Gênero: Hard Rock
País: Inglaterra
Formação:
http://www.whitesnake.com
Nymphetamine
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Por: Filipe Souza (filipe@metalzone.com.br)
11/09/2011
Energia, empolgação e garra. Esses foram alguns dos elementos utilizados nessa noite mágica para o público carioca que lotou o Citibank Hall na noite fria e chuvosa de domingo.
Após seis anos desde sua ultima apresentação em dupla no Rio de Janeiro, as bandas Judas Priest e Whitesnake aportaram na cidade para um show meteórico.
O público já estava mais do que ansioso, próximo a grade que divide o palco do público, várias gerações de fãs a espera da primeira atração da noite: - o hard rock furioso do Whitesnake. Pessoas de várias partes do país se espremiam e gritavam quando a banda entrou no palco. E pode dobrar essa empolgação quando Dave Coverdale surgiu fazendo malabarismos com o pedestal do microfone.
Com uma banda competentíssima, formada por: Doug Aldrich (guitarra), que já tocou no Lion (1986-1989), Bad Moon Rising (1991-2005) e com Dio (2002-2006). Outra fera da guitarra é Reb Beach. Esse cara é um monstro do hard rock. Seu primeiro trabalho profissional foi a gravação do álbum “Love is for Sucker” do Twisted Sister lançado em 1987, que por sinal é o álbum melhor trabalhado da banda e conta com um instrumental impecável. Depois disso o rapaz foi pro Winger para fazer história. Reb Beach ainda tocou com Alice Cooper, Dokken, The Mob em tributos ao Ozzy e Van Halen.
Para o baixo Dave Coverdale recrutou Michael Devin e na bateria o animalesco Brian Tichy, que já gravou dois discos com o Foreigner além de ter gravado com Ace Frehley, Billy Idol, Derek Sherinian, Gilby Clarke, Slash's Snake Pit e com o Pride & Glory do guitarrista Zakk Wylde.
E agora que você conheceu um pouco da banda, que tem ninguém menos que Dave Coverdale nos vocais, o leitor já imagina que consagração foi essa noite. Além das músicas do seu mais recente trabalho de estúdio – Forevermore, a banda inundou o Citybank Hall de clássicos: Love Ain't No Stranger, Is This Love, e Here I Go Again estavam entre eles.
Os pontos altos desse show foi a entrada de Dave Coverdale sozinho no palco, sem os músicos para cantar Soldier of Fortune “á Capela”, ou seja, sozinho sem acompanhamento de músicos. Foi emocionante ver o vozeirão de blues ecoando. Dave silenciou uma casa de show lotada. Foi uma emoção ímpar.
O solo de bateria de Brian Tichy foi outro show, o cara depois de massacrar o instrumento, jogou as baquetas para a platéia e começou a tocar com as mãos e chegou a dar uma cabeçada no instrumento.
Para fechar a noite nada melhor do que relembrar, e foi assim que a banda ainda teve energia para dois clássicos do Deep Purple: Burn e Stormbringer.
O saldo desse show do Whitesnake foi mais do que positivo. É muito bom ver um senhor de quase sessenta anos (ou mais) com uma energia ímpar. Dave Coverdale mostrou que ainda tem muita lenha pra queimar. Foi interessante reparar que Dave deu novas roupagens e vocalizações para as músicas, assim seu vocal que antes era melódico agora ficou rouco e semelhante a alguns cantores de Blues. Uma saída muito inteligente para um artista do quilate de Dave, que soube enfrentar o tempo com sabedoria e perspicácia.
Quem não foi a essa noite memorável perdeu um show maravilhoso.
Local do Show: Citibank Hall
O Whitesnake dispensa comentários ou apresentações. Liderada pelo lendário David Coverdale, representa o que de melhor o Rock Inglês produziu até hoje.
A banda atingiu seu ápice em 1987, por ocasião do lançamento do álbum homônimo. Repleto de hits e com um a formação estelar, David levou a banda ao topo.
Mesmo contanto com músicos renomados, a banda sentiu o peso, bem como a falta de qualidade do direcionamento musical, da malfada década de 90. Lançou apenas um álbum, “Restless Heart”, muito bom por sinal. David lançou, ainda, um álbum solo em 2000.
Após uma parada de dez anos, a banda retornou com um ao vivo: “Live: In the Shadows of the Blues”. Com boa repercução, o lançamento de “Good to the Bad” de 2008, foi mera conseqüência.
Embora “Good to the Bad” tenha bons momentos e músicas certeiras, o Whitesnake precisa de um álbum do tipo “arrasa-quarteirão”. E ele veio, sob a alcunha de “Forevermore”, e melhor, neste ano de 2011.
Neste álbum, David Coverdale explorou muito bem a vertente setentista do Whitesnake, a qual delineou os primeiros trabalhos da banda. Conseguiu, ainda, manter a base da banda, do último álbum, a qual era composta pelo próprio Coverdale, somado-se os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach. Completam a banda o baixista Michael Devin e o baterista Brian Tichy. Participações especiais do tecladista e Timothy Drury e Jasper Coverdale, filho de David, fazendo segunda voz em algumas músicas.
Perfeitamente entrosados e, fazendo a intersecção perfeita entre o que a banda fez de melhor na década de 70 e na década de 80, o Whitesnake teve a virtude de conceber, “Forevermore”, não tão anos setenta como “Restless Heart” e nem tão anos oitenta como “Good to the Bad”.
A prova viva é a faixa de abertura, “Steal Your Heart Away”, que poderia estar perfeitamente em “Lovehunter” de 1978, bem como em “Slip of the Tong” de 1989.
Forevermore é o álbum certo na hora certa, pois consegue ser fácil de ouvir e emocionante ao mesmo tempo. Com certeza vai agradar os fãs de todas as fases da banda. David Coverdale e Doug Aldrich, compositores de todas as músicas, estão afiadíssimos.
Todas as músicas são excelentes. Destacam-se, por opinião pessoal deste redator (pois todas poderiam se destacar), Love Will Set You Free, Tell Me Hall, Need You (Shine a Light), a lindíssima balada “One of These Day” e a faixa título.
Quem puder comprar a edição limitada, com três músicas bônus mais o DVD, poder pegar sem medo, pois está bem caprichada, com acabamento e visual irrepreensíveis.
Mais melódico e muito mais bem produzido que seu antecessor, “Forevermore” é sério candidato e franco favorito à melhor álbum do ano.
01. Steal Your Heart Away
02. All Out For Luck
03. Love Will Set You Free
04. Easier said Than Don
05. Tell Me How
06. I Need You (Shine a Light)
07. One of These Days
08. Love & Treat Me Right
09. Dogs in the Street
10. Fare Thee Well
11. Whipping Boy Blues
12. Me Evil Ways
13. Forevermore