum. Especulações à parte, Dave chutou Chris Poland e Gar Samuelson para chamar dois ilustres desconhecidos e péssimos integrantes, Jeff Young e Chuck Behler. Os novos membros também não duraram muito. Saíram da banda durante a tour, enquanto o que sobrou do Megadeth ensaiava as escuras com o que seria a melhor formação do grupo, mas isso é outro assunto.

Bem, salvam-se nesse trabalho a excelente "Im my Darkest Hour" tocada até hoje nos shows, "Mary Jane" sobre um relacionamento de Dave e "Hook in Mouth". Um cover escolhido para esse play foi o já batido e horrível "Anarchy in the UK" dos Sex Pistols, até hoje a melhor performance que já ouvi da musica, mas totalmente dispensável.

Rust in Peace (1990)
Nota: 10


Rust in PeaceAgora vou falar do ápice da carreira da banda. Melhor formação que o grupo já teve, um dos melhores álbuns do ano. Um clássico do estilo, aquele play indispensável pra quem quer conhecer o que é thrash metal. Esse álbum fez história ao lado de Reing in Blood do Slayer, Master of Puppets do Metallica.


O Megadeth abusou na complexidade das músicas, nos solos em tudo. Mustaine ainda era um ditador, talvez agora um pouco flexível, já que os dois novos integrantes eram músicos de verdade e de extrema qualidade. A começar por Marty Friedman que lançou dois álbuns com sua antiga banda "Cacophony", um excelente álbum solo "Dragon´s Kiss". É um exímio guitarrista e acrescentou muita técnica ao grupo. O baterista Nick Menza foi outra grande escolha. O cara surra literalmente seu instrumento a cada faixa, e ao vivo sua empolgação é de fazer inveja.

O álbum começa com "Holy Wars" onde Mustaine mostra-se mais uma vez muito antenado com o que acontece no mundo. E a situação no Oriente Médio não mudou nada até hoje. Talvez essa seja uma das melhores músicas do Megadeth e ao vivo tem toda uma performance teatral por parte de Dave Mustaine.

Em seguida "Hangar 18" que fala sobre a Área 51 e para saber mais sobre o assunto
clique aqui. Uma música fantástica com incontáveis solos e bases muito marcantes. O que falar sobre "Take no Prisioners?" Brutal? Pesada? Mais uma excelente faixa.

Em "Poison was the cure", que não é uma das minhas favoritas, tem um solo no final interessante. A sexta faixa do play "Lucretia" outra amostra de excelentes solos e o vocal de Dave ficou perfeito. Mais uma das minhas favoritas e que ao vivo fica esplendida é "Tornado of Souls", que tem uns riffs de levar a loucura.


Depois do "Tornado", que foi a música anterior, o clima é quebrado com "Dawn Patrol" uma faixa lenta, só baixo e bateria e Dave recitando a letra. A faixa fala sobre como estamos encarando a poluição e suas conseqüências. Pra fechar essa obra de arte "Rust in Peace..Polaris" rápida, cadenciada, mas Holy Wars ainda é minha favorita.


Durante a tour deste álbum o Megadeth esteve pela primeira vez no Brasil tocando na segunda edição do Rock in Rio em 1990. Tocou logo após o show catastrófico do Lobão, segundo as palavras do próprio Dave Mustaine na época "O palco parecia um chiqueiro, jogaram de tudo no cara (referindo-se ao Lobão) e se eu escorregar nessa merda vou ficar muito puto".

A apresentação do Megadeth foi alucinante (ou alucinógena?), a Globo transmitiu com um péssimo som o show, mas deu pra conferir o que é essa banda ao vivo.


Um toque para quem gosta de clipes é correr atrás dos clipes de Holy Wars e Hangar 18 ambos de excelente qualidade.

Se você ainda não ouviu esse álbum, não fique ai parado, estará perdendo a chance de conhecer um excelente trabalho do Megadeth, enquanto isso: - Enferrujamos em paz!





Countdown to Extinction (1992)
Nota: 9.5


Countdown to ExtinctionPara alguns, esse é o álbum mais comercial que o Megadeth tinha feito até o momento, outros o segundo melhor depois de Rust in Peace. As divergências que Countdown provocam só o tornam cada vez mais interessante. Em se tratando de Megadeth sem dúvida esse é o meu álbum favorito da banda.

A parte instrumental ficou mais complexa com riffs de ótima qualidade e um trabalho espetacular de bateria. É um material alucinante logo na primeira faixa com a furiosa "Skin O´my Teeth", em seguida "Symphony of Destruction" consegue arrepiar com seus solos, agora em sua maioria por Marty Friedman, vala salientar que essa música foi o primeiro vídeo clipe da banda. Outros pontos fortes desse trabalho são "Countdown to Extinction" e "Sweating Bullets".

Nesse cd farei ao contrário, prefiro comentar as faixas que podiam ficar de fora, por exemplo "High Speed Dirty" e a péssima "Psychotron" que poderiam ter sido usadas como lado B em algum single.

A formação do Megadeth continua estabilizada e sem crises o que proporcionou esse ótimo trabalho. E pela segunda vez o grupo volta ao Brasil para shows no Rio e em São Paulo.

Não deixem de conferir os clipes de "Symphoy of Destruction", "Foreclosure of a Dream" e "Sweating Bullets".



Youthanasia (1994)
Nota: 9.5


Rust in PeaceCacetada! Na verdade eu queria escrever um palavrão! Nesse trabalho o grupo conseguiu reunir sua técnica pra lá de apurada do último álbum com o peso e os riffs de Rust in Peace, tudo muito melhor dosado.

A química entre o grupo estava tão boa, que ninguém poderia imaginar que o Megadeth conseguiria se superar. E não é que conseguiu? Esse álbum é um trabalho forte com uma produção fantástica. A parte gráfica é muito boa, principalmente para época. E uma capa bem forte que chegou a ser banida em alguns países asiáticos.

Os vocais de Dave estão cada vez melhores como em "A Tout Le Monde" com seu refrão em francês algo inusitado para a banda e que deu um molho muito especial à música. Nick Menza e Marty estão cada vez mais surpreendentes em seus respectivos instrumentos. Para certificar isso basta conferir logo na abertura do cd com "Reckoning Day", depois os riffs angustiantes de "Train of Consequences" e os solos exacerbadamente bem trabalhados de "Addicted to Chaos".

Liricamente Dave Mustaine deixou os problemas políticos do mundo de lado e passou a contar sobre suas experiências para se livrar das drogas. Para os que não sabem, Dave teve problemas sérios com drogas chegando a interromper shows das turnês dos dois últimos álbuns.

As letras de Youthanasia são metáforas profundas, onde Dave conta que achou que fosse morrer e relata seu sofrimento em "A Tout Le Monde". O álbum fecha com "Victory" uma faixa muito, mas muito bacana. Nessa música são usados títulos e pedaços de várias outras canções que o grupo já compôs, um trabalho muito criativo.

A partir desse álbum o Brasil se torna rota obrigatória para o grupo. A banda voltou ao nosso país para participar da segunda edição do Phillips Monsters of Rock realizado em 1995 que ainda trouxe Ozzy Osbourne e Alice Cooper como atração principal, Paradise Lost na excelente tour do Draconian Times, Faith No More entre outros.

Os clipes que podem ser vistos desse álbum são: "Train of Consequences", "A Tout Le Monde".


Cryptic Writings (1997)
Nota: 8


Cryptic WritingsBem. Esse álbum seria uma volta às raízes do grupo, mas sinceramente, achei um trabalho bem fraco em relação aos três últimos. Tudo bem que faixas como "Trust", "Almost Honest", "A Secret Place" com um riff inicial muito bom, "She Wolf" e "Vortex" mostram muito peso e são bem legais, mas parecem ter sido feitas para isso.

Em todo esse álbum impera um clima de NWOBHM e não de thrash metal. Não estou dizendo que isso seja ruim, mas ficou me parecendo um material artificial. Esse foi o último trabalho com a formação clássica do grupo, pois durante a turnê Nick Menza deixa a banda.

E numa mesma tour o Megadeth visita o Brasil duas vezes, uma para participar novamente do Phillips Monsters of Rock em 1998 ao lado do Slayer, Dream Theater e Manowar.

Risk (1999)
Nota: 6


RiskNunca um título foi tão levado a sério como nesse álbum. O risco que a banda correu de simplesmente jogar por água abaixo todo seu passado magnânimo esteve a margem de acontecer com Risk.

Você chamaria de evolução musical? Bem, não vejo nada de evolução aqui, já que a banda esta tocando da forma mais simplista possível, as letras são de uma mediocridade sem tamanho.

As comparações com o Metallica sempre existiram, mas me parece que agora ficaram mais lineares vou citar só algumas: O logo sofreu uma leve mudança, para pior. Os solos de Marty, assim como os de Hamet, sumiram!

Os refrões, as letras, melodias, parece que tudo foi composto de forma proposital para soar comercial. Destacar alguma música em especial? Acredito que fique difícil até para a mãe dos compositores. Em algumas entrevistas depois Dave chegou a assumir que Risk não foi um dos melhores momentos que a banda passou. Realmente não foi mesmo!

Mas, não é só de pontos negativos que esse play é feito, não mesmo. A arte gráfica do cd é o que tem de melhor, com umas fotos bem legais.

É triste ver uma banda como o Megadeth perder sua identidade.

The World Needs a Hero (2001)
Nota: 7


The World Needs a HeroBem, eles tentaram! Valeu pelo voto que os fãs deram de confiança a banda. Mas por que será que tudo aqui me parece artificial? A começar pelo título. Quem seria o herói que salvaria o mundo? E que mundo estariam falando? O mundo do metal? E se for, seria o Megadeth o salvador? É triste ter que escrever isso, mas eles estiveram bem longe disso nesse trabalho.

O mercado fonográfico é cruel, e isso todos nós sabemos. Mas nesse álbum a banda seguiu piamente a cartilha de como se fazer um cd pra vender. Acho que não foram muito felizes.

Esse álbum tem passagens boas e alguns momentos bem legais, mas o ouvinte fica com aquela pulga atrás da orelha: - Isso é inspiração ou grana?

O que salva esse álbum são os solos maravilhosos de "Return to Hangar". De resto, é resto mesmo.


Rude Awakening (2002)
Nota: 8


Rude AwakeningDepois que os três últimos álbuns foram um fiasco, eis que a banda ressurge com esse "ao vivo". A gravação é bem fraca e não foi capaz de captar toda a energia que é um show do Megadeth. Será que a banda não emana mais essa energia em palco?

O todo poderoso líder Dave Mustaine teria sido domesticado? Aquele monstro que até o início da década de 90 urgia a cada show, jorrando toneladas de riffs e com suas letras críticas e cínicas, liderando uma das mais importantes bandas de thrash metal da historia, conseguiu chegar a esse ponto?

Sinceramente não é um álbum de todo ruim, mas já vi dezenas de vídeos do Megadeth (pelo menos uns trinta), tenho alguns blootegs com shows mais animados, presenciei a banda ao vivo por três vezes e me decepcionei ao ouvir esse material.

Outro ponto chato é que Dave procura impostar a voz para que a música fique como foi gravada na época, além de soar datado, fica extremamente sem personalidade. Para que isso funcionasse teria que voltar Nick Menza para a bateria e Marty na guitarra, senão meu caro, simplesmente não funciona.

O ponto alto do cd fica até óbvio, são as músicas antigas como: "Wake Up Dead", "In my Darkest Hour", "Train of Consequences", "Hangar 18", mas como nem tudo são flores a maravilhosa "Holy Wars" ficou deprimente.

Outro ponto legal é antes de "Mechanix" em que Dave diz: "- Existem duas formas de se ouvir a próxima música. A nossa. E a deles". Essa parte valeu o cd.


Still Alive...And Well? (2002)
Nota: 5



Still Alive...And Well?Às vezes a falta do que dizer ou até mesmo a falta de um direcionamento musical melhor pode afetar de forma crucial uma banda. O Megadeth veio de um disco bem fraco em 2001 (The World Needs a Hero). Depois lançou um álbum ao vivo e enquanto a inspiração não vinha, nada melhor do que uma coletânea, só com faixas ao vivo. mas espera aí! Depois de um disco ao vivo? Fazer o que...

Uma coletânea chata, dispensável e que não muda nada na sua vida. Totalmente passável.


The System Has Failed (2004)
Nota: 8.5


The System Has FailedQuase! Isso mesmo. Quase conseguiram chegar aos pés de álbuns como "Coutndown to Extinction" (1992) e "Youthanasia" (1994). Você deve estar se perguntando por que citei esses não é mesmo? Citei álbuns bons, mas não superam o "Rust in Peace" (1990).

Esse é um disco cheio de novidades, tudo bem que a maioria das novidades aqui não são tão boas. A começar com a saída do baixista e braço direito de Dave Mustaine. Sim, ele mesmo: David Ellefson. A briga girou em torno de dinheiro não repassado por Mustaine de royalties. David processou o cara e quis a parte dele nas verdinhas. E não foi pouca coisa não. Dizem por ai que era algo em torno de 18 milhões de dólares, um pouco mais de 36 milhões de reais.

Outro grande problema, quem era a banda? A formação já não era a mesma do último disco de estúdio. Esta longe de ser. Vamos as apresentações então. No lugar de David Ellefson entrou ninguém mais ninguém menos do que quem? O ilustre e desconhecido Jimmy Sloas. Sim! Aquele! Aquele que ninguém nunca ouviu falar. E para a bateria? Esse sim! Foi Vinnie Colaiuta. Não conhece? Nem eu!

Mas para a guitarra finalmente um rosto conhecido dos fãs. Estou falando de Chris Poland, o próprio. Chris gravou com o Megadeth os dois primeiros trabalhos do grupo e graças a essas reviravoltas que a vida dá, o cara voltou.

Musicalmente, The System Has Failed não falhou. Está mais com a cara da banda, mesmo que ainda tenha mais músicas chatas do que legais. Dave Mustaine ainda é MegaDave "O Homem por trás da máquina Megadeth" e provou isso com músicas certeiras como: "Blackmail The Universe", que abre o cd. É bem rápida, cheia daqueles rifs quebrados e instigantes, que só o Dave Mustaine consegue compor. A segunda música "Die Dead Enough" segue quase a mesma linha, só que é mais melódica. A pancadaria recomeça com "Kick The Chair", não são lá grandes coisas, mas tem um solo bacana e um peso interessante. No geral, a maioria das músicas lembram Angry Again , que foi trilha sonora do filme
The Last Action Hero (O Último Grande Herói), com Arnold Schwarzenegger.

United Abominations (2007)
Nota: 9.5



United AbominationsMais uma vez a ONU cai nas graças de Dave Mustaine (ou seria na desgraça?). Definitivamente eles voltaram! Sim! Isso mesmo. Pesado, intrincado e ríspido como deve ser obrigatoriamente um disco do Megadeth. O melhor trabalho do grupo desde Youthanasia (1994).

O Megadeth havia parado logo após seu último álbum devido a uma lesão no braço do seu mentor. Dave resolveu até então sepultar o grupo. E decretou nos quatro cantos do globo a morte da banda.

Sorte a nossa, que o ruivo dono de uma das vozes mais engraçadas, mas que se encaixa perfeitamente para uma banda de thrash metal, resolveu voltar atrás. Dave reuniu um grupo competente para a nova empreitada.

A começar pela faixa de abertura "Sleepwalker" muito peso, muitos riffs, bases e solos avassaladores. A voz de Dave está mais agressiva o que torna cada faixa muito mais atraente.

As letras estão extremamente politizadas. Dave virou suas armas para a omissão da ONU e está com um discurso nacionalista e inflamado. Mesmo pró Bush, o vocalista ainda destila muito veneno.

O material gráfico do cd está primoroso, bem como sua capa. Parece que os novos integrantes da banda adicionaram no Megadeth e ao próprio Dave Mustaine, sangue novo e volátil. Junto com o baixista James LoMenzo (Black Label Society, White Lion), os irmãos Glen Drover (King Diamond/Eidolon) na guitarra e Shawn Drover (Eidolon) na bateria, Dave armou a casa e com esse time produziu seu melhor trabalho em dez anos.

Entre as pancadarias do cd estão “Washington is Next” maravilhosa música e letra falando sobre guerra biológica. Talvez a letra mais forte seja da faixa título “United Abominations” com instrumental idem. Outro ponto altíssimo do álbum é a nova roupagem para o clássico “À Tout Le Monde”, musica que saiu no álbum “Youthanasia” (1994), que virou “À Tout Le Monde (Set Me Free)”. Eis uma música da banda que deu no que falar.

Em setembro de 2006 um jovem de 25 anos, Kimveer Gill entrou em um centro universitário de Montreal no Canadá atirando contra estudantes até acertar sua suposta namorada. A estudante portuguesa Anastácia Sousa de 18 anos. Kimveer ainda feriu outros 19 estudantes antes de ser abatido pela polícia local. O assassino, de origem indiana, em seu blog mantinha fotos e textos relacionados a morte e violência. Horas antes do massacre, o jovem declarou no blog que a música “À Toute Le Monde” do Megadeth serviu de inspiração para a atrocidade que cometeria.

Em 2007, quando Dave Mustaine regravou a musica e a lançou como clipe, vítimas do atentado se manifestaram contra a atitude do artista. Mesmo assim, Dave manteve sua posição. A nova versão de “À Toute Le Monde” ( A todos meus amigos) é mais pesada e tão melódica quanto sua versão original. O grande trunfo mesmo foi a participação especial de ninguém menos que Cristina Scabbia, vocalista do grupo italiano Lacuna Coil, que dividiu os vocais com Dave.

Outros pontos altíssimos do álbum ficam por conta de: “Gears of War” e “Amerikhastan”.

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