

Por: Filipe Souza [ filipe@metalzone.com.br ]
Poucos grupos fizeram um estardalhaço tão grande em um cenário musical, quanto os americanos do Dream Theater. Esse estardalhaço já começa pelo rótulo dado à banda: progressive metal. O aportuguesado metal progressivo do Dream Theater ganhou força e status após o lançamento do conceituado Images and Words (1992). Esse trabalho foi o responsável por levar o grupo ao nível superstar do recém criado metal progressivo.
A banda foi criada em meados de 1985 pelos amigos: John Petrucci (guitarra), Mike Portnoy (bateria) e John Myung (baixo). O interesse em comum, a música, os levaram a montar um grupo, após encaixarem na formação Kevin Moore (teclado) e Chris Collins (vocal). Com essa formação, já estava montado o embrião principal do Dream Theater. Na verdade o nome inicial do grupo era Majesty, mas após gravarem uma demo com seis músicas, que garantiu ao grupo um contrato com a gravadora Mechenic Records, o nome foi mudado para o atual, já que existia um grupo de jazz com o mesmo nome. O nome atual do grupo foi sugestão do pai de Mike Portnoy. O Teatro dos Sonhos era o nome de um cinema na Califórnia.
Antes de gravarem o primeiro trabalho de estúdio, o grupo troca o vocalista por Charlie Dominici, já que a banda estava à procura de mais experiência por parte do vocalista. Ainda assim, Charlie era fraco e o ponto positivo do primeiro trabalho do Dream Theater, “When Dream And Day Unite” (1989) era o instrumental super apurado.
Sem vocalista, a banda já compunha o segundo trabalho de estúdio. Image and Words, corria o risco de se tornar um álbum instrumental, quando cogitam a entrada John Arch do Fates Warning. Algum tempo depois chega até a banda uma demo do grupo canadense Winter Rose, cujo vocalista era Kevin James LeBrie.
Com o lançamento em 1992 de Images and Words, ninguém para a máquina de metal progressivo chamada Dream Theater. A banda e seu segundo álbum foi aclamado em todo mundo. Após abrir um show do Iron Maiden nos EUA, o grupo partiu para uma tour européia e um show no Japão, que mais tarde virou um home vídeo (dvd). Com o “hit” Pull Me Under a banda ficou tão popular nos EUA, quando no restante do mundo.
A mistura de metal na linha do Metallica, banda que os integrantes do Dream Theater admitem grandes influencias, além de Rush, Gênesis e demais grupos progressivos, os americanos do Dream Theater passam a lançar álbuns cada vez melhores. Em 1994 com o lançamento de Awake, eles já serviam de influencia para outras bandas como os brasileiros do Angra, os italianos do Time Machine e o alemães do Vanden Plas.
Após o estrondoso sucesso de Awake, o Dream Theater solta o Ep “A Change os Seasons”, que além da extensa e maravilhosa faixa título, traz um cover muito bom para Perfect Strangers do Deep Purple, além de medleys do Led Zeppelin.
Em 1997 e com o quarto trabalho de estúdio: - “Falling Into Infinity”, o Dream Theater, mantém sua supremacia no gênero. Em 1998 a banda aporta no Brasil para uma apresentação morna no Phillips Monsters of Rock ao lado do Megadeth, Slayer e Savatage.
O grupo retorna em 1999 com Scenes From A Memory, esbajando a mesma qualidade de seus trabalhos anteriores. Para comemorar o sucesso do álbum a banda decide lançar um disco ao vivo. A triste coincidência é que o cd trazia na capa as mesmas torres atacadas no dia 11 de setembro nos EUA. Algumas cópias do cd chegaram a ser vendidas, porém as restantes foram recolhidas e uma nova arte foi feita para o álbum Live Scenes From New York.
Esquecido a fatalidade com o álbum ao vivo de 2001 a banda retorna no ano seguinte com “Six Degrees of Inner Tubulance”, um trabalho tão bom quanto “Train of Throught” lançado em 2003. Para marcar a passagem vitoriosa do grupo por Budokan no Japão, o Dream Theater lança um trabalho ao vivo, com o criativo nome de “Live at Budokan” (2004).
Com Octavarium (2005), o grupo retorna tão pesado e progressivo como em seus trabalhos anteriores, mas um tanto chato. Já com “Systematic Chaos” (2007) o Dream Theater vem pesado e progressivo na medida certa, inclusive com algumas passagens no álbum que lembram bem o Rush.
O Dream Theater é um desses grupos, que depois da fama não negam suas influências e talvez isso seja a fórmula do seu sucesso. A banda que ficou conhecida não só por seus álbuns altamente trabalhados, mas também por covers que o grupo toda hora lançava durante os shows, alguns desses shows chegavam a durar mais de 3 horas.
Além do show com o set list oficial da banda, alguns fã já tiveram a oportunidade de presenciar o Dream Theater tocando na íntegra álbuns que fizeram história dentro do metal como: The Number of the Beast do Iron Maiden, que a banda tocou em um show em 2002. Em 2004 a surpresa veio com Master of Puppets do Metallica na íntegra. Já em 2006 a banda mata alguns fãs do coração executando: Dark Side of the Moon do Pink Floyd e Made in Japan do Deep Purple.
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