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(07/12/2012)Colossal Titan Strife
Por: Luiz Ribeiro (luizribeiro@metalzone.com.br)
15/08/2011
Embora conste da arvore genealógica do Iron Maiden, divulgada nos encartes de “A Real Dead One” e “Best Of The Beast”, pouquíssima gente sabe que Paul Mario Day foi o primeiro vocalista da banda.
O que poucos sabem, também, é que, Paul Mario Day, após sua saída do Iron Maiden, seguiu em frente e lançou, pelo menos, mais dois álbuns clássicos da N.W.O.B.H.M., com as bandas More e Wildfire.
Nascido em 19 de abril de 1956 (mesmo ano de nascimento de Steve Harris e Dave Murray), em Londres, reverenciava Beatles, Queen, Deep Purple, Yes, Black Sabbath, Led Zeppelin, Judas Priest e Rush.
Iron Maiden – O início de tudo
Em 1975, aos 19 anos, teve a oportunidade de ingressar, como vocalista, em uma banda que influenciaria várias gerações nos próximos 36 anos: o Iron Maiden.
Já sob a liderança de Stephen Percy Harris, conhecido por nós mortais como Steve Harris, tem início aí a história do Iron Maiden, uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos.
Com o timbre de voz menos agressivo que Paul Di Anno e menos potente que Bruce Dickinson, porém com um estilo vocal bem característico, Paul Mario Day foi o responsável por dar as primeiras pinceladas na linha vocal do Iron Maiden, que viria a se consolidar com os supracitados Di Anno e Dickinson..
Paul Mario Day permaneceu cerca de seis meses com o Iron Maiden, vindo a ser substituído por Dennis Wilcock que continuaria na banda até o meio de 1977. Com a saída de Dennis Wilcock a história torna-se menos obscura, com a entrada de Paul Di Anno, que gravaria o debut do Iron Maiden, em 1980, e seu predecessor Killer, em 1981, além do EP Maiden Japan, também de 1981.
Após sair do Iron Maiden em 1976, Paul Mario Day só voltaria ao meio musical, em 1978, com a banda More.
More – A primeira grande oportunidade
Com o More, Paul Mario Day pode fazer sua estréia como vocalista em um Long Play. Para quem não conhece, o vocal de Paul Mario Day é excelente, com um estilo que ficaria entre Paul Di Anno e Bruce Dickinson.
Após lançarem dois singles de relativo sucesso, assinam um contrato com a gigante Atlantic.
Com contrato assinado lançam Warhead. Produzido por Al Natali e Henry Weck e gravado e mixado nos Estados Unidos, chega em, 08 de Dezembro de 1980 (mesmo dia da morte de John Lennon), às lojas, com 40.000 cópias vendidas. Warhead, além de marcar a estréia de Paul Mario Day em um registro fonográfico, é considerado um dos grandes clássicos da N.W.O.B.H.M.
Mesmo com o sucesso de Warhead, e turnê com o próprio Iron Maiden pela Europa (turnê de Killers), Paul Mario Day deixa o More, justificando sua saída pelas famosas “divergências musicais”.
Wildfire – A consolidação
Assim, em 1982, monta sua própria banda: o Wildfire. Neste ano, com a N.W.O.B.H.M. a todo vapor e com sua antiga banda, o Iron Maiden, lançando nada menos que The Number of the Beast, não foi difícil conseguir um contrato com a gravadora belga Mausoleum.
Frutos deste contrato com a Mausoleum são lançados dois álbuns: o excelente “Brutal Force and Ignorance” em 1983 e o bom “Summer Lightning” em 1984. O desempenho vocal de Paul Mario Day nestes discos é fabuloso, destaque absoluto da banda. O Wildfire segue em turnê pela Europa, abrindo para o Def Leppard.
Como nada é fácil, com a decadência da N.W.O.B.H.M no meio dos anos oitenta, a Mausoleum Records sente a pressão do novo direcionamento musical metálico (Thrash Metal e Hard/Glam Rock) e fecha as suas portas. Sem ter o que fazer, o Wildfire segue o mesmo caminho.
The Sweet – O canto do Cisne
Ainda em 1985, com o fim do Wildfire, Paul Mario Day é convidado para integrar o The Sweet, como contratado, durante sua turnê pela Austrália, Alemanha, Áustria e Inglaterra.
Gravado em 1986 no Marquee Club, em Londres, e lançado somente em 1989, Live at the Marquee do Sweet foi o último Long Play com Paul Mario Day nos vocais.
Fazendo um Glam Rock e com visual de dar inveja a Poison e Cinderella, Paul Mario Day percebe que sua hora no Sweet tinha chegado e, neste mesmo ano de 1986, sai da banda.
Muito bem recebido na Austrália e maravilhado com o país, após sua saída do The Sweet, em 1986, muda-se para a terra dos cangurus Na Austrália monta uma banda cover do Led Zeppelin, vindo a se aposentar em 1992. Após sua aposentadoria Paul Mario Day começa a trabalhar como Web Designer, cujo ofício mantém até os dias atuais.
2006: Retorno aos palcos – Gringos e Crimzon Lake
Após 14 anos parado, em 2006 monta uma banda de nome, no mínimo, diferente: “Gringos” (banda de covers).
Juntamente com o Gringos, ingressa no Crimzon Lake. Segundo o próprio Paul Mario Day o Crimzon Lake seria algo como um “Uriah Heep australiano”. E ainda: “Seria uma banda bem complexa de pub, com harmônicas britânicas, enraizadas a um virtuoso estilo de compor dos anos 70 e 80”.
Foi iniciada a gravação do álbum do Crimzon Lake, mas a falta de recursos interrompeu os trabalhos. A saída foi um lançamento de um EP, com três músicas, a fim de conseguir dinheiro e terminar a gravação. Este EP pode ser adquirido no site oficial de Paul Mario Day: http://paulmarioday.com.
Voltando ao Iron Maiden, Paul Mario Day jura de pés juntos que participou da composição de Strange Wolrd, música composta nos primórdios do Maiden e lançada no primeiro álbum da banda.
Embora esquecido pela maioria, Paul Mario Day foi um dos grandes músicos da N.W.O.B.H.M., sendo membro fundador do Iron Maiden, juntamente com Steve Harris e, principalmente, por lançar dois clássicos deste movimento musical inglês: Warhead com o More e Brutal Force and Ignorance com o Wildfire.

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