Manowar

manowar

O Manowar é uma banda que dispensa apresentações, qualquer fã de metal pelo menos já ouviu falar desse quarteto americano que fez seu nome no início da década de oitenta. Eles apelam para um visual de vinkings/bárbaros e com letras sobre batalhas e sempre exaltando um lado machista.

Angariando milhares de fãs ao redor do mundo, bradavam aos quatro cantos que odiavam os posers do Hard Rock, mas a banda tem atitudes tão posers quanto a mais farofa das bandas.

Atualmente eles estão vivendo de suas glórias passadas, já que os seus recentes trabalhos de estúdio são extremamente fracos em relação as obras de arte da década de oitenta até inicio de 90, que a banda produziu.

O início

O grupo foi formado em 1980 quando Joey DeMaio (baixo) ainda trabalhava como técnico de baixo do Black Sabbath. Nessa época, Joey conheceu Ross the Boss que era guitarrista da banda Shakin Street e estava abrindo um show para o Black Sabbath na Inglaterra. E formar uma banda foi o curso natural das coisas, já que compartilhando das mesmas idéias, montaram uma banda e chamara o baterista Donny Hamzik e o colega de infância de Joey, Eric Adams para os vocais.

Os primeiros álbuns

Em 1982 veio o primeiro álbum. Um disco tímido com algumas boas passagens como o épico Battle Hymn que mostrou o que os fãs poderiam esperar do grupo para os próximos trabalhos. A faixa Dark Avenger também é outro bom momento principalmente pela narrativa de Orson Welles e a masturbação instrumental do baixista Joey em William’s Tale.

O trabalho seguinte prometia mais, na verdade muito mais do que esperavam. A começar pela assinatura do contrato com a nova gravadora, em que a banda assinou usando seu próprio sangue.

O álbum em si não é de todo ruim o que acaba com a credibilidade do grupo é a capa. Uma foto dos quatro fantasiados de bárbaros empunhando armas, uma cena um tanto ridícula.

O que salva em InTo Glory Ride (1982) são as letras, muito boas e contam estórias sobre guerras e mitologia. Esse álbum marca a estréia de Scott Columbs e também da frase que ficou famosa entre os fãs da banda: “Death to False Metal” (Morte ao falso metal).

Salve a Inglaterra

Foi em 1984 que o Manowar realmente se encontrou e lançou um magnífico trabalho com “Hail to England”. Além de dar uma puxada de saco na velha Inglaterra, país que os acolheu, já que nos Estados Unidos (país de origem da banda) o grupo não fedia nem cheirava, falando no popular.

Com uma capa muitíssimo melhor produzida e uma sonoridade de deixar os dois últimos trabalhos no chinelo, a banda veio com gás total. É uma pena que o álbum em si tenha apenas 30 minutos de duração o que não é nenhuma novidade em se tratando de Manowar, já que o grupo tem a mania de falar mais do que trabalhar. E isso ficará mais evidente durante a década de 90.

É de Hail to England que vem os maiores clássicos do quarteto e que tocam até hoje nos shows como “Blood Of My Enemies”, “Each Dawn I Die”, “Kill With Power“ e “Hail To England”.


Tocando muito alto

Ainda no mesmo ano o Manowar retorna com Sign Of The Hammer um novo álbum com oito faixas e que trilhou o caminho do alto nível por parte do instrumental e das letras. Além de faixas fantásticas como “Thor” e a épica “Guyana (Cult Of The Damned)”.

Foi durante a tour desse álbum que a banda entrou para o Guinness Book como a banda que toca mais alto no mundo. E se já eram convencidos, depois desse título dá para imaginar como não se sentiram né?

O Manowar é uma banda engraçada, sempre teve como seu lema a morte ao falso metal, que os posers deveriam morrer e todo aquele blá-blá-blá de quem já foi aos shows está acostumado a ouvir de Joey DeMaio. Não é que os caras lançam um álbum tão poser quanto as bandas da época.

A capa é terrível, uma cópia deslavada do Kiss e com algumas das piores músicas que puderam existir em termos de metal, o grupo lança em 1987: Fighting the World. Das nove faixas, poucas se salvam como é o caso da maravilhosa e furiosa “Black Wind, Fire And Steel” uma música digna de fazer parte de um álbum do Manowar, “Holy War” e “Defender” onde mais uma vez ouvimos uma narração de Orson Welles.

A banda conseguiu ser comercial e ao mesmo tempo clichê e como é de praxe do grupo lançam pouco mais de 35 minutos de gravação, isso sem contar introduções, masturbação com o baixo, narrações e sons ambientes.

Reis do Metal… Será?

Para se reconciliar com o público, pelo menos os que possuem uma visão crítica da banda, o Manowar retorna em 1988 com um trabalho um pouco melhor. Sim, um pouco melhor já que ainda apelam para fórmulas comerciais como se auto-intitularem reis do metal.

Em Kings of Metal (1988) encontram algumas das melhores músicas do grupo como a feroz “Wheels Of Fire”, a comercial “Kings Of Metal” e a poderosa “Hail And Kill”. A banda consegue mais uma vez causar polemica com a faixa “Pleasure Slave” ao cantarem que mulheres são escravas e nasceram para servir.

Os anos 90

Foram quatro anos de silêncio, mas valeu muito a pena. O grupo retorno à cena, mas sem o guitarrista e compositor Ross the Boss, para seu lugar entra David Shankle e para o lugar de Scott Columbs que saiu por problemas familiares, entra o animalesco Kenny “Rhino” Earl.

Uma obra prima da banda, assim podemos classificar Triumph of Steel, que foi lançado em 1992. A capa é maravilhosa, o instrumental é perfeito e as letras são lindas e muito inteligentes. Percebe-se que é um álbum perfeito. Talvez o ponto mais alto da carreira do grupo. São mais de setenta minutos de álbum. Com canções épicas, uma aula de história como em “Achilles” de Ilíada e seus 29 minutos.

Depois do lançamento de Triumph que deve ter consumido todos os neurônios criativos da banda, eles resolvem voltar quatro anos depois, em 1996 com o mediano “Louder Than Hell”. O grupo volta modificado novamente. Com o retorno do baterista Scott Columbus e Karl Logan no lugar do guitarrista David Shankle.

A fórmula de Louder Than Hell é a mesma de todos os álbuns do Manowar: letras falando de batalhas, músicas com tons épicos, solos chatíssimos e o vocal de Eric Adams dando um show.

Foi durante a tour desse álbum que o grupo se apresenta pela primeira vez no Brasil para uma sequência de shows.

O grupo retorna ao Brasil em 1998 para participar da 4ª edição do Phillips Monsters of Rock com o Slayer como atração principal, Megadeth, Dream Theater, Savatage, Saxon entre outros.

Mais uma longa espera e no intervalo entre o último álbum e um novo, a banda lança dois cds duplo com material ao vivo, na verdade não passa de registro medíocres de seus shows e não é nada que vá valer muito a pena se prolongar.

Os anos 2000 e o declínio

Somente em 2002 que o Manowar retorna com material inédito. Lançam pela Nuclear Blast “Warriors of the World” e sem vergonha nenhuma na cara repetem a mesmíssima fórmula do álbum anterior. O pior de tudo é que a banda leva cerca de seis anos para lançar material inédito de estúdio e quando o faz apenas algumas faixas são realmente “músicas” e somam pouco mais de 15 minutos de música. Uma vergonha e algo já que esperado por um grupo que fala muito mais do que faz.

discografia

Battle Hymns

1982 Capitol

  1. Death Tone
  2. Metal Daze
  3. Fast Taker
  4. Shell Shock
  5. Manowar
  6. Dark Avenger
  7. William’s Tale
  8. Battle Hymn

Formação: 

  • Eric Adams
  • Ross Friedman
  • Joey DeMaio
  • Donnie Hamzik

Into Glory Ride

1983 Megaforce

  1. Warlord
  2. Secrets of Steel
  3. Gloves of Metal
  4. Gates of Valhalla
  5. Hatred
  6. Revelation (Death’s Angel)
  7. March for Revenge (By The Soldiers Of Death)

Formação:

  • Eric Adams
  • Ross Friedman
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Hail To England

1984 Music For Nations

  1. Blood of My Enemies
  2. Each Dawn I Die
  3. Kill With Power
  4. Hail to England
  5. Army of the Immortals
  6. Black Arrows
  7. Bridge of Death

Formação:

  • Eric Adams
  • Ross Friedman
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Sign Of The Hammer

1984

  1. All Men Play On 10
  2. Animals
  3. Thor (The Powerhead)
  4. Mountains
  5. Sign of the Hammer
  6. The Oath
  7. Thunderpick
  8. Guyana (Cult of the Damned)

Formação: 

  • Eric Adams
  • Ross Friedman
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Fighting The World

1987 Atlantic

  1. Fighting The World
  2. Blow Your Speakers
  3. Carry On
  4. Violence And Bloodshed
  5. Defender
  6. Drums Of Doom
  7. Holy War
  8. Master Of Revenge
  9. Black Wind, Fire And Steel

Formação:

  • Eric Adams
  • Ross Friedman
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Kings Of Metal

1988 Atlantic

  1. Wheels of fire
  2. Kings of metal
  3. Heart of steel
  4. Sting of the bumblebee
  5. The crown & the king (Lament of the kings)
  6. Kingdom come
  7. Pleasure slave
  8. Hail and kill
  9. The warrior’s prayer
  10. Blood of the kings

Formação:

  • Eric Adams
  • Ross Friedman
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Triumph Of Steel

1992 Atlantic

  1. Achilles, Agony and Ecstasy In Eight Parts
  2. Metal Warriors
  3. Ride the Dragon
  4. Spirit Horse of the Cherokee
  5. Burning
  6. The Power of Thy Sword
  7. The Demon’s Whip
  8. Master of the Wind

Formação: 

  • Eric Adams
  • David Shankle
  • Joey DeMaio
  • Rhino

Louder Than Hell

1996 Geffen

  1. Return Of The Warlord
  2. Brothers Of Metal Pt 1
  3. The Gods Made Heavy Metal
  4. Courage
  5. Number 1
  6. Outlaw
  7. King
  8. Today Is A Good Day To Die
  9. My Spirit Lives On
  10. The Power

Formação:

  • Eric Adams
  • Karl Logan
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Warriors Of The World

2002 Nuclear Blast

  1. Call To Arms
  2. The Fight For Freedom
  3. Nessun Dorma
  4. Valhalla
  5. Swords In The Wind
  6. An American Trilogy
  7. The March
  8. Warriors Of The World United
  9. Hand Of Doom
  10. House Of Death
  11. Fight Until We Die

Formação:

  • Eric Adams
  • Karl Logan
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Gods Of War

2007 Magic Circle

  1. Overture to the Hymn of the Immortal Warriors
  2. The Ascension
  3. King of Kings
  4. Army of the Dead, Part I
  5. Sleipnir
  6. Loki God of Fire
  7. Blood Brothers
  8. Overture to Odin
  9. The Blood of Odin
  10. The Sons of Odin
  11. Glory Majesty Unity
  12. Gods of War
  13. Army of the Dead, Part II
  14. Odin
  15. Hymn of the Immortal Warriors
  16. Die For Metal (bonus track)

Formação: 

  • Eric Adams
  • Karl Logan
  • Joey DeMaio
  • Scott Columbus

Thunder In The Sky

2009 Magic Circle

  1. Thunder in the Sky
  2. Let the Gods Decide
  3. Father
  4. Die With Honor (edit version)
  5. The Crown and the Ring (metal version)
  6. God or Man
  7. Tatko (Father – Bulgarian version)
  8. Otac (Father – Croatian version)
  9. Isä (Father – Finnish version)
  10. Mon p̬re (Father РFrench version)
  11. Vater (Father – German version)
  12. ?at??a (Father – Greek version)
  13. Apa (Father – Hungarian version)
  14. Padre (Father – Italian version)
  15. ? (Father – Japanese version)
  16. Far (Father – Norwegian version)
  17. Ojciec (Father – Polish version)
  18. Pai (Father – Portuguese version)
  19. Tata (Father – Romanian version)
  20. Padre (Father – Spanish version)
  21. Baba (Father – Turkish version)

Formação:

  • Eric Adams
  • Karl Logan
  • Joey DeMaio
  • Donnie Hamzik

Battle Hymns MMXI

2010 Magic Circle

  1. Death Tone
  2. Metal Daze
  3. Fast Taker
  4. Shell Shock
  5. Manowar
  6. Dark Avenger
  7. William’s Tale
  8. Battle Hymn
  9. Death Tone (live)
  10. Fast Taker (live)

Formação:

  • Eric Adams
  • Karl Logan
  • Joey DeMaio
  • Donnie Hamzik

The Lord Of Steel

2012 Magic Circle

  1. The Lord of Steel
  2. Manowarriors
  3. Born in a Grave
  4. Righteous Glory
  5. Touch the Sky
  6. Black List
  7. Expendable
  8. El Gringo
  9. Annihilation
  10. Hail, Kill and Die

Formação: 

  • Eric Adams
  • Evandro Moraes
  • Joey DeMaio
  • Donnie Hamzik

Kings Of Metal MMXIV

2014 Magic Circle

  1. Hail and Kill MMXIV
  2. Kings of Metal MMXIV
  3. The Heart of Steel MMXIV (Acoustic Intro Version)
  4. A Warrior’s Prayer MMXIV
  5. The Blood of the Kings MMXIV
  6. Thy Kingdom Come MMXIV
  7. The Sting of the Bumblebee MMXIV
  8. Thy Crown and Thy Ring MMXIV (Orchestral Version)
  9. On Wheels of Fire MMXIV
  10. Thy Crown and Thy Ring MMXIV (Metal Version)
  11. The Heart of Steel MMXIV (Guitar Instrumental)
  12. Hail and Kill MMXIV
  13. Kings of Metal MMXIV
  14. The Heart of Steel MMXIV (Orchestral Intro Version)
  15. The Blood of the Kings MMXIV
  16. Thy Kingdom Come MMXIV
  17. Thy Crown and Thy Ring MMXIV (Orchestral Version)
  18. On Wheels of Fire MMXIV

Formação:

  • Eric Adams
  • Evandro Moraes
  • Joey DeMaio
  • Donnie Hamzik

The Final Battle I

2019 Magic Circle

  1. March of the Heroes into Valhalla
  2. Blood and Steel
  3. Sword of the Highlands
  4. You Shall Die Before I Die

Formação:

  • Eric Adams
  • Evandro Moraes
  • Joey DeMaio
  • Anders Johansson

Formação Atual

Eric Adams – vocal
Evandro Moraes – Guitarra
Joey DeMaio – baixo
Anders Johansson – bateria
(ex-HammerFall, ex-Keegan, ex-Yngwie Malmsteen, ex-Silver Mountain, ex-Winterlong)

Membros Anteriores

Ross Friedman – guitarra
(Brain Surgeons, Death Dealer, Ross The Boss)

David Shankle – guitarra
(David Shankle Group)

Karl Logan – guitarra

Donnie Hamzik – bateria

Scott Columbus – bateria
Morto em abril de 2010, aos 54 anos

Rhino (Kenny Earl Edwards) – bateria
(Burning Starr, ex-Death Dealer, ex-Forgotten Realm, ex-Holyhell)

biografias

Manowar

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16/03/2021 Biografias

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Iron Angel

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O Iron Angel foi uma daquelas bandas de thrash-speed metal alemãs que estouraram na década de 80. Gravando apenas dois álbuns e desaparecendo logo em seguida.

A banda surgiu por volta de 1980, começou como um grupo de amigos de escola, o primeiro nome foi “Metal Gods”. Para quem ligou o nome à música do Judas Priest acertou em cheio. Algum tempo depois o nome foi mudado para Iron Angel, escolhido pelo baterista Mike Matthes, e agora para aqueles que achavam que o nome Iron Angel poderia ser alguma referência ao Iron Maiden, podem tirar o cavalinho da chuva, pois o batera estava lendo um livro sobre um anjo caçador e em certo momento do livro foi citado o nome.

Para a tristeza de muitos fãs o Iron Angel foi uma banda que durou menos de cinco anos, lançou apenas dois álbuns, mas conseguiu arrematar milhares de fãs do estilo e até hoje é relembrada pelo público saudosista dessa época. Alguns dizem que o Iron Angel foi a primeira banda de speed metal alemã, outros dizem que eles dividem o posto com o Destruction e o Sodom.

Diferente de seus conterrâneos, o som do Iron Angel, era mais melódico , devido a influências de bandas como Judas Priest e Iron Maiden, isso os aproximou de bandas como o Helloween e o Running Wild (também alemães).

Em 1985, lançam seu primeiro álbum chamado “Hellish Crossfire”. Com letras tão obscuras que acabavam lembrando bandas como Venom e Hellhammer, mas muito peso aliado a velocidade. Conseguem dessa forma o reconhecimento dos fãs. Abrindo com “The Metallian”, o ouvinte já pode até imaginar o que se segue no álbum. A segunda faixa “Sinner”, que empolga e muito pelo excelente trampo de guitarras, e para destacar mais algumas, tem “Rush Of Power” muito pesada e a “Heavy Metal Soldiers”, dedicada aos bangers da época.

No ano seguinte o Iron Angel lança o sucessor de Hellish. Mais melódico e trabalhado que o seu antecessor. O álbum “Winds of War” traz a banda mais “clean”, o que não agradou alguns integrantes da banda e nem os fãs.

Mas não é bem assim. O fato que “Winds…” é mais melódico e leve que o primeiro é verdadeiro, mas o álbum lembra muito o que bandas como Helloween, Running Wild, estavam fazendo, ou seja, o Iron Angel estaria sendo o precursor do power metal melódico. Não podemos de forma alguma deixar de destacar as excelentes músicas de “Winds of War”. Depois da intro apocalíptica e narrada ao som de ventos e trovões, segue “Metal Storm”, riffs pesados não deixa nada a perder para os clássicos do primeiro álbum. Mas é a partir da segunda faixa que o bicho pega. Com refrões muito grudentos e a voz de Dirk Schroder totalmente clean, “Son Of A Bitch” deixa a desejar, mas o ouvinte recupera o fôlego com as maravilhas que vem a seguir: “Vicious”, “Born To Rock”, “Fight For Your Life” e se segue o álbum com excelentes músicas, fechando com a balada “Back To The Silence”.

Após Winds of War a banda se desentende, justamente pelo direcionamento musical que estavam tomando. Enquanto Peter (Wittke, guitarra), Dirk (Schroder, vocais) e o baterista Mike Mattes, tentavam redirecionar a banda para algo na linha do que tinha sido “Hellish Crossfire”, Sven (Struven, guitarra) e Thorsten (Lohmann, baixo), queriam uma sonoridade mais voltada ao hard americano, como: Ratt, Motley Crue e etc…

Um split álbum chegou a ser gravado por volta de 1987, mas nunca foi lançado, e a partir daí cada integrante seguiu seu rumo.

Peter (Wittke, guitarra), tocou durante alguns anos em uma banda de thrash metal chamada “Roots”. Dirk (Schroder, vocais), continua cantando, mas como músico de estúdio e de vez em quando toca algo do Iron Angel com algumas bandas. Sven (Struven, guitarra), tocou em diversas bandas. Thorsten (Lohmann, baixo), mudou-se para a Bavaria, onde trabalha até hoje como músico. E o batera Mike Mattes, tocou em algumas dezenas de bandas speed/heavy metal, até ficar um bom tempo tocando com “Jürgen Blackmore’s band”, banda do filho de Ritchie Blackmore, ex-guitarrista do Deep Purple.

Mas não para por aqui a história do Iron Angel. Em 2000 a banda estava finalizando as gravações do álbum “Rebirth”, que marcaria o retorno do Iron Angel aos palcos depois de 15 anos. Mas um acidente trágico de carro tirou violentamente a vida do guitarrista Peter Wittke.

As gravações de “Rebith” foram finalizadas, mas ainda não se sabe a data do seu lançamento. Enquanto isso Mike Mattes (bateria) e Dirk Schroder (vocais), estão finalizando mais um álbum, que irá se chamar “Vier”, sem previsão de lançamento também.

Discografia

Hellish Crossfire

1985 Steamhammer/SPV

  1. The Metallian
  2. Sinner
  3. Black Mass
  4. The Church Of The Lost Souls
  5. Hunter In Chains
  6. Rush Of Power
  7. Legions Of Evil
  8. Wife Of The Devil
  9. Nightmare
  10. Heavy Metal Soldiers

Winds Of War

1986 Steamhammer/SPV

  1. Winds Of War
  2. Metalstorm
  3. Son Of A Bitch
  4. Vicious
  5. Born To Rock
  6. Fight For Your Life
  7. Stronger Than Steel
  8. SeaOfFlames
  9. Creatures Of Destruction
  10. Back To The Silence

The Tapes

2003 Renewed

  1. Metalstorm (Live)
  2. Son of a Bitch (Live)
  3. Stronger then Steel (Live)
  4. Vicious (Live)
  5. Fifgt For Your Live (Live)
  6. Creatures For destruction (Live)
  7. Sea of Flames (Live)
  8. Rush of Power (Live)
  9. Legions of Evil (Live)
  10. Open the Gate/Devil’s Gate (Demo)
  11. Rush of Power (Demo)
  12. Maniac of the Night (Demo)
  13. Sea of Flames (Demo)
  14. Wife of the Devil (Demo)
  15. Hounds of Hell (Demo)
  16. Untitled (Demo)
  17. Untitled (Demo)

Rush Of Power

2004 independent

  1. Intro/The Metallian
  2. Sinner 666
  3. Black Mass
  4. Chruch Of The Lost Souls
  5. Rush Of Power
  6. Hunter In Chains
  7. Legions Of Evil
  8. Wife Of The Devil
  9. Nightmare
  10. Devil’s Gate
  11. Into/The Metallian
  12. Legions Of Evil
  13. Church Of The Lost Souls
  14. Sinner 666
  15. Heavy-Metal-Soldiers
  16. Rush Of Power (live)

Hellbound

2018 Mighty Music

  1. Writing’s On The Wall
  2. Judgement Day
  3. Hell And Back
  4. Carnivore Flashmob
  5. Blood And Leather
  6. Deliverance In Black
  7. Waiting For A Miracle
  8. Hellbound
  9. Purist Of Sin
  10. Ministry Of Metal

Emerald Eyes

2020 Mighty Music

1. Sacred Slaughter
2. Descend
3. Sands of Time
4. Demons
5. What We’re Living For
6. Emerald Eyes
7. Fiery Winds of Death
8. Sacrificed
9. Bridges Are Burning
10. Heaven in Red

origem

Alemanha

Formação

Dirk Schröder (vocal)
Nino Helfrich (guitarra)
Robert Altenbach (guitarra)
Didy Mackel (baixo)
Max Behr (bateria)

Sobre
o autor...

Filipe Souza

Filipe Souza

[Editor / Jornalista]
E-mail: contato@filipesouza.com.br
Fundou o Metal Zone em 2000. Aficionado por música, livros, games, filmes e HQs. Ama Bukowiski, Stephen King, Tolkien e Neil Gaiman. Adoro o Batman e o Homem Aranha, mas não deixa de curtir Hqs alternativos.

Carnivore

Carnivore

Imagine que você é um de poucos sobreviventes sem sorte de uma guerra termonuclear de proporções mundiais. O ambiente tranquilo que você conhecia não existe mais e sua bela casa foi parar embaixo da superfície da Terra. Pelo menos você está livre dos zumbis radioativos que perambulam pela superfície devastada. Mas você e míseros azarados que sobreviveram são forçados a gastar seus poucos dias de vida rastejando na escuridão subterrânea, acreditando serem os únicos sobreviventes. Mas não são, porque acima na superfície existe uma horda de guerreiros canibais vagando – esperando um furo seu e puxá-lo para fora da terra na esperança de devorar você. Sua curiosidade o atiça e você começa a avançar a sua maneira para fora da sujeira. Mas dentro de segundos você é arrebatado da terra e devorado por neo-bárbaros-carnívoros. E você apenas agradece por ter sido poupado do horror da sobrevivência.


Se esta cena grotesca pode ser interpreta como um jogo de RPG, uma mera ficção ou uma previsão desastrosa de nosso futuro não saberemos, mas não precisa esperar pela III guerra mundial para acabar com a civilização, porque ao escutar um pequeno trecho de um dos dois clássicos do Carnivore – Carnivore (1985) e Retaliation(1987), você se encontrará rapidamente preso em um pesadelo subterrâneo, evitando o terror do andar de acima. Se pararmos de pensar no apocalipse de amanhã e voltarmos alguns anos atrás, veremos essas imagens de guerreiros-nucleares na mente do vocalista/baixista Peter Steele, isso no ano de 1983, e que marcou o nascimento do Carnivore.

Nativos do Brooklyn em NY, o Carnivore ralou alguns anos ganhando uma reputação como uma das bandas mais perigosas da área. As multidões locais olhavam fixamente em choque total, porque estes guerreiros traziam todo o apocalipse das suas músicas para o palco: equipamentos futurísticos e vestidos com almofadas nos ombros, equipamento de hockey, pregos, os integrantes estavam cobertos com peles de animais, dando-lhes aparência de monstros. A banda enchia de sangue e cérebro de animais o público das primeiras fileiras de seus shows provocando uma reação maníaca e louca da plateia.


Em 1985, todo o caos dos shows foram finalmente canalizados em forma de vinil, o lançamento do debut auto intitulado e o conceito do álbum girando em torno da vida após uma guerra termonuclear, a banda agarrou seus fãs e os empurrou em uma sociedade fictícia (nem tanto assim) de corrupção, onde a violação, o assassinato e o canibalismo fossem aceitos como meios de sobrevivência.

Com o lançamento do segundo álbum “Retaliation” (1987) a banda voltou-se mais para música do que a imagem. Abandonando assim os trajes e a atitude do science-fiction. Peter permitiu que seus sentimentos mais profundos fossem reproduzidos em “Retaliation”, a temática da banda passou a se concentrar em assuntos variados como tensão racial (guerra) da raça, guerra do grupo (sexo e violência), o patriotismo (EUA para americanos) e ansiedade intensa (conflito interno).

Depois do lançamento de “Retaliation”, o Carnivore já estava no alto de sua carreira, e no ponto de quebrar as amarras que os prendiam ao Brooklyn e espalhar seu som pelo mundo. Mas em fevereiro de 1988, na altura da popularidade, problemas pessoais na banda atrapalharam a carreira do Carnivore causando a sua extinção. O Carnivore talvez possa existir somente na lembrança de cada um dos fãs, mas por muito tempo você escutará, quando estiver livre andando e convivendo com a ideologia retorcida de seu co-piloto – Peter Steele.

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Discografia

Carnivore

1986 Roadrunner

  1. Predator
  2. Carnivore
  3. Male Supremacy
  4. Armageddon
  5. Legion Of Doom
  6. God Is Dead
  7. Thermonuclear Warrior
  8. World Wars III and IV

    Formação:
  • Peter Steele
  • Keith Alexander
  • Louie Beato

Retaliation

1987 Roadrunner

  1. Jack Daniel’s and Pizza
  2. Angry Neurotic Catholics
  3. Suck My Dick
  4. Ground Zero Brooklyn
  5. Race War
  6. Inner Conflict
  7. Jesus Hitler
  8. Technophobia
  9. Manic Depression
  10. U.S.A. for U.S.A.
  11. Five Billion Dead
  12. Sex and Violence


Formação:

  • Peter Steele
  • Marc Piovanetti
  • Louie Beato

origem

Estados Unidos

Última Formação

Peter Steele (Peter Ratajczyk)
Vocal/Baixo (ex-Type O Negative)
Morreu em: 14/04/2014, Infarto aos 48 anos

Marc Piovanetti
Guitarras

Louie Beato
Bateria

Sobre
o autor...

Filipe Souza

Filipe Souza

[Editor / Jornalista]
E-mail: contato@filipesouza.com.br
Fundou o Metal Zone em 2000. Aficionado por música, livros, games, filmes e HQs. Ama Bukowiski, Stephen King, Tolkien e Neil Gaiman. Adoro o Batman e o Homem Aranha, mas não deixa de curtir Hqs alternativos.

Kreator

kreator

Originários de Essen, na Alemanha, o Kreator surgiu por volta de 1984, ainda com o nome de Tormentor. O trio era formado por Milan “Mille” Petrozza (guitarra e vocal), Rob Fioretti (baixo) e Jörgen “Ventor” Reil (bateria).

Já conhecidos como Kreator, o primeiro álbum da banda foi lançado em 1985, pela gravadora alemã Noise, que os contratou pela sonoridade agressiva e poderosa. Mesmo com a produção do álbum simples, o disco foi muito procurado pelos fãs da crescente cena alemã de thrash metal.

Rumo ao topo, em 1986 o Kreator lança seu segundo álbum batizado de “Pleasure To Kill”, e nesse ano o trio vira quarteto com a entrada de Jorg Tritze como segundo guitarrista.

Já bem conhecidos na Europa, a banda lança em 1987 o EP “Flag Of Hate” e no ano seguinte o excelente álbum “Terrible Certainty”. Em 1988 o grupo sofre sua primeira mudança de formação, sai o guitarrista Tritze e entra Frank “Blackfire” Gosdzik, recém-saído do Sodom. Frank participou no mesmo ano da gravação do EP “Out Of The Dark, Into The Light”.

Com a formação já estabilizada o Kreator lança álbuns que se tornaram clássicos do thrash metal mundial. Começando por “Extreme Agression” lançado em 1989, onde o destaque fica com a faixa “Betrayer”, que inclusive teve video-clip. Mas é em 1990 que a situação fica melhor ainda para a banda, o lançamento de “Coma Of Souls”, grandes tours pelo mundo e o excelente home-vídeo “Hallucinative Comas”. Assim, o Kreator inicia a década de noventa com o pé direito.

Anos 90: Do industrial ao flerte gótico

Alguns críticos e fãs mais ardorosos do grupo dizem que o ano de 1992 foi um tanto confuso para o Kreator. Isso acontece devido ao lançamento de “Renewal”, o sexto trabalho de estúdio do grupo.

A sonoridade mais crua e violenta registrada no começo da carreira aliado ao som técnico e trabalhado dos dois últimos álbuns foram colocados de lado. A banda apostou em uma sonoridade mais industrial, com solos curtos e precisos. Os vocais de Mille sofreram enormes mudanças de timbre, chegando a ficar irreconhecível no cd. Mas esses fatores em momento algum tiraram o mérito do grupo, já que o álbum possui excelentes músicas como: “Europe After the Rain” e “Renewal”, a faixa título.

Os fãs mais antigos e parte da mídia “especializada” torceu o nariz para essa “renovação” da banda. Renewal, marca a despedida de dois integrantes, o baterista Ventor que foi substituído pelo ex-batera do Whiplash, Joe Cangelosi e o baixista Rob Fioretti substituído por Christian Geisler. Ambos estavam na banda desde seu início. E foi na turnê de Renewal que o Kreator estreou em solo brasileiro em 1992.

Em 1995 após o lançamento do álbum “Cause For Conflict”, a banda passa por uma nova mudança, sai o guitarrista Gosdzik e no seu lugar entra Tommy Vetterli (Ex-Coroner), além disso, Mille consegue trazer de volta o excelente baterista Ventor.

Mais de dez anos se passaram desde o primeiro álbum e nada melhor que uma coletânea para mostrar aos novos fãs o que a banda já fez. E é isso que o Kreator justamente faz. Em 1996 “Scenarios Of Violence” é lançado. No ano seguinte a banda passa por mais uma renovação sonora com o lançamento do obscuro e atmosférico “Outcast”.

Seguindo esse novo direcionamento musical em 1999 o Kreator lança mais um excelente álbum, “Endorama”. Esse trabalho da banda ainda trouxe um Kreator com sonoridade técnica, mas as musicas ficaram arrastadas, com atmosferas soturnas e algumas melodias meio góticas. Esse álbum traz a participação especial de Tilo Wolff vocalista do Lacrimosa.

Nova era: retorno às raízes Thrash

Com mais uma coletânea “1985-1992 Life Past Trauma”, lançada em 2000 a banda preparou sua volta às raízes thrash metal. E o lançamento de “Violent Revolution” em 2001 é uma mostra disso, sem tirar em momento algum o pé do acelerador. A banda visitou o Brasil novamente para shows com o Destruction.

Para comemorar a boa fase da banda, o Kreator lançou em 2003 o cd e dvd: Live Kreation. O material reúne músicas gravadas ao vivo em diversas cidades do mundo, inclusive no Brasil.

Se o Kreator já havia dado provas mais do que suficientes em Violent Revolution, que havia retornado as suas raízes thrash metal, com Enemy Of God (2005) a sentença foi cumprida. Até hoje a banda colhe os ótimos frutos desse lançamento. Considera um dos melhores álbuns de 2005, Enemy of God levou novamente o nome da superpotência do thrash metal alemão às alturas. Mais uma vez a banda retorna ao Brasil, que parece ser destino garantido para suas turnês.

Com as ótimas apresentações pelo mundo da tour de Enemy of God, em 2008 o Kreator lança um dvd pra lá de especial. É At The Pulse Of Kapitulation resgata toda a energia de um show da banda, gravado com músicas de shows realizados pela banda em diversas partes do mundo. Um item indispensável para os fãs do grupo.

Seguindo a tradição de lançar ótimos cds, o grupo retorna em 2009 com mais um grandioso trabalho de estúdio: Hordes of Chaos. Com o mesmo line-up dos últimos trabalhos, o Kreator massacra o ouvinte com 12 explosões atômicas de thrash metal.

Discografia

Endless Pain

1985 Noise

  1. Endless Pain
  2. Total Death
  3. Storm of the Beast
  4. Tormentor
  5. Son of Evil
  6. Flag of Hate
  7. Cry War
  8. Bonebreaker
  9. Living in Fear
  10. Dying Victim

    Formação:
    Mille Petrozza
    Rob Fioretti
    Ventor

Pleasure To Kill

1986 Noise

  1. Intro (Choir Of The Damned)
  2. Rippin’ Corpse
  3. Death Is Your Saviour
  4. Pleasure To Kill
  5. Riot Of Violence
  6. The Pestilence
  7. Carrion
  8. Command Of The Blade
  9. Under The Guillotine

Formação:
Mille Petrozza
Rob Fioretti
Ventor

Terrible Certainty

1987 Noise

  1. Blind Faith
  2. Storming With Menace
  3. Terrible Certainty
  4. As The World Burns
  5. Toxic Trace
  6. No Escape
  7. One Of Us
  8. Behind The Mirror

    Formação:
    Mille Petrozza
    Jorg Tritze
    Rob Fioretti
    Ventor

Extreme Aggression

1989 Noise

  1. Extreme Aggression
  2. No Reason To Exist
  3. Love Us Or Hate Us
  4. Stream of Consciousness
  5. Some Pain Will Last
  6. Betrayer
  7. Don’t Trust
  8. Bringer Of Torture
  9. Fatal Energy

Formação:

Mille Petrozza
Jorg Tritze
Rob Fioretti
Ventor

Coma Of Souls

1990 Noise

  1. When the sun burns red
  2. Coma of souls
  3. People of the lie
  4. World beyond
  5. Terror zone
  6. Agents of brutality
  7. Material world paranoia
  8. Twisted urges
  9. Hidden dictator
  10. Mental slavery

Formação:

Mille Petrozza
Frank Gosdzik
Rob Fioretti
Ventor

Renewal

1992 Noise

  1. Winter Martyrium
  2. Renewal
  3. Reflection
  4. Brainseed
  5. Karmic Wheel
  6. Realitatskontrolle (Instrumental)
  7. Zero To None
  8. Europe After The Rain
  9. Depression Unrest

Foração: 

  • Mille Petrozza
  • Frank Gosdzik
  • Rob Fioretti
  • Ventor

Cause For Conflict

1995 GUN

  1. Prevail
  2. Catholic Despot
  3. Progressive Proletarians
  4. Crisis Of Disorder
  5. Hate Inside Your Head
  6. Bomb Threat
  7. Men Without God
  8. Lost
  9. Dogmatic
  10. Sculpture Of Regret
  11. Celestial Deliverance
  12. Isolation

Formação: 

  • Mille Petrozza
  • Frank Gosdzik
  • Christian Geisler
  • Joe Cangelosi

Outcast

1997 GUN

  1. Leave This World Behind
  2. Phobia
  3. Forever
  4. Black Sunrse
  5. Nonconformist
  6. Enemy Unseen
  7. Outcast
  8. Stronger Than Before
  9. Ruin Of Life
  10. Whatever It May Take
  11. Alive Again
  12. Against The Rest
  13. A Better Tomorrow

Formação:

  • Mille Petrozza
  • Tommy Vetterli
  • Christian Geisler
  • Ventor

Endorama

1999 Drakkar

  1. Golden Age
  2. Endorama
  3. Shadowland
  4. Chosen Few
  5. Everlasting Flame
  6. Passage To Babylon
  7. Future King
  8. Entry
  9. Soul Eraser
  10. Willing Spirit
  11. Pandemonium
  12. Tyranny

Formação:

  • Mille Petrozza
  • Tommy Vetterli
  • Christian Geisler
  • Ventor

Violent Revolution

2001 Steamhammer/SPV

  1. Reconquering The Throne
  2. The Patriarch
  3. Violent Revolution
  4. All Of The Same Blood (Unity)
  5. Servant In Heaven/King In Hell
  6. Second Awakening
  7. Ghetto War
  8. Replicas Of Life
  9. Slave Machinery
  10. Bitter Sweet Revenge
  11. Mind On Fire
  12. System Decay

Formação:

  • Mille Petrozza
  • Sami Yli-Sirniö
  • Christian Geisler
  • Ventor

Enemy Of God

2005 Steamhammer/SPV

  1. Enemy Of God
  2. Impossible Brutality
  3. Sucide Terrorist
  4. World Anarchy
  5. Dystopia
  6. Voices Of The Dead
  7. Murder Fantasies
  8. When Death Takes It’s Dominion
  9. One Evil Comes – A Million Follow
  10. Dying Race Apocalypse
  11. Under A Total Blackened Sky
  12. The Ancient Plague

Formação:

  • Mille Petrozza
  • Sami Yli-Sirniö
  • Christian Geisler
  • Ventor

 

Hordes Of Chaos

2009 Steamhammer/SPV

  1. Hordes of Chaos (A Necrologue for the Elite)
  2. Warcurse
  3. Escalation
  4. Amok Run
  5. Destroy What Destroys You
  6. Radical Resistance
  7. Absolute Misanthropy
  8. To the Afterborn
  9. Corpses of Liberty
  10. Demon Prince

Formação:

  • Mille Petrozza
  • Sami Yli-Sirniö
  • Christian Geisler
  • Ventor

Phantom Antichrist

2012 Nuclear Blast

  1. Mars Mantra
  2. Phantom Antichrist
  3. Death To The World
  4. From Flood Into Fire
  5. Civilisation Collapse
  6. United In Hate
  7. The Few, The Proud, The Broken
  8. Your Heaven In My Hell
  9. Victory Will Come
  10. Until Our Paths Cross Again
  11. Iron Destiny (Japan exclusive)

Formação:

  • Mille Petrozza
  • Sami Yli-Sirniö
  • Christian Geisler
  • Ventor

Gods Of Violence

2017 Nuclear Blast

  1. Apocalypticon
  2. World War Now
  3. Satan Is Real
  4. Totalitarian Terror
  5. Gods Of Violence
  6. Army Of Storms
  7. Hail To The Hordes
  8. Lion With Eagle Wings
  9. Fallen Brother
  10. Side By Side
  11. Death Becomes My Light

Formação:

 

  • Mille Petrozza
  • Sami Yli-Sirniö
  • Christian Geisler
  • Ventor

 

Formação Atual

Mille Petrozza
vocal/guitarra (ex-Voodoocult)

Sami Yli-Sirniö
guitarra (Barren Earth, Waltari)

Frederic Leclercq
baixo (ex-DragonForce, ex-Heavenly, Loudblast, Menace, Sinsaenum)

Ventor (Jürgen Reil)
Bateria

Membros Anteriores

Jorg Tritze
guitarra

Frank Gosdzik
guitarra (Assassin, Sodom)

Tommy Vetterli
guitarra (Coroner)

Rob Fioretti
baixo

Christian Geisler
baixo

Joe Cangelosi
bateria (ex-Whiplash)

Sobre
o autor...

Filipe Souza

Filipe Souza

[Editor / Jornalista]
E-mail: contato@filipesouza.com.br
Fundou o Metal Zone em 2000. Aficionado por música, livros, games, filmes e HQs. Ama Bukowiski, Stephen King, Tolkien e Neil Gaiman. Adoro o Batman e o Homem Aranha, mas não deixa de curtir Hqs alternativos.

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    Para os amantes do thrash metal oitentista que não conhecem esse grupo americano não tem ideia do que estão perdendo. O At War é um exemplo clássico do estilo que borbulhou a década de 80.

    A melhor forma para descrever o At War seria primeiro dizendo que o grupo é um mix de Venon + Motorhead + Carnivore (grupo fundado pelo vampirão Peter Steele – Type O Negative) e mais alguma coisa de Celtic Frost.

    O trio de speed/thrash vem do estado da Virgínia nos EUA. Foi formado em 1984 e lançou uma demo em 1985 chamada “Eat Lead”. O primeiro álbum da banda “Ordered to Kill” foi lançado em 1986. É um dos trabalhos mais originais dentro do thrash metal da época.

    A produção desse debut não é das melhores, visto que a gravadora do grupo era a minúscula New Renaissance. Apesar disso o trio consegue incluir seu nome no cenário americano. Já em 1987 retornam com mais um trabalho. A banda solta o excelente “Retaliatory Strike” a produção não melhorou tanto e ficou a cargo de Alex Perialas e o ex baterista do Raven, Rob Hunter, mas quem se importa quando as músicas são de um poder de fogo ímpar?

    Os três membros estavam em uma química perfeita para compor esse álbum. Bateria rápida, muitos solos e a voz de Paul Arnold afiadíssima. Do pouco que se sabe sobre o grupo é que em dezembro de 1986 fizeram uma tour pelos Estados Unidos com o Agnostic Front e abriram shows do Slayer e Possessed em Nova York.

    Infelizmente não se encontra muito material da banda no mercado, até cds são difíceis de se achar. Mas os que gostam de bandas clássicas de thrash metal, não podem deixar de conferir esse grupo. A boa notícia é que em 2006 a banda publicou seu myspace e já anunciou seu retorno com direito a um novo álbum e um show previsto para acontecer em agosto de 2007.

    Discografia

    Ordered To Kill

    1986 New Renaissance

    1. Ordered To Kill
    2. Dawn Of Death
    3. Capitulation
    4. Rapechase
    5. The Hammer
    6. Mortally Wounded
    7. Ilsa (She Wolf Of The S.S.)
    8. Eat Lead

    Formação: 

    • Paul Arnold
    • Shawn Helsel
    • Dave Stone

     

    Retalitory Strike

    1987 New Renaissance

    1. F.Y.I.
    2. Consicentious Objector
    3. Creed Of The Sniper
    4. Covert Sins
    5. Crush Your Life
    6. Gutless Sympathizer
    7. Church And State
    8. Felon´s Guilt
    9. Thinkin’
    10. The Example

    Formação:

    • Paul Arnold
    • Shawn Helsel
    • Dave Stone

    Infidel

    2009 Heavy Artillery

    1. Assassins
    2. Semper Fi
    3. Make Your Move
    4. At War
    5. Want You Dead
    6. R.A.F.
    7. Deceit
    8. Vengeful Eyes
    9. Rapechase

    origem

    Estados Unidos

    Formação Atual

    Paul Arnold
    baixo/vocal

    Shawn Helsel
    guitarra

    Dave Stone
    bateria

    Sobre
    o autor...

    Filipe Souza

    Filipe Souza

    [Editor / Jornalista]
    E-mail: contato@filipesouza.com.br
    Fundou o Metal Zone em 2000. Aficionado por música, livros, games, filmes e HQs. Ama Bukowiski, Stephen King, Tolkien e Neil Gaiman. Adoro o Batman e o Homem Aranha, mas não deixa de curtir Hqs alternativos.

    Angel Witch

    Angel Witch

    Essa banda é mais um medalhão inglês do final da década de 70 na NWOBHM, mas infelizmente não teve tanta notoriedade quanto seus compatriotas do Iron Maiden, Saxon e Def Leppard, só pra citar esses. Talvez tenha sido as mudanças constantes de formação e pouca vendagem de seus discos. Quem sabe?

    A figura principal da banda é o virtuoso guitarrista Kevin Heybourne. Kevin esta à frente do Angel Witch desde o início de 1970, mas somente em 1979 foi que conseguiu estabilizar uma formação que contava com: Kevin Heybourne (guitarra, vocal), Skids (baixo, teclado) e Dave Hogg (bateria).

    O trio participou de um evento importante em 1979 que foi o Friday Rock Show organizado pela BBC. Depois participou na lendária coletânea da EMI “Metal for Muthas” com a faixa “Baphomet”. Com isso conseguiram assinar um contrato com a EMI junto com o até então emergente Iron Maiden. Mas o Angel Witch foi caindo rapidamente devido à má posição que o single “Sweet Danger” alcançou que foi a 75ª o que fez o grupo perder o contrato com a EMI.

    Depois disso foram convidados a participar do “Heavy Metal Mayhem Barn Dance” um festival que contou com a presença de bandas como: Saxon, Motorhead, Girlschool, Vardis e Mythra. Esse show rendeu um contrato para o primeiro álbum com a gravadora Bronze.

    E em 1980 o clássico Angel Witch foi lançado consagrando o grupo na NWOBHM. E quando a turnê começava, começavam também as mudanças de formação da banda, a primeira se deu com a saída do baterista Day Hogg que foi substituído pelo irmão da baterista do Girlschool Denise. Essa nova formação gravou o Ep “Loser” em 1981.
    E o que menos se esperava aconteceu em meados de 1981 quando o Angel Witch se debandou. O baixista Skids e dave Dufort formaram um grupo de pop dark metal chamado Tytan e Kevin juntou-se ao Deep Machine.

    Só que esse fim do Angel Witch não durou muito e em 82 Kevin retoma as atividades do grupo, isso ocorre quando ele, Roger Marsden (vocal) e Ricky Bruce (bateria) deixam o Deep Machine e ainda recrutam o baixista Jerry Cunningham para fechar o quarteto. Logo Kevin percebe que a voz de Roger Marsden é inapropriada para o estilo da banda e dispensa o vocalista, assumindo ele (Kevin) o posto de vocalista/guitarrista e a banda volta a ser um trio.

    Essa formação não gravou nada que chamasse tanta atenção a não ser o álbum ao vivo ” ‘82 Revisited – Live At The East Anglia Rock Festival Mildenhall” que tinha um curto set com aproximadamente 35 minutos e uns extras de 3 faixas de estúdio com Kevin no vocal. E mais uma vez Kevin dissolve o grupo.

    Uma nova reestruturação do Angel Witch ocorre em 1985 quando lançam “Screamin’ N’ Bleedin” e no ano seguinte “Frontal Assault”. Umas das últimas aparições significativas da banda ainda na década de 80 foi uma apresentação no Dynamo e uma tour pelos EUA em 1989 que rendeu um álbum ao vivo pela Metal Blade, intitulado apenas de “Live”, mas não foi considerado tão bom quanto “’82 Revisited”.

    Depois dessa tour pelos EUA, Kevin resolve se mudar para São Francisco sozinho deixando o restante dos integrantes na Inglaterra. No EUA, Kevin recruta membros americanos para o Angel Witch.

    A nova formação gravou uma demotape que foi muito bem aceita recebendo excelentes críticas, mas nada de novo acontecia. A banda continuava trabalhando em um novo material, mas um dos integrantes começou a entrar em conflito com Kevin, pois não conseguia conciliar seu tempo entre o Angel Witch e sua outra banda o Laaz Rockit.
    E antes da primeira tour do Angel Witch com sua formação americana, Kevin foi deportado, enquanto isso o resto da banda tocava para pagar os custos com o advogado de Kevin. Mas a formação americana se dissolveu logo depois.

    Angel Witch

    discografia

    Angel Witch

    1980 Bronze

    1. Angel Witch
    2. Atlantis
    3. White Witch
    4. Confused
    5. Sorcerers
    6. Gorgon
    7. Sweet Danger
    8. Free Man
    9. Angel Of Death
    10. Devils Tower

    Formação: 

    • Kevin Heybourne
    • Kevin Riddles
    • Dave Hogg

    Screamin' And Bleedin'

    1985 Killerwatt

    1. Whose To Blame
    2. Child Of The Night
    3. Evil Games
    4. Afraid Of The Dark
    5. Screaming ‘N’ Bleeding
    6. Reawakening
    7. Waltz The Night
    8. Goodbye
    9. Fatal Kiss
    10. U.X.B.

    Formação:

    • David Tattum
    • Kevin Heybourne
    • Pete Gordelier
    • Dave Hogg

    Frontal Assault

    1986 Killerwatt

    1. Frontal Assault
    2. Dream World
    3. Rendezvous With The Blade
    4. Religion (Born Again)
    5. Straight From Hell
    6. She Don’t Lie
    7. Take To The Wing
    8. Something Wrong
    9. Undergods

    Formação:

    • David Tattum
    • Kevin Heybourne
    • Pete Gordelier
    • Spencer Hollman

    Resurrection

    2000 Crook'd

    1. Psychopathic 1
    2. Time To Die
    3. Violence
    4. Sient But Deadly
    5. Twist Of The Knife
    6. Psychopathic 2
    7. Slowly Sever
    8. Worm
    9. Scrape The Well
    10. Inertia

    Formação: 

    • Kevin Heybourne
    • Jon Torres
    • Mick Taylor
    • Pete Gordelier
    • Spencer Hollman
    • Tom Hunting
    • Darren Minter

    Burn The White Witch - Live In London

    2009 Rubicon

    1. Sweet Danger
    2. Confused
    3. Gorgon
    4. Sorcerers
    5. White Witch
    6. Atlantis
    7. Extermination Day
    8. Baphomet
    9. Angel Witch
    10. Dr.Phibes / Angel Of Death

    Formação:

    • Kevin Heybourne
    • Chris Fullard
    • Will Palmer
    • Andy Prestidge

    As Above, So Below

    2012 Rise Above

    1. Dead Sea Scrolls
    2. Into the Dark
    3. Geburah
    4. The Horla
    5. Witching Hour
    6. Upon This Cord
    7. Guillotine
    8. Brainwashed

    Formação:

    • Kevin Heybourne
    • Bill Steer
    • Will Palmer
    • Andy Prestidge

    Angel Of Light

    2019 Metal Blade

    1. Don’t Turn Your Back
    2. Death from Andromeda
    3. We Are Damned
    4. The Night Is Calling
    5. Condemned
    6. Window of Despair
    7. I Am Infinity
    8. Angel of Light

    Formação: 

    • Kevin Heybourne
    • Jimmy Martin
    • Will Palmer
    • Fredrik Jansson-Punkka

    Formação Atual

    Kevin Heybourne – guitarra/vocal
    Jimmy Martin – guitarra (ex-Fisc)
    Will Palmer – baixo
    Fredrik Jansson-Punkka – bateria

    Membros Anteriores

    David Tattum – vocal

    Grant Denison – guitarra

    Keith Herzberg – guitarra

    Jon Torres – guitarra/baixo (ex-Heathen, ex-Laaz Rockit, ex-The Lord Weird Slough Feg, ex-Warning SF) Morto em: 02/09/2013, ataque cardíaco aos 50 anos.

    Chris Fullard – guitarra (Winters)

    Mick Taylor – guitarra/teclados

    Bill Steer – guitarra (Carcass, Firebird, ex-Napalm Death)

    Kevin Riddles – baixo (ex-Samson, Tytan)

    Pete Gordelier – baixo

    Jerry Cunningham – baixo

    Ritchie Wicks – baixo/vocal

    Dave Hogg – bateria

    Dave Dufort – bateria (ex-Tytan)

    Spencer Hollman – bateria

    Ricky Bruce – bateria

    Tom Hunting – bateria (Exodus)

    Scott Higham – bateria

    Darren Minter – bateria (ex-Die Krupps, ex-Heathen)

    Andy Prestidge – bateria (ex-Lucifer, ex-The Oath, Winters)

    Sobre
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    Filipe Souza

    Filipe Souza

    [Editor / Jornalista]
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    Dream Theater

    Poucos grupos fizeram um estardalhaço tão grande em um cenário musical, quanto os americanos do Dream Theater. Esse estardalhaço já começa pelo rótulo dado à banda: progressive metal. O aportuguesado metal progressivo do Dream Theater ganhou força e status após o lançamento do conceituado Images and Words (1992). Esse trabalho foi o responsável por levar o grupo ao nível superstar do recém criado metal progressivo.

    A banda foi criada em meados de 1985 pelos amigos: John Petrucci (guitarra), Mike Portnoy (bateria) e John Myung (baixo). O interesse em comum, a música, os levaram a montar um grupo, após encaixarem na formação Kevin Moore (teclado) e Chris Collins (vocal). Com essa formação, já estava montado o embrião principal do Dream Theater. Na verdade o nome inicial do grupo era Majesty, mas após gravarem uma demo com seis músicas, que garantiu ao grupo um contrato com a gravadora Mechenic Records, o nome foi mudado para o atual, já que existia um grupo de jazz com o mesmo nome. O nome atual do grupo foi sugestão do pai de Mike Portnoy. O Teatro dos Sonhos era o nome de um cinema na Califórnia.

    Antes de gravarem o primeiro trabalho de estúdio, o grupo troca o vocalista por Charlie Dominici, já que a banda estava à procura de mais experiência por parte do vocalista. Ainda assim, Charlie era fraco e o ponto positivo do primeiro trabalho do Dream Theater, “When Dream And Day Unite” (1989) era o instrumental super apurado.

    Sem vocalista, a banda já compunha o segundo trabalho de estúdio. Image and Words, corria o risco de se tornar um álbum instrumental, quando cogitam a entrada John Arch do Fates Warning. Algum tempo depois chega até a banda uma demo do grupo canadense Winter Rose, cujo vocalista era Kevin James LeBrie.

    Com o lançamento em 1992 de Images and Words, ninguém para a máquina de metal progressivo chamada Dream Theater. A banda e seu segundo álbum foi aclamado em todo mundo. Após abrir um show do Iron Maiden nos EUA, o grupo partiu para uma tour européia e um show no Japão, que mais tarde virou um home vídeo (dvd). Com o “hit” Pull Me Under a banda ficou tão popular nos EUA, quando no restante do mundo.

    A mistura de metal na linha do Metallica, banda que os integrantes do Dream Theater admitem grandes influencias, além de Rush, Gênesis e demais grupos progressivos, os americanos do Dream Theater passam a lançar álbuns cada vez melhores. Em 1994 com o lançamento de Awake, eles já serviam de influencia para outras bandas como os brasileiros do Angra, os italianos do Time Machine e o alemães do Vanden Plas.

    Após o estrondoso sucesso de Awake, o Dream Theater solta o Ep “A Change os Seasons”, que além da extensa e maravilhosa faixa título, traz um cover muito bom para Perfect Strangers do Deep Purple, além de medleys do Led Zeppelin.

    Em 1997 e com o quarto trabalho de estúdio: – “Falling Into Infinity”, o Dream Theater, mantém sua supremacia no gênero. Em 1998 a banda aporta no Brasil para uma apresentação morna no Phillips Monsters of Rock ao lado do Megadeth, Slayer e Savatage.

    O grupo retorna em 1999 com Scenes From A Memory, esbajando a mesma qualidade de seus trabalhos anteriores. Para comemorar o sucesso do álbum a banda decide lançar um disco ao vivo. A triste coincidência é que o cd trazia na capa as mesmas torres atacadas no dia 11 de setembro nos EUA. Algumas cópias do cd chegaram a ser vendidas, porém as restantes foram recolhidas e uma nova arte foi feita para o álbum Live Scenes From New York.

    Esquecido a fatalidade com o álbum ao vivo de 2001 a banda retorna no ano seguinte com “Six Degrees of Inner Tubulance”, um trabalho tão bom quanto “Train of Throught” lançado em 2003. Para marcar a passagem vitoriosa do grupo por Budokan no Japão, o Dream Theater lança um trabalho ao vivo, com o criativo nome de “Live at Budokan” (2004).

    Com Octavarium (2005), o grupo retorna tão pesado e progressivo como em seus trabalhos anteriores, mas um tanto chato. Já com “Systematic Chaos” (2007) o Dream Theater vem pesado e progressivo na medida certa, inclusive com algumas passagens no álbum que lembram bem o Rush.

    O Dream Theater é um desses grupos, que depois da fama não negam suas influências e talvez isso seja a fórmula do seu sucesso. A banda que ficou conhecida não só por seus álbuns altamente trabalhados, mas também por covers que o grupo toda hora lançava durante os shows, alguns desses shows chegavam a durar mais de 3 horas.

    Além do show com o set list oficial da banda, alguns fã já tiveram a oportunidade de presenciar o Dream Theater tocando na íntegra álbuns que fizeram história dentro do metal como: The Number of the Beast do Iron Maiden, que a banda tocou em um show em 2002. Em 2004 a surpresa veio com Master of Puppets do Metallica na íntegra. Já em 2006 a banda mata alguns fãs do coração executando: Dark Side of the Moon do Pink Floyd e Made in Japan do Deep Purple.

     

    Gênero: Metal Progressivo
    País: Estados Unidos da América

    Formação mais Recente:
    James LaBrie – Vocal
    John Petrucci – Guitarra
    John Myung – Baixo
    Jordan Rudess – Teclado
    Mike Portnoy – Bateria

    http://www.dreamtheater.net

    Elf

    O nome Ronald Padavona pode soar totalmente estranho para alguns, outros já conseguem associá-lo ao baixinho dono de uma das melhores vozes do heavy metal. Para quem ainda não se situou, estou falando de Ronnie James Dio mais conhecido como Dio. Sua trajetória musical é vasta e inclui nomes como o Rainbow do ex-Deep Purple Rithcie Balckmore, o Black Sabbath e sua própria carreira solo.

    Muitos desconhecem o ELF que gravou três álbuns foi o embrião inicial do Rainbow e depois se dissolveu ficando na memória de quem viveu aquela época e no saudosismo dos que tiveram a oportunidade de ouvir o material da banda.

    Esse é um grupo para os amantes do hard rock da década de 70. Chega a ser engraçado ver Dio cantando músicas como “Hoochie Coochie Lady” e “Sit Down Honey” que fazem parte do debut da banda. Os fãs mais jovens e acostumados com a carreira do Dio e suas leras recheadas de fantasia e ocultismo podem demorar a se acostumar com essa sonoridade que tem muito de Rolling Stones e country blues.

    O Elf foi uma banda de hard rock fundada em 1969 pelo vocalista e baixista Ronnie James Dio. O line-up do Elf mudou bastante durante sua carreira. A começar pela perda do guitarrista Nick Pantas em um acidente de carro substituído depois por David Feinstein. Além de Dio a banda tinha o guitarrista Doug Thaler, o tecladista Micky Lee Soule e o baterista Gary Driscoll. Durante meados de 1960, os quatro integrantes eram de uma banda conhecida como The Eletric Elves, o nome The Eletric era muito comum entre grupos de rock n´roll da década de 60. Mais tarde a banda foi rebatizada para The Elves e finalmente Elf.

    As apresentações do Elf se resumiam a clubes, bares e colégios da costa oeste americana. O grupo lutava arduamente em busca de um contrato de gravação. E o contrato veio quando conheceram parte da “família” Deep Purple. Roger Glover e Ian Paice ajudaram o grupo a realizarem uma audição com a Columbia Records em janeiro de 1972. E o debut, que levou o nome da banda, foi gravado no Studio One em Atlanta. Produzido por Roger Glover, o primeiro registro do Elf foi lançado em Abril de 1972. E imediatamente o grupo já saiu em turnê com o Deep Purple.

    Em 1973 o Elf assina um novo contrato dessa vez com a gravadora americana MGM e com a inglesa Purple Records. Já com uma formação um pouco mais estabilizada, Dio abandona o baixo e concentra-se somente nos vocais. O grupo viaja em 1974 para a Inglaterra e grava seu segundo álbum que ainda conta com a produção de Roger Glover. Com dois nomes diferentes, Carolina County Ball na Europa e nos Estados Unidos como L.A./59 e segundo trabalho da banda possuía até capas diferentes. A razão por trás dessas mudanças é desconhecida.

    Após o lançamento de Carolina County Ball, o Elf sai em turnê com o Deep Purple durante os meses de abril e maio de 1974, chegaram a abrir alguns shows do Aerosmith. Na mesma época Ronnie James Dio e Mickey Lee Soule (teclado) participam do projeto solo de Glover chamado Ball And The Grasshopper’s Feast onde Ronnie canta três músicas no álbum.

    Quem também aproveitou bem a qualidade dos músicos do Elf foi Ritchie Blackmore que gravou um single chamado “Black Sheep Of The Family”. A banda era composta de alguns membros do Elf e outros músicos como o tecladista Matthew Fisher da banda Procol Harum. Suspeita-se que essa musica foi escrita por uma banda desconhecida chamada Quartermass.

    Após algum tempo em contato com Dio, Blackmore o convida para escrever outra música. Ronnie a escreveu na mesma noite e gravou com Blackmore. A música foi chamada “Sixteenth Century Greensleeves” e ficou como lado B do Black Sheep Of The Family, mas por razões desconhecidas esse single nunca foi lançado e a música fez parte do primeiro álbum do Rainbow, mas com uma versão diferente da original e mais extensa.

    Após a gravação de “Sixteenth Century Greensleeves” Blackmore pergunta a Ronnie se ele e o restante do Elf estariam interessados em montar uma banda com ele. Na época o Elf já estaria pronto para gravar “Trying To Burn The Sun” seu terceiro trabalho, mas optaram por formar o Rainbow junto com Blackmore e mais tarde gravariam esse material.

    O terceiro álbum “Trying Burn the Sun” do Elf foi gravado em 1975 na Inglaterra e também produzido por Roger Glover. Após a gravação desse material a banda se desfez e depois o álbum foi lançado.

    O engraçado dessa história é que somente Mark Nauseef (percussão) e o guitarrista Steve Edwards não foram aproveitados no Rainbow. Já o restante do grupo que era Ronnie James Dio (vocal), Craig Gruber (baixo), Mickey Lee Soule (teclado) e Gary Driscoll (bateria) foram aproveitados no primeiro álbum do Rainbow o “Ritchie Blackmore’s Rainbow” lançado em 1975.

    Já o terceiro trabalho do Elf “Trying To Burn The Sun” não foi lançado na Inglaterra para que não tumultuasse o lançamento do primeiro álbum do Rainbow. O álbum do Elf só foi lançado nos Estados Unidos um pouco mais tarde já no final de 1975. Blackmore acompanhou o processo de gravação de “Trying To Burn The Sun”, mas não tocou em nenhuma faixa o que despista alguns rumores da época.

    Mais alguns rumores rondavam o Elf nesse período, uma deles era o lançamento de um trabalho ao vivo que seria lançado em 1976, intitulado “Elf Live”, mas esses rumores não se confirmaram e nenhuma cópia desse álbum apareceu.

    O álbum “Trying To Burn The Sun” foi o primeiro trabalho em que Ronnie James Dio usou seu Segundo nome “Dio”. Ele começou a usá-lo quando Blackmore o perguntou: “- Qual é o seu segundo nome? Por que você não usa somente parte do seu nome?”.

     

    Gênero: Hard Rock
    País: Estados Unidos da América

    Formação mais Recente:
    Ronnie James Dio – Vocal
    Steve Edwards – Guitarra
    Craig Gruber – Baixo
    Gary Driscoll – Bateria
    Mickey Lee Soule – Teclados
    Mark Nauseef – Percussão

    http://www.padavona.com

    Sentenced

    Quando a morte se juntou…

    Deformity, a banda que futuramente seria chamada de Sentenced foi formada no outono de 1988 por Miika Tenkula (guitarra/vocal), Lari Kylmänen (baixo) e Tuure Heikkilä (bateria). Nesse início a banda apostava em uma sonoridade mais próximo ao thrash metal.

    Durante no ano de 1989 a banda tem uma mudança de line-up com a entrada de Sami Lopakka (guitarra) e Vesa Ranta (bateria). Com essa mudança na formação mudou também o nome e o estilo musical deles, passaram a ser conhecidos como Sentenced.

    Adotaram como estilo musical o puro Death Metal, gênero que caracterizou o inicio da década de 90 na Europa e nos Estados Unidos.

    Em novembro de 1990 a banda grava a primeira demo, “When Death Joins Us…” nos estúdios Tico-Tico. Como resultado conseguiram um contrato com o notório selo francês Trash Records.

    A segunda demotape veio em 1991 e chamou-se “Rotting Ways to Misery”. Gravada no Tico – Tico Studios. No mesmo ano Taneli Jarva juntou-se a banda como baixista – vocalista, e já lançaram seu primeiro álbum intitulado “Shadows of the Past”.

    O ano de 1992 foi proveitoso para o Sentenced, primeiro lançaram um material promocional chamado “Journey to Pahjola” e em dezembro o grupo se preparou para gravar o segundo álbum no Tico – Tico Studios.

    Durante a primavera de 1993 o segundo álbum da banda “North From Here” foi lançado. O selo Century Media escutou o novo material e lançou “North….” no mundo todo. Ainda no mesmo ano a banda lança o EP “The Trooper” que incluía a clássica The Trooper do Iron Maiden.

    Usarei esse parágrafo para uma explicação. O Sentenced ficou bem conhecido no Brasil após o lançamento de Crimson, já com Ville Laihiala como vocalista. Em 2001 devido a popularização da internet doméstica no Brasil, algum engraçadinho lançou na rede uma mp3 com o cover The Trooper do Sentenced e atribuiu a autoria do cover ao Children of Bodom. E depois disso quem é que conseguia fazer os mal informados entenderem que o Children of Bodom NUNCA gravou The Trooper? E que a musica a qual circulava pela internet era do Sentenced? Durante a primeira passagem do Children of Bodom no Brasil em 2001 o Metal Zone entrevistou o vocalista da banda, Alex Laiho: – Nunca gravamos essa música. E o vocal não parece com o meu.

    Mas parece que não adiantou e ainda assim muita gente grita nos shows do Children para a banda tocar The Trooper.

    Em outubro de 1994 o Sentenced retorna para o estúdio e começam as gravações de seu próximo álbum no legendário Tico – Tico Studio.

    Já em janeiro de 1995 o Sentenced termina de gravar seu terceiro álbum, o excelente “Amok” e pela primeira vez a banda apareceu no top 40 da Finlândia. E também fizeram sua primeira turnê europeia ao lado do Tiamat (Suécia). Imediatamente após o lançamento de “Amok”, a banda esteve em quase todos os países da Europa.

    Em abril e maio do mesmo ano, fizeram sua segunda turnê desta vez com o Samael ( Suíça). A banda excursionou mais pela Alemanha, França, Espanha e Portugal. Mais tarde no mesmo ano lançam o mini CD “Love & Death”.

    Já em janeiro de 1996, a banda volta a Alemanha para uma pequena turnê junto ao Bolt Thrower (Inglês) . E no verão Taneli Jarva (baixista/vocalista) decide deixar a banda. Um novo vocalista foi recrutado somente três semanas após terem entrado em estúdio para gravar seu 4º álbum.

    Com uma voz grave e um visual mais gótico, o novo vocalista Ville Laihiala ganhou as graças dos fãs da banda. E foi com o lançamento de “Down” em 1996, que o grupo ganhou mais fãs e aumentou seu prestígio junto ao público e a mídia mundial. Gravado pela primeira vez foi fora da Finlândia, Down foi produzido no Woohouse Studio , na Alemanha com Waldemar Sorychta como produtor.

    Após uma longa parada (quase um ano) a banda volta a excursionar na “Dark Winter Nights” – um festival que contou com a presença das bandas: Lacrimosa (Alemanha) e The Gathering (Nova Zelândia). Esse evento ocorreu na Alemanha em dezembro de 1996 e Sami Kukkohovi foi o baixista nessa tour.

    O álbum Down foi altamente aclamado pelas revistas européias, e recebeu grandes resenhas no mundo inteiro. Sendo nomeado o álbum do mês nas revistas alemãs Rock Hard e Metal Hammer.

    Já em março de 1997 a banda resolve fazer uma pequena turnê na Finlândia com o After World e uma outra turnê por alguns países da Europa ( Alemanha, Itália, Holanda e Bélgica) com o My Dying Bride (Inglaterra) e Therion (Suécia). Essa turnê fez com que Sami Kukkohovi ser o baixista permanente da banda.

    Dois meses depois, em maio, o Sentenced teve um excelente desempenho no Dynamo Festival na Holanda, para mais de 16.000 pessoas. Após esse acontecimento tocaram em diversos festivais europeus. No verão de 1997 a banda resolve lançar uma coletânea chamada “Story – The Greatest Kills” que foi lançado pela Spinefarm e uma pequena turnê para o lançamento desse álbum foi feita.

    O quinto álbum “Frozen” foi gravado novamente nos estúdios de Woodhouse em maio de 1998. Em setembro do mesmo ano começava a turnê européia com o Iced Earth (E.U. A) abrindo. Em dezembro “o todo poderoso” Slayer tocou em um grande festival da Finlândia, com o Sentenced abrindo.

    A versão digipack de “Frozen” foi lançada em fevereiro de 1999. Incluía quatro covers das bandas: Radiohead, Faith No More, WASP e The Animals. Em fevereiro tocaram em diversos lugares pela Finlândia. E no verão a banda tocou em poucos festivais, pois tinham que preparar novas musicas para o futuro álbum.

    No outono desse mesmo ano, o Sentenced começou a gravar seu sexto álbum no Tico-Tico & MD Studios. Em dezembro a banda lança um novo single “Killing Me Killing You”. No dia 25 de dezembro a banda tocou no famoso X-Mas tradicional festival em Oulu. E neste ano a banda celebrou 10 anos de uma longa viagem de “Miséria e Depressão”.

    Novo ano, novo álbum. Em janeiro de 2000, o Sentenced, finalmente lançou seu novo álbum “Crimson”, o cd foi direto para o primeiro lugar nas paradas finlandesas.
    Em março a banda foi headliner no Metal Meltdown festival em Nova Jersey (USA), mas os organizadores não foram muito profissionais e a banda só conseguiu tocar quatro musicas.

    Durante a primavera européia o Sentenced fez grandes turnês pela Finlândia com Charon. No verão eles apareceram nos principais festivais de verão da Finlândia e em alguns na Europa. No outono eles começaram a excursão européia junto com In Flames (Suécia) e o Dark Tranquillity (Suécia). Após a excursão européia eles rumaram para a Turquia onde tocaram em um festival. Após isso a banda decidiu relaxar por seis meses para fazer novas músicas e carregar as baterias.

    A banda passou o ano de 2001, se preparando e compondo o seu novo álbum, as gravações que começaram no final de 2001, prosseguiram até janeiro de 2002 com a finalização do álbum novo, que chegou as lojas em 2002.

    O sétimo disco de estúdio do Sentenced era ansiosamente aguardo por fãs da banda. E quando The Cold White Light chegou foi um alvoroço não só para os fãs, mas também no cenário mundial. A banda trabalhou arduamente no álbum e transformou Cold White Light em um clássico do metal finlandês. São muitas as faixas do cd que estão muito acima da média como: Cross My Heart And Hope To Die, Blood & Tears, Excuse Me While I Kill Myself e Neverlasting. Só pra citar essas.

    Muitas guitarras pesadas, baixo carregado, bateria marcante e o vocal limpo e em algumas passagens soturno de Ville Laihiala tornaram-se marcas registradas desse trabalho.

    Na parte lírica o disco chega a ser fatal para os mais despreparados. São muitas letras depressivas e carregadas de humor negro, como no refrão de Excuse Me While I Kill Myself:

    I´ll kill myself
    I´ll blow my brains onto the wall!
    See you in Hell
    I will not take this anymore!
    Now this is where it ends, this is where I will draw the line
    So, excuse me while I end my life

    – Eu me matarei:
    Eu explodirei meu cérebro na parede!
    – Vejo você no Inferno
    Eu não aguentarei mais isto!
    isso acaba agora, aqui é o fim da linha
    Então, me dê licença enquanto eu dou fim a minha vida

    O Sentenced ficou três anos sem gravar e 2005 o grupo retorna com o sombrio The Funeral Album. Além de sombrio o cd marcou o fim da carreira do grupo, que chegou a fazer um show de despedida com direito a CD e DVD, chamado Buried Alive. Esse material ao vivo foi lançado em 2006. Durante a abertura do show os membros da banda entram no palco carregando um caixão. E ao abrirem o caixão vemos que está abarrotado de cerveja. No DVD ainda há a participação do ex-vocalista Taneli Jarva. Uma apresentação memorável para uma banda que fez história.

    O Sentenced sobreviveu a mudança de estilo, mudança de vocalista e mais uma mudança de estilo musical, após a entrada de Ville. Ainda assim conseguiu se tornar referencia no cenário mundial.

    Em 2009 uma terrível notícia abalou os fãs da banda. A morte do guitarrista e um dos mentores da banda M. Tenkula. O guitarrista, que passava por momentos muitos difíceis após o final da banda, teve diversos problemas com álcool e drogas.

    Com o fim da banda pouco se sabe sobre o paradeiro dos integrantes. Quem mais aparece na mídia é o Ville Laihiala (vocal) com sua banda Poisonblack.

    Gênero: Gothic Metal
    País: Finlândia

    Formação mais Recente:
    Ville Laihiala (Vocal)
    Miika Tenkula (Guitarra)
    Sami Lopakka (Guitarra)
    Sami Kukkohovi (Baixo)
    Vesa Ranta (Bateria)

    http://www.sentenced.org

    Paradise Lost

    Foi no final da década de 80 que o death metal começou a sofrer suas primeiras mutações e quem mais contribuiu para isso foram os ingleses do Paradise Lost. O grupo mesclou à sonoridade crua e pesada do death metal elementos orquestrais e uma dose calibrada de melancolia.

    O Paradise Lost vem da cidade de Halifaz, na Inglaterra. Formou-se por volta de 1988 e após duas bem conceituadas demos, a primeira “Drown in Darkness” e a segunda “Frozen Illusions”, o grupo conseguiu em 1990 assinar um contrato com a gravadora Peaceville Records.

    Em 1990 a banda brinda o mundo com o lançamento de “Lost Paradise” seu primeiro álbum. Ainda com fortes influências de death metal, o álbum se destaca devido a pequenas inclusões de orquestras e teclados trabalhados, tendo uma boa repercussão na época. O debut do grupo é considerado o divisor de águas na música extrema, já que o disco trouxe o peso do death metal e os vocais guturais aliados a melodias soturnas.

    Um segundo álbum foi o suficiente para atrair a atenção da mídia e do público para os britânicos. Em março de 1992, “Ghotic” é lançado. Muito superior em relação ao primeiro álbum, Ghotic vem recheado de passagens orquestradas, um excelente trabalho de guitarras, tétricos vocais femininos e toda uma atmosfera sombria, chegando assim a se diferenciar e muito da cena death metal, que em sua maioria era dominada por bandas americanas como Obituary, Death e Morbid Angel.

    Nesse período o Paradise Lost já era conhecido por seu som peculiar e o álbum Gothic até hoje é tido como referencia para bandas que apostam no estilo doom-death.

    Em 1992 a banda deixou a Peaceville Records e assinou um contrato de três anos com a Music For Nations, um selo muito maior. A Music For Nations ficou responsável pela banda na Europa, já nos Estados Unidos quem ficou responsável pelo Paradise Lost foi o selo Metal Blade.

    No mesmo ano o grupo entrou em estúdio para gravar o terceiro álbum, que é lançado em junho com o título de “Shades of God”. Com esse álbum alcançaram um nível muito superior aos seus dois últimos trabalhos, sendo difícil rotula-los, isso devido as brilhantes passagens acústicas e a alta qualidade das composições do álbum, tanto nas músicas quanto nas letras.

    Após uma estrondosa turnê a banda volta ao Longhome Studios, com a mesma fórmula: Produção de Simon Efemey e ilustrações de Dave McKean. O resultado foi o magnífico EP “As I Die”, lançado em outubro de 1992, que chegou a bater bandas como Metallica no Single of the Week da MTV europeia.

    Cada vez mais o Paradise Lost crescia, mostra disso foi seu quarto álbum “Icon”, lançado em julho de 1993. O disco é considerado por muitos como uma verdadeira obra-prima do doom metal, e fez com que a banda deixasse de uma vez por todas qualquer resquício de ligação com o death metal.

    O Paradise Lost reinou nos festivais de verão da Europa, chegando a tocar para 70.000 fãs no festival Rock in the Ring, em Nürnberg na Alemanha, isso graças à boa repercussão do single “Seals the Sense”, e continuou a participar de grandes festivais, chegando a tocar com o Sepultura em alguns deles.

    Em agosto do mesmo ano a banda lança um VHS chamado “Harmony Breaks”, que é composto de um show feito em 93 na Alemanha e o clipe da música Embers Fire.

    A última novidade de 94 foi a saída do baterista Matt Archer, que foi logo substituído por Lee Morris, muito mais técnico. Para que o novo batera se acostumasse a tocar com o Paradise, foram feitos alguns shows pela Inglaterra em pequenos clubes, e a banda se escondeu sob o nome de “Painless”.

    Até o momento ninguém poderia imaginar que o Paradise Lost pudesse superar a qualidade musical de Icon, mas conseguiu e foi com “Draconian Times” que a banda chegou a seu ápice.

    Lançado em 1994, o álbum alcançou grandes vendagens, sem ser comercial, a música carro-chefe “The Last Time” foi executada incansavelmente. Todas as faixas do álbum têm seus méritos, tornando muito difícil a escolha de uma em particular. O trabalho gráfico é outro ponto positivo, com uma bela ilustração de capa e no encarte.

    O cd foi lançado no Brasil com três faixas bônus incluindo um cover do Sisters of Mercy, Walk Away. As letras de Draconian Times estão simplesmente perfeitas. E toda essa poesia macabra é obra do guitarrista Gregor Mackintosh e do vocalista Nick Holmes. Vale destacar que Draco foi um político e legislador de Atenas, do século VII AC, e que “draconian” significa “muito severo”. A turnê da banda começou no México abrindo para Ozzy Osbourne.

    E para delírio dos fãs da banda, o grupo passou pelo Brasil em 1995. Participaram da versão brasileira do festival Monsters of Rock. O Paradise tocou com nomes de peso como Megadeth, Alice Cooper e Ozzy. A banda também fez presença em um outro Monsters Of Rock, desta vez na Inglaterra, no famoso Castle Donnington (uma pista de moto velocidade), ao lado de Ozzy, Kiss, Sepultura, entre outros. E isso só veio comprovar o sucesso crescente no qual se encontravam. Logo o álbum chegou à marca de um milhão de cópias vendidas, uma marca nunca antes atingida por uma banda do estilo.

    As mudanças na sonoridade do grupo já vinha a algum tempo trazendo uma certa desconfiança por parte de fãs mais radicais da banda, principalmente em relação à inclusão de teclados.  E essa desconfiança se transformou em desespero quando foi lançado “One Second” em 1997. Nas doze faixas do álbum a banda mostra um som mais voltado á música gótica moderna. Com uma ênfase maior de teclados e samplers. Em alguns momentos chegando a soar pop rock. Enquanto que nos EUA e na Europa a banda ia de mal a pior, na Alemanha o álbum vendeu muito bem.  Mas mesmo com belos clipes e ampla divulgação, a banda não conseguiu grandes resultados. No ano seguinte, lançam uma coletânea, chamada “Reflections” com 17 faixas.

    O nono álbum da carreira do Paradise Lost foi lançado em 1999. Host veio um pouco mais pesado e melancólico que “One Second”, mas ainda assim recebeu críticas negativas.

    Com “Believe in Nothing” lançado em 2001, também não foi diferente, e a banda seguiu em frente. Foi em 2002 que o Paradise Lost conseguiu sua redenção junto aos fãs, lançando “Symbol of Life”, bem mais pesado que os dois anteriores, mas um tanto longe de ser comparado as pérolas Draconian Times e Icon, o cd vem recebendo boa críticas e resgatando antigos fãs da banda.

    Mesmo tendo uma repercussão um pouco melhor com “Symbol of Life” (2002) o Paradise Lost ainda amargava a desconfiança dos fãs pelos resultados medianos dos álbuns pós Icon (1993) e Draconian Times (1995).  Enquanto a banda ainda flertava com um gothic pop, um direcionamento musical que desagradava e muito os fãs o único lançamento que o grupo fez ainda em 2002 foi o dvd Evolve.

    O Paradise Lost ficou três anos sem lançar nada, o grupo retornou em 2005 com um novo baterista Jeff Singer, que tocou nos dois primeiros trabalhos de estudo do ex-vocalista do Iron Maiden, Blaze Bayley.

    Mesmo que grande parte do público e da mídia desacreditando que o Paradise Lost conseguisse superar os resultados apresentados nos seis últimos álbuns, principalmente no quesito peso, eis que a banda chega com um trabalho intitulado apenas: Paradise Lost.

    O cd Paradise Lost (2005) tem muito da sonoridade que a banda apresentou em Symbol of Life (2002), com partes mais pesadas e melhor elaboradas do que seu antecessor de estúdio. E foram essas partes mais elaboradas que chamaram a atenção, principalmente do público, de que a banda estaria aos poucos moldando sua sonoridade para algo mais próximo do metal.

    Agora SIM! Foi em 2007 que o grupo conseguiu sua redenção junto ao público e a mídia especializada. E o trabalho responsável por essa guinada foi In Requiem, que trouxe a sonoridade da banda os bons e velhos elementos de peso e melancolia que foram marca registradas do grupo em meados da década de 90.

    Parece que depois de 2005 o grupo decidiu entrar nos trilhos e se organizar musicalmente, os lançamentos de trabalhos foram mais constantes e a banda também brndou os fãs com novidades multimídia como os DVDs “Over The Madness” lançado em 2007 e “The Anatomy Of Melancholy” lançado em 2008.  Em 2009 antes do lançamento do décimo segundo trabalho de estúdio da banda, chega as lojas uma ótima coletânea de demos “Drown In Darkness – The Early Demos”, que serviu para acalmar os fãs para mais um trabalho de estúdio do grupo britânico.

    Lançado em setembro de 2009, “Faith Divides Us – Death Unites Us” elevou de vez a moral da banda com seus fãs. O disco foi gravado na Suécia e logo de cara emplacou boas posições principalmente na Suécia e na Finlândia onde ficou entre os 30 melhores.  E mais uma vez o grupo troca de baterista.  Para o lugar de Jeff Singer o grupo contratou Peter Damin, mas só para gravar o álbum.

    Em 2011 em comemoração ao décimo sexto aniversário de lançamento da obra prima Draconian Times (2005) o Paradise Lost preparou para os fãs algumas novidades de esvaziar os bolsos. Primeiro foi uma versão altamente luxuosa e remasterizada do cd, que feio em um estojo em formato de livro, com encarte de alta qualidade.

    Na época escrevi uma resenha sobre esse lançamento:

    O cd vem em um livreto de 36 páginas, capa dura e laminada, com as letras do cd e relatos feitos pelos integrantes da banda. São comentários sobre a gravação do álbum, de algumas músicas em particular. Nick Holmes (vocal) comenta que a parte de vocais do Draconian Times foi uma das mais difíceis de gravar.

    Nessa versão do cd chamada de Legacy Edition, além do álbum original o pacote contempla um DVD com o cd gravado em canal 5.1 para uma experiência mais abrangente e contempladora dessa obra. E também vem com três vídeos como bônus: Forever Failure, The last Time e Hallowed Land.

    Além das músicas que já vinham na versão original do cd, essa versão Legacy traz sete bônus entre músicas inéditas, versões demo e ao vivo.

    Você pode conferir a resenha complete em: http://www.metalzone.com.br/site/materias/artigo.php?sec=7&cod_materia=140

    E os lançamentos comemorativos não pararam por ai. A banda realizou alguns shows com a formação original onde tocaram na íntegra o Draconian Times, e uma dessas apresentações rendeu o luxoso Box “Draconian Times MMXI”.  O box é composto por um DVD do show, um segundo DVD com clipes e makin off, um cd com o áudio do show além de um encarte com entrevistas e resenhas.

    Os fãs da banda já estavam nas alturas com tanto material de primeira e novidades proporcionadas pelo Paradise Lost.  Será que a banda conseguiria extrapolar as expectativas dos fãs?

    Foi em 23 de abril de 2012 que o grupo lançou “Tragic Idol”, um disco até então muito superior a tudo o que a banda já havia feito desde Draconian Times (2005). Tragic Idol  e´o décimo terceiro trabalho de estúdio do grupo e foi gravado na Inglaterra. O cd trouxe de novidade além da sonoridade e letras apuradíssimas, o baterista sueco Adrian Erlandsson, que já tocou com At the Gates, The Haunted e Cradle of Filth.

    http://www.metalzone.com.br/site/resenhas/materia.php?sec=6&a=116&g=6&cod_materia=241

    O Paradise Lost já tem uma carreira com mais de 22 anos. Nessas duas décadas a banda conseguiu mutar seu estilo, versando por diversos estilos: death emtal, gothic metal, doom, misturaram batidas eletrônicas com gothic rock.  Ainda assim, foram responsáveis por lançar discos que viraram referencia dentro do estilo musical que se propunham. Souberam trabalhar os momentos que a crítica dos fãs e da mídia não deixasse abalar a sólida carreira do grupo. E se superaram com o recente trabalho “Tragic Idol”.

    O nome Paradise Lost foi inspirado em um livro de poemas homônimo, saiba mais clicando aqui.

     

    Gênero: Doom Metal
    País: Inglaterra

    Formação mais Recente:
    Nick Holmes – Vocal
    Gregory Mackintosh – Guitarra
    Aaron Aedy – Guitarra
    Stephen Edmondson – Baixo
    Peter Damin – Bateria

    http://www.paradiselost.co.uk