Gênero: Hard Rock
País: Inglaterra
Formação:
Ian Gillan - Vocal
Steve Morse - Guitarra
Roger Glover - Baixo
Don Airey - Teclado
Ian Paice - Bateria
http://www.deeppurple.com
Nymphetamine
(17/04/2013)
(15/04/2013)
(09/04/2013)
(06/04/2013)
(06/04/2013)
(05/04/2013)
(05/04/2013)
(05/04/2013)
(01/04/2013)
(27/03/2013)
(26/03/2013)
(25/03/2013)
(05/03/2013)
(15/02/2013)
(13/02/2013)
(09/02/2013)
(09/02/2013)
(07/02/2013)
(07/02/2013)
(05/02/2013)
(31/01/2013)
(25/01/2013)
(28/12/2012)
(21/12/2012)
(20/12/2012)
(20/12/2012)
(18/12/2012)
(14/12/2012)
(10/12/2012)
(07/12/2012)
Por: Filipe Souza (filipe@metalzone.com.br)
04/11/2005
Estava uma noite abafada e misteriosa. Na frente do Via Park não se via aquela multidão costumeira em dias de shows de rock no Claro Hall. Na verdade nem parecia que em poucos minutos começaria uma aula de heavy metal naquele local. Alguns poucos fãs circulavam no interior do shopping e em suas imediações. Faltando alguns minutos para começar o show o local foi enchendo até que um número significante de pessoas, cerca de três mil, lotavam o interior do Claro Hall, mas ainda era um número insignificante diante da importância de uma banda como os ingleses do Deep Purple.
O grupo chegou ao Rio de Janeiro para divulgar seu mais recente trabalho “Rapture of the Deep” lançado em novembro de 2005. E essa sexta feira prometia para quem foi curtir um maravilhoso espetáculo de hard rock/heavy metal, onde os clássicos da banda brilharam e muitos improvisos alegraram os fãs.
Ao me encaminhar para o palco, percebi diversas cadeiras em frente ao palco e dividido por filas como em um teatro. Enquanto isso, uma cerca dividia outras centenas de fãs que pagaram caro e assistiram em pé.
Sem muita frescura a banda já entrou arrebentando tudo com “Picture of Home” e “Strange Kind of Woman”. Ian Gillan de pés descalços era uma animação só, mesmo que sua voz não seja a mesma, o vocalista ainda conseguia emocionar e muito uma platéia sedenta pelos clássicos da banda. Nos solos de guitarra Steve Morse conseguiu mostrar porque é um dos mais importantes guitarristas do mundo e porque mereceu esse posto na banda.
A animação do grupo e a qualidade do som da casa era tão boa que ficava latente nas feições da cada integrante, o prazer de tocar ali e naquele momento. O melhor do show foram a apresentações individuais. O novato Don Airey teve a impossível tarefa de substituir Jon Lord nos teclados. Bem, como qualquer um que já tenha visto Jon Lord tocar seja ao vivo, em DVD ou nos álbuns, sabe que Don Airey estava em maus lençóis e até mesmo com uma grande responsabilidade em mãos (literalmente). Mas o cara não fez feio não. Mesmo porque, experiência ele tem, já que veio de bandas como: Whitesnake (Dificcult to Cure/1981), já tocou com Ozzy nos álbuns: Blizzard of Ozz (1980), Diary of A Madman (1981), Speak of the Devil (1982) e Bark at The Moon (1983). E o tecladista começou querendo ganhar a platéia tocando Garota de Ipanema e Aquarela do Brasil, quando viu que o público já estava em suas mãos apelou (no bom sentido) com o tema do filme Star Wars. Depois dessa festa Don já emendou com “Perfect Stragers”.
E mais improviso se seguia agora com Steve Morse em seu show particular, além da participação de Ian Paice e Roger Glover que já deram início ao clássico “Highway Star” seguida de “Space Truck” e fecharam com a esperada “Smoke on the Water” com o público se esgoelando no refrão.
A banda sai do palco e minutos depois volta com mais improviso entre Don Airey nos teclados e Steve Morse na guitarra, quando emendam com “Hush” que termina em um solo de bateria maravilhoso de Ian Paice e finalizaram “Hush” com mais improvisos que culminaram no clássico “Black Knight” para fechar a noite.