Para os fãs da banda ou de rock progressivo, bem como de música terão a grata surpresa em saber que a Editora Évora lançará a biografia “Nos Bastidores do Pink Floyd”, escrita pelo jornalista Mark Blake. Selo Generale traz, pela ótica de Ron Wood, os bastidores de uma das bandas mais importantes do mundo.

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Schizophrenia

Scars Turn Your Past Real
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Metal Zone Home Bandas Internacionais → Manowar
Manowar

Manowar

Gênero: Power Metal
País: Estados Unidos da América

Formação mais Recente:
Eric Adams - Vocal
Karl Logan - Guitarra
Joey DeMaio - Baixo
Scott Columbus - Bateria



http://www.manowar.com

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Cradle of Filth

Nymphetamine




Manowar

Por: Filipe Souza (filipe@metalzone.com.br)
01/04/2011

O Manowar é uma banda que dispensa apresentações, qualquer fã de metal pelo menos já ouviu falar desse quarteto americano que fez seu nome no início da década de oitenta. Eles apelam para um visual de vinkings/bárbaros e com letras sobre batalhas e sempre exaltando um lado machista.

O grupo angariou milhares de fãs ao redor do mundo. Bradavam aos quatro cantos que odiavam os posers do Hard Rock, mas a banda tem atitudes tão posers quanto a mais farofa das bandas.

Atualmente eles estão vivendo de suas glórias passadas, já que seus dois últimos trabalhos de estúdio são extremamente fracos em relação aos seus trabalhos da década de oitenta até inicio de 90.

O grupo foi formado em 1980 quando Joey DeMaio (baixo) ainda trabalhava como técnico de baixo do Black Sabbath. Nessa época, Joey conheceu Ross the Boss que era guitarrista da banda Shakin Street e estava abrindo um show para o Black Sabbath na Inglaterra. E formar uma banda foi o curso natural das coisas, já que compartilhando das mesmas idéias, montaram uma banda e chamara o baterista Donny Hamzik e o colega de infância de Joey, Eric Adams para os vocais.

Em 1982 veio o primeiro álbum. Um trabalho tímido com algumas boas passagens como o épico Battle Hymn que mostrou o que os fãs poderiam esperar do grupo para os próximos trabalhos. A faixa Dark Avenger também é outro bom momento principalmente pela narrativa de Orson Welles e a masturbação instrumental do baixista Joey em William's Tale.

O trabalho seguinte prometia mais, na verdade muito mais do que esperavam. A começar pela assinatura do contrato com a nova gravadora, em que a banda assinou usando seu próprio sangue.

O álbum em si não é de todo ruim o que acaba com a credibilidade do grupo é a capa. Uma foto dos quatro fantasiados de bárbaros empunhando armas, uma cena um tanto ridículas.

O que salva em InTo Glory Ride (1982) são as letras, muito boas e contam estórias sobre guerras e mitologia. Esse álbum marca a estréia de Scott Columbs e também da frase que ficou famosa entre os fãs da banda “Death to False Metal” (Morte ao falso metal).

Foi em 1984 que o Manowar realmente se encontrou e lançou um magnífico trabalho com “Hail to England”. Além de dar uma puxada de saco na velha Inglaterra, país que os acolheu, já que nos Estados Unidos (país de origem da banda) o grupo não fedia nem cheirava, falando no popular.

Com uma capa muitíssimo melhor produzida e uma sonoridade de deixar os dois últimos trabalhos no chinelo, a banda veio com gás total. É uma pena que o álbum em si tenha apenas 30 minutos de duração o que não é nenhuma novidade em se tratando de Manowar, já que o grupo tem a mania de falar mais do que trabalhar. E isso ficará mais evidente durante a década de 90.

É de Hail to England que vem os maiores clássicos da banda e que tocam até hoje nos shows como “Blood Of My Enemies”, “Each Dawn I Die”, “Kill With Power“ e “Hail To England”.

Ainda no mesmo ano o Manowar retorna com Sign Of The Hammer um novo álbum com oito faixas e que trilhou o caminho do alto nível por parte do instrumental e das letras. Além de faixas fantásticas como “Thor” e a épica “Guyana (Cult Of The Damned)".
Foi durante a tour desse álbum que a banda entrou para o Guinness Book como a banda que toca mais alto no mundo. E se já eram convencidos, depois desse título dá para imaginar como não se sentiram né?

O Manowar é uma banda engraçada, sempre teve como seu lema a morte ao falso metal, que os posers deveriam morrer e todo aquele blá-blá-blá de quem já foi aos shows está acostumado a ouvir de Joey DeMaio. Não é que os caras lançam um álbum tão poser quanto as bandas da época.

A capa é terrível, uma cópia deslavada do Kiss e com algumas das piores músicas que puderam existir em termos de metal, o grupo lança em 1987 Fighting the World. Das nove faixas, poucas se salvam como é o caso da maravilhosa e furiosa “Black Wind, Fire And Steel” uma música digna de fazer parte de um álbum do Manowar, “Holy War” e “Defender” onde mais uma vez ouvimos uma narração de Orson Welles.

A banda conseguiu ser comercial e ao mesmo tempo clichê e como é de praxe do grupo lançam pouco mais de 35 minutos de gravação, isso sem contar introduções, masturbação com o baixo, narrações e sons ambientes.

Para se reconciliar com o público, pelo menos os que possuem uma visão crítica da banda, o Manowar retorna em 1988 com um trabalho um pouco melhor. Sim, um pouco melhor já que ainda apelam para fórmulas comerciais como se auto-intitularem reis do metal. Em Kings of Metal (1988) encontram algumas das melhores músicas do grupo como a feroz “Wheels Of Fire”, a comercial “Kings Of Metal” e a poderosa “Hail And Kill”. A banda consegue mais uma vez causar polemica com a faixa “Pleasure Slave” ao cantarem que mulheres são escravas e nasceram para servir.

Foram quatro anos de silêncio, mas valeu muito a pena. O grupo retorno à cena, mas sem o guitarrista e compositor Ross the Boss, para seu lugar entra David Shankle e para o lugar de Scott Columbs que saiu por problemas familiares, entra o animalesco Kenny "Rhino" Earl.

Uma obra prima da banda, assim podemos classificar Triumph of Steel, foi lançado em 1992. A capa é maravilhosa, o instrumental é perfeito e as letras são lindas e muito inteligentes. Percebe-se que é um álbum perfeito. Talvez o ponto mais alto da carreira do grupo. São mais de setenta minutos de álbum. Com canções épicas, uma aula de história como em “Achilles” de Ilíada e seus 29 minutos.

Depois do lançamento de Triumph que deve ter consumido todos os neurônios criativos da banda, eles resolvem voltar quatro anos depois, em 1996 com o mediano “Louder Than Hell”. O grupo volta modificado novamente. Com o retorno do baterista Scott Columbus e Karl Logan no lugar do guitarrista David Shankle.

A fórmula de Louder Than Hell é a mesma de todos os álbuns do Manowar; letras falando de batalhas, músicas com tons épicos, solos chatíssimos e o vocal de Eric Adams dando um show.
Foi durante a tour desse álbum que o grupo se apresenta pela primeira vez no Brasil para uma seqüência de shows.

O grupo retorna ao Brasil em 1998 para participar da 4ª edição do Phillips Monsters of Rock com o Slayer como atração principal, Megadeth, Dream Theater, Savatage, Saxon entre outros.

Mais uma longa espera e no intervalo entre o último álbum e um novo, a banda lança dois cds duplo com material ao vivo, na verdade não passa de registro medíocres de seus shows e não é nada que vá valer muito a pena se prolongar.

Somente em 2002 que o Manowar retorna com material inédito. Lançam pela Nuclear Blast “Warriors of the World” e sem vergonha nenhuma na cara repetem a mesmíssima fórmula do álbum anterior. O pior de tudo é que a banda leva cerca de seis anos para lançar material inédito de estúdio e quando o faz apenas algumas faixas são realmente “músicas” e somam pouco mais de 15 minutos de música. Uma vergonha e algo já que esperado por um grupo que fala muito mais do que faz.

Manowar


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Warriors of the World

2002
Nuclear Blast
6/10

Seis anos após o razoável "Louder Than Hell" (1996), os auto intitulados "Reis do Metal" voltam. Já pelo título do álbum se percebe que não houve mudança nem evolução alguma na banda. O álbum não tem nada que o Manowar já não tivesse feito em outros plays. Pelo menos esse é mais pesado e rápido que seu antecessor.

O cd até que começa bem com a pomposa "Call To Arms", seguida pela "The Fight For Freedom", que quebra total o clima com um início "baladinha-épica", mas depois vem o peso e a música segue bem no estilão da banda. O cd tem 11 faixas todas seguindo o mesmo conceito, lutas, espada e guerreiros. Títulos já bem manjados como "Warriors Of The World United", "Valhalla" essa uma instrumental, "Swords In The Wind", e finaliza com "Fight Until We Die" a mais legal do cd, isso pra não dizer a única que presta.

A capa do cd traz o bom e velho guerreiro sem rosto, que a banda diz que é para que cada fã se imagine no lugar do guerreiro. Bem marketing a parte, atrás do guerreiro vem vários camponeses segurando bandeiras entre elas a do Brasil. O álbum ainda traz uma faixa dedicada aos acontecimentos de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Faixas

01. Call To Arms
02. The Fight For Freedom
03. Nessun Dorma
04. Valhalla
05. Swords In The Wind
06. An American Trilogy
07. The March
08. Warriors Of The World United
09. Hand Of Doom
10. House Of Death
11. Fight Until We Die

The Lord of Steel

2012
Magic Circle
8/10

Finalmente um lançamento do Manowar que não é um engodo musical e consigo escutar do início ao fim sem me sentir um trouxa. Tem que ser muito inocente ou idiota para engolir 16 anos de enrolação musical até chegarmos em “The Lord of Steel” lançado agora em 2012.

Vamos fazer uma retrospectiva. Em 1996 o Manowar lançou “Louder Than Hell”, que estava anos luz atrás do “Triumph Of Steel” lançado em 1992, mas ainda assim é um disco bom. Depois do Louder Than Hell, o Manowar inundou o mercado com coletâneas e discos ao vivo. Foram duas coletâneas e dois CDs duplos ao vivo. E horas e mais horas de ladainha sobre sermos irmãos do metal, que o metal é isso e aquilo.

A banda só retornou em 2002 com o fraquíssimo “Warriors Of The World”, que na época dei nota 6.0 aqui no Metal Zone, já que é um disco cheio de musica instrumental e não tem mais do que 35 minutos de musica de verdade.

Depois desse enfadonho álbum a banda veio com mais uma penca de lançamentos pra ganhar tempo. Foram cinco DVDs, um EP em 2006, que contou com a participação do finado Scott Columbus na bateria, aproveitaram para lançar mais um álbum fraco de estúdio “Gods of War” em 2007. Nesse mesmo ano lançaram mais um disco ao vivo e em 2009 um outro EP com a faixa “Father” cantada em 15 idiomas. Não! Pera ai...Foram 15 IDOMAS!!!! Sinceramente, algo totalmente dispensável. Em 2010 a banda relança o primeiro álbum “Battle Hymns” regravado com a formação atual. Eu te pergunto nobre leitor: - Para que isso?

Na minha humilde opinião o Manowar ficou enrolando por 16 anos até conseguir lançar um outro bom disco. E finalmente em 2012 temos “The Lord of Steel”. Cheio de guitarras pesadas, bases rápidas, bateria marcante e a voz de Eric Adms impecável como sempre.

Ao todo são 12 faixas que mesmo repetindo a formula já mais do que batida de espadas, deuses e glórias de batalhas, ainda assim é um discão! Ótimo para banguear e escutar no volume máximo.

Entre os destaques do cd fico com a faixa de abertura “The Lord of Steel”, que começou muito bem a cacetada sonora do cd. A segunda faixa, tem um nome pra lá de ridículo “Manowarriors”, mas é uma tremenda música. A letra cai naquela temática já muito manjada e um refrão pra lá de ridículo: “Manowarriors raise your hands, We fight for metal, Manowarriors raise your hands, Our fight is real, We do just what we feel, Sons of steel”. Precisa mesmo traduzir? Até o fã que não manja ingles já viu essas palavras em pelo menos umas 30 musicas da banda.

Na terceira faixa do disco “Born in a Grave”, talvez uma das mais pesadas, o baixista Joey DeMaio finalmente conseguiu usar aqueles efeitinhos que ele colocava em seus solos chatos de baixo durante os shows. E ficou bem legal em uma musica de verdade e não em uma masturbação de baixo.

Depois de três porradas sonoras na orelha do ouvinte, o Manowar lança mão de uma meia baladinha “Righteous Glory”, nada que o ouvinte já não tenha escutado em discos anteriores da banda. Porém é muito bem feita e vale a pena curtir. Só foi desnecessário ter seis minutos.

As faixas seguintes: “Touch the Sky”, “Black List”, “Expendable”, “El Gringo” e “Annihilation” são bem pesadas e mantém aquele som e pegadas característicos do Manowar.

Para fechar o disco “Hail, Kill and Die”, onde a banda usa titulos de outros discos e musicas para compor a letra da faixa. É legal isso, porém o Megadeth já usou esse mesmo artifício em Victory, que também foi a faixa de encerramento do excelente “Youthanasia” (1994). Ou seja, nada de tão criativo assim. E essa versão do Manowar ficou um porre e bem clichê.

O saldo desse trabalho é que esse cd levará ao Olimpo os fãs que não possuem nenhum senso crítico sobre o fraco processo de produção do Manowar, pelo menos dos últimos 16 anos. Por outro lado The Lord of Steel é um trabalho muito bom da banda e fiquei feliz de poder ouvir novamente o Manowar, apesar de alguns deslizes aqui e ali.

Faixas

01. The Lord of Steel
02. Manowarriors
03. Born in a Grave
04. Righteous Glory
05. Touch the Sky
06. Black List
07. Expendable
08. El Gringo
09. Annihilation
10. Hail, Kill and Die



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Jornalista Responsável: Filipe Souza - MTB: 32471/RJ
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