

Gênero: Thrash Metal
País: Alemanha
Formação mais Recente:
Leif Jensen - Vocal
Michael Borchers - Guitarra
Alexander Bahl - Baixo
Marc-Andrée Dieken - Bateria
http://www.dew-scented.de
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Por: Filipe Souza (filipe@metalzone.com.br)
27/09/2005
Pelo que parece grupos de thrash metal com a mesma pegada do Dew-Scented pipocam na Alemanha. Para os que acham que o país só vive de chucrute, Kreator, Destruction, Sodom e o Bayern Munique, estão muito enganados. Esse grupo já tem seis trabalhos no currículo, estão na ativa desde 1995. A banda faz um mix do thrash metal tradicional alemão com pitadas fortíssimas de hardcore, principalmente nos vocais.
O Metal Zone conversou por telefone com o vocalista da banda Leif Jensen, que além de falar um pouco sobre o novo trabalho do grupo, contou que nasceu na Colômbia e conhece bem a cena brasileira. Confira.
Metal Zone – O novo trabalho do grupo (Issue VI) tem muitos riffs oitentistas e em alguns momentos lembra Slayer e Sepultura. Qual a visão que a banda tem desse novo trabalho em relação aos anteriores? E incomoda essas comparações que fazem com o som da banda?
Leif Jensen - Nosso trabalho é uma miscelânea de influências oitentistas, não somente dessas bandas que você citou, mas de outras bandas muito importantes também, como o Destruction e que foram muito importantes na cena. De forma alguma essa comparação nos incomoda, pelo contrário, nos alegra muito.
Nós achamos que continuamos com o mesmo estilo da banda, mas houve um progresso que deixou o trabalho mais interessante, pois há mais agressão, brutalidade, progresso técnico e mais elementos nas músicas. As letras estão mais obscuras, mais emocionantes.
Metal Zone – Vocês desenvolvem muito bem esse mix entre o thrash metal da década de 80 com um toque de originalidade e produção dos álbuns mostram muito bem isso. Quais bandas mais inspiram vocês?
Leif Jensen - Ouvimos muitas das bandas que foram muito importantes nos anos 80 e são até hoje, como Sepultura, Slayer, Destruction, At the Gates, Death, Morbid Angel, Exhorder, Vader e muitas outras que fizeram uma cena cheia de entusiasmo e delírio. Não tentamos nos inspirar nessas bandas, mas tentamos nos completar através do trabalho que elas desenvolveram.
Metal Zone – O álbum Issue VI vem recebendo ótimas criticas. Como estão as turnês? Estão tocando somente na Europa ou já foram para os EUA? A banda tem planos de tocar no Brasil?
Leif Jensen - Nossa vontade é sempre a de tocar onde é possível, para o maior número de fãs possível. Em junho tocamos no Japão, foi um ótimo show e também já passamos pela América do Norte. Em novembro fizemos uma turnê completa com o Vader e passamos por muitos outros lugares. Nossa próxima turnê será com o Nevermore e esperamos muito mais depois disso.
Com certeza temos muita vontade de tocar no Brasil, só estamos esperando uma oportunidade. Como passei minha infância na Colômbia, desde pequeno pude apreciar muito a cena metal brasileira e sempre fui muito fã de bandas como Sepultura, Korzus, Dorsal Atlântica, Sarcófago, Eminence, Volkana e Attomica. Seria ótimo estar no Brasil!
Metal Zone – Como em todo trabalho da banda a capa e o trabalho gráfico de Issue VI estão maravilhosos. Quem é o responsável pela concepção e como fazem a escolha da capa dos álbuns?
Leif Jensen - Nossas capas são desenhadas pelo nosso amigo Bjoern (www.killustrations.com) e quando estávamos com a proposta de gravar um novo álbum, nosso amigo nos presenteou com essa capa. Junto com ela, haviam mais umas duas ou três idéias e nós achamos que essa última capa tem muito a ver com a proposta do nosso último trabalho, que traria uma música atmosférica, com elementos chocantes e orgânicos, que descrevem muito bem o que é a banda.
Metal Zone – Quanto tempo levaram para compor esse novo material e quais faixas vocês destacariam do cd e por que?
Leif Jensen - O álbum foi escrito em muitos momentos diferentes, desde que terminamos nosso último álbum. As últimas músicas foram escritas em novembro, quatro semanas antes de entramos em estúdio, então precisávamos pegar todo o material que tínhamos e deixá-lo bem compacto e intenso. Cada vez mais as idéias fluíam naturalmente e foi tudo muito fácil de escrever, preparar o material.
Acho que nós não temos somente uma ou duas faixas favoritas, pois o projeto original do álbum conta com 14 músicas. Tivemos que tirar duas músicas do álbum e foi uma escolha muito difícil, pois o álbum estava muito longo. Lançamos o álbum com 14 músicas somente no Japão.
Metal Zone – Como você descreveria sua banda para quem nunca escutou? E qual álbum recomenda?
Leif Jensen - Nós recomendaríamos que escutassem os três álbuns, para ter uma idéia exata do que é a nossa banda. Nos nossos shows tocamos músicas de todos os álbuns.
Nós descreveríamos o nosso som como metal extremo, com elementos obscuros, elementos técnicos. Nossa preocupação não é soar como original, mas como uma banda com muito som brutal entre o death metal, thrash metal e hardcore.
Metal Zone – Quando se fala na cena thrash metal alemã os nomes que vem a tona são sempre Kreator, Destruction e Sodom. Que bandas você citaria como revelação e que atualmente chamam atenção no cenário alemão?
Leif Jensen - Com certeza essas bandas são as mais conhecidas do cenário alemão, mas também existem muitas outras importantes. Das bandas mais atuais, nós gostamos de muitas, como o Necrophagic, Sensational Nightgales, Heaven Shall Burn e muitas, muitas outras.
Metal Zone – Gostaria de falar algo mais para os fãs brasileiros?
Leif Jensen - Gostaríamos de agradecer ao MetalZone por essa oportunidade que nos foi dada, gostaríamos muito de tocar ai algum dia e conhecer os fãs brasileiros.
Para quem se interessar mais, visite nosso website (http://www.dew-scented.de), visite nosso fórum e nos deixe uma mensagem!
Gostaríamos também de dizer um “oi” para os nossos colegas do Krisium. Obrigado.

Com quase dez anos de estrada, o grupo alemão Dew-Scented chega ao seu sétimo álbum e ainda esbanjando seu cruel e massacrante thrash/death para quem quiser ouvir. E tenho pena de você se fugir desse novo trabalho dos caras.
Impiedosos como devem ser, o grupo não deixa brecha para introduções ou momentos de descanso. É pancadaria sem meio termo. Como na segunda faixa “Rituals of Time” onde o baterista Uwe Werning faz um show à parte.
E não é só o pesadelo sonoro que chama atenção nesse trabalho não. A capa e o conceito gráfico do encarte foi muito bem pensado e consegue passar visualmente o terror que o grupo impõe com sua música.
Corra logo atrás do seu.
01. Processing Life
02. Rituals Of Time
03. Turn To Ash
04. Ruins Of Hope
05. Out Of The Self
06. The Prison Of Reason
07. Bled Dry
08. In Defeat
09. Never To Return
10. Vortex
11. Conceptual End
12. Evil Dead