Vulture Industries
The Dystopia Journals
Por: Filipe Souza [filipe@metalzone.com.br]
Estranho, sinistro, medonho e perfeito! Ficou confuso caro leitor? Imagine eu quando comecei a ouvir esse primeiro trabalho da banda norueguesa Vulture Industries? Pensei cá com meus botões: - Que gente estranha!
São estranhos sim, mas são formidáveis. O grupo consegue soar tão único, mesmo usando artifícios e peso já trabalhados por outras bandas. Em alguns momentos lembram o Covenant (atual Kovenant) do álbum Nexus Polaris (1998), mais pelo peso de sua música e agressividade. Em outros momentos mais “industriais”, nota-se alguma influencia de Deathstars. Só que, essas influencias, servem apenas para que o ouvinte se baseia e tenha alguma idéia do que irá encontrar. Na verdade o Vulture Industries é tão único, que comparações seriam um sacrilégio.
A banda começou em 2002, lançaram duas demos, que foram muito bem aceitas pelo underground escandinavo. Após a demo, o quinteto assinou com a também norueguesa, Dark Essence Records.
Em setembro de 2007 chegava ao mercado “The Dystopia Journals”, o primeiro trabalho do grupo, que foge aos patamares do que se tem no cenário “metal” atualmente.
Sintetizadores, violinos, piano, teclado, samplers, guitarras pesadas, riffs e bases alucinantes, atmosfera só encontradas em filmes de suspense, além é claro da interpretação teatral do vocalista Bjornar E Nilsen. O cara consegue teatralizar de tal maneira que a música fica ainda mais sombria. Em alguns outros momentos, Nilsen se esgoela no melhor estilo “Black Metal”.
O disco abre com a pancadaria metal de “Pills of Conformity”, o destaque fica para o vocal de Nilsen, que mescla momentos death metal e voz limpa, mas a voz limpa do cara é assustadora. Os riffs de guitarra, também são ótimos ingredientes na música. Em “A Path of Infamy”, as diversas atmosferas da música, associada as mudanças de voz do esquizofrênico Nilsen, pode provocar pânico nos mais desavisados. Nilsen berra, grita, expõe o limite da voz gutural e ainda tem tempo de zombar do ouvinte declamando zombarias. Sem dúvida minha faixa favorita do disco. Há outros ótimos momentos no trabalho como: The Benevolent Pawn, To Sever the Hand of Corruption e a sampleada “Grim Apparitions”, que fecha o disco.
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