Pastore – Phoenix Rising

O nome Mário Pastore por si só já estremece os pilares do Heavy Metal nacional graças à uma trajetória impecável em diversos grupos, como: Acid Storm e Tailgunners, por exemplo. E a banda Pastore chega ao terceiro álbum. E talvez seja o melhor trabalho dele até o momento. Isso porque Phoenix Rising tem os elementos de peso e velocidade aliados à agressividade e melodia, todos balanceados na medida exata.

Lançado em outubro de 2017, Phoenix Rising faz jus ao nome. Quem acompanha a trajetória do músico pelas redes sociais, deve saber que os últimos anos foram pesados para o Mário, que passou por uma grande perda familiar. Mas, Mário renasce tão reluzente e feroz quanto antes. Pastore apresenta um heavy metal endiabrado, vigoroso e tão poderoso quanto nos álbuns anteriores.

Esse trabalho já começa impecável com uma sequência de músicas avassaladoras: Phoenix Rising, Damn Proud e Symphony of Fear, essa última com um refrão que faz tremer o chão. Em “March of War”, Pastore não perdoa as cordas vocais com agudos potentes. O disco todo é muito bom e coeso. Ser assessorado por uma banda competentíssima também ajuda e muito.

Para a edição japonesa de Phoenix Rising, a banda traz um cover excelente do Dokken com a música “Lightning Strikes Again” do álbum “Under Lock and Key” de 1985. Outra novidade é que essa faixa teve a participação do guitarrista Eduardo Ardanuy, ex-Dr. Sin.

E no podcast você ouvirá: Symphony of Fear, Dawn Proud, No More Lies e Time Goes By. Lembrando que música Symphony of Fear já tem um clipe muito legal rolando no canal do Pastore no Youtube e no site do Metal Zone também. Confira!

 

Faixas:

  1. Phoenix Rising
  2. Damn Proud
  3. Symphony of Fear
  4. March of War
  5. No More Lies
  6. Salvation Paradise
  7. I Need More
  8. Holy War
  9. Time Goes By
  10. Get Outta My Way
  11. Fire and Ice
  12. Lightning Strikes Again (Dokken Cover)

PASTORE – Symphony Of Fear (Official Video)

Blood Chip – Pillow of Stone

A ideia é sempre começar o texto apresentando a banda para vocês, mas não foi possível. Não tem como ficar inerte ao início de “Bones”. Aquele “rokão” clássico com cara de The Cult, que te leva imediatamente pelo túnel do tempo à inferninhos rock/góticos com alguns amigos dançando de frente para a parede.  O vocalista Barão tem uma interpretação ímpar e uma voz sex e ácida na medida certa para a pegada da banda.

Na sequência tem “Monster” e um riff ótimo, melodia grudenta e refrão idem. A terceira faixa “In Memory” mantém o ritmo rockabilly. A música foi composta em homenagem ao baixista da banda, morto em 2013. A letra lembra um blues, com a música variando entre uma linda balada e rompendo tudo com o peso do rock n roll, que é bem característico da banda. Essa faixa também ganhou um videoclipe, que pode ser visto nessa matéria e também no canal do youtube da banda.

Com solos viajantes e uma levada hard rock, a quarta faixa “Walking Dead” é mais uma ótima pedida. O que me impressionou nessa faixa foram os solos de guitarra e mais para o final a mudança de clima.

Para fechar esse EP, que tem como pecado mortal ter apenas cinco músicas e pouco mais de 20 minutos: Misery. Um pianinho meio blues, bar esfumaçado, vocalista em cima do piano teatralizando sua performance e a pegada de blues que não pode parar. É assim que começa uma das minhas músicas favoritas desse trabalho.

Ah! O que não posso deixar passar é que o quarteto, oriundo de Brasília, estão na estrada desde 2009. Esse EP foi lançado em 2017 no formato digipack com uma acabamento e qualidade gráfica impecáveis.

E já passou da hora deles conseguirem lançar um álbum completo e ganhar mais visibilidade. Não deixem de curtir as músicas desse trabalho pelo player do Spotify no final dessa matéria. Acessem a página do Facebook deles e apoiem o Rock/Metal nacional.

Informações Adicionais:

Faixas:

01. Bones

02. Monster

03. In Memory

04. Walking Dead

05. Misery

Gênero: Rock N Roll

País: Brasil

Versão: Nacional

Gravadora: Independente

Tipo: EP

Facebookhttps://www.facebook.com/bloodchip.oficial

Atropina – Malevs Maleficarvm

O nome da banda Atropina é originado de um medicamento que age no sistema nervoso. O composto inibe a atividade de alguns neurotransmissores. É muito usado para o Mal de Parkinson. Mas com essa banda parece que o efeito é contrário. O Death Metal do grupo gaúcho é rápido, pesado e muito bem executado. Não tem como inibir a vontade de sair agitando.

A banda já tem estrada e está na ativa desde meados da década de 90. Em 1996 lançaram seu primeiro trabalho de estúdio “Louvar a tudo por nada” e em 2001 o segundo disco “Santos de Porcelana”. Cantando em português o grupo faz suas críticas ácidas ao cristianismo.

Após dez anos de hiato o grupo retorna com um excelente trabalho independente. Em Malevs Maleficarvm a banda Atropina simplesmente aniquila o ouvinte com o instrumental muito bem executado.

A produção do álbum está muito boa o que permite ouvir bem as letras em português e os instrumentos. E o instrumental é uma verdadeira ode apocalíptica à destruição. Com bateria na velocidade de luz, mas sem deixar de ser técnica e ótimos solos de guitarra o cenário perfeito para o pesadelo sonoro oferecido pelos gaúchos.

Após a intro “Inquisição” a faixa “Submundo” já é um ótimo demonstrativo do que é o álbum: pesada e tradicionalmente Death Metal. A terceira faixa “Incitação ao Nada” segue a mesma linha e é tão frenética quanto a sua antecessora.

O CD muda completamente de cenário após a quarta música: Malevs Maleficarvm. Essa quarta faixa além de ser a minha favoritad o disco tem uma letra muito interessante. A música versa sobre o livro Malevs Maleficarvm, que serviu como um manual para caçar, julgar e torturar mulheres acusadas de bruxaria no século XVI. Vale lembrar que a banda holandesa Pestilence também abordou esse tema que serviu de título para o primeiro disco do grupo lançado em 1988.

A quinta música “Nocivo Sorrateiro” começa de forma cadenciada, mas em pouco tempo já se torna um pesadelo. A “slayeriana” – “Medo da Vingança” é rápida, mais uma ótima faixa com uma aula de bateria. O CD fecha muito bem com “Psicopata” mais uma música tradicional de Death Metal.

Com poucas bandas fazendo Death Metal cantado em português, a Atropina o faz com maestria. As letras ficaram ótimas em nosso idioma nativo e engrandeceu ainda mais o trabalho dos caras.

Os fãs do estilo que estão em busca de novidades já podem providenciar uma cópia desse trabalho.

 

Gênero: Death Metal
País: Brasil
Versão: Importado
Tipo: CD
Faixas:
01. Inquisição
02 – Submundo
03 – Incitação ao Nada
04 – Mallevs Maleficarvm
05 – Nocivo Sorrateiro
06 – Medo da Vingança
07 – Psicopatia
08 – Teoria Apocalíptica

Andralls – Breakneck

A banda Andralls já chegou a seu quinto disco de estúdio, a banda paulista que está na ativa desde 1998, se consagra como um dos grandes nomes do Thrash Metal nacional.

Multiplicando o poderio de fogo dos álbuns anteriores, o grupo oferece aos fãs de Thrash Metal um álbum com doses cavalares de riffs, solos e peso animalesco. O trio é de um poder de fogo alucinante.

A desgraceira Thrash começa com a singela e meiga “Under the Insanity”, caso você sobreviva as marretadas de riffs e bateria, então estará apto para tomar mais porrada com “Rising From the Shell” e a quase Slayer: “Eye for an Eye”.

Ouvir um CD que começa logo de cara com três sons de moer o cérebro pode fazer você pensar que a banda vai relaxar… Nem sonhando! E digo mais, se o álbum acabasse com as três músicas seguintes: “Lost in Heaven, Found in Hell”, “Maze of Confront” e “The Legacy of Violence”, na boa, já estava de bom tamanho.

Só que o CD não acabou na sexta música. A sétima faixa “Enemy Within” explora ainda mais a veia Thrash da banda e por todos os lados eclodem riffs que deixarão o ouvinte atordoado. Em “Clenched Fist Up” e “Land of Disgrace” a banda mantém o ótimo nivel de suas composições. A música “Policia Asesina” é outro grande destaque do disco. Cantada em espanhol, a faixa contém a participação especial de Tono e Raul da banda de Grindcore/Death Metal espanhola Rato Raro. Para fechar o disco e concluir com fratura exposta nos ouvintes: “Lite Fuse” e “Bloodshed”.

A produção do disco, que aliada a qualidade das músicas já tornam esse trabalho um item obrigatório para os fãs do estilo. A arte da capa e toda a parte gráfica como sempre arrebentou mais uma vez! Muito bem feito! É um disco que vai demorar um pouco para sair do CD-Player.

 

Gênero: Thrash Metal
País: Brasil
Versão: Nacional
Tipo: CD
Faixas:
01. Under the Insanity
02. Rising From the Shell
03. Eye for an Eye
04. Lost in Heaven, Found in Hell
05. Maze of Confront
06. The Legacy of Violence
07. Enemy Within
08. Clenched Fists Up
09. Land of Disgrace
10. Policia Asesina
11. Lit Fuse
12. Bloodshed

Pop Javali – The Game of Fate

Não se deixe impressionar pelo nome um pouco exótico da banda. Garanto que vocês estão diante de um das melhores revelações do Hard Rock nacional dos últimos anos. Assim como foi o Dr. Sin, a Pop Javali é uma banda que vai ainda dar muito que falar no cenário nacional.

O trio, que foi formado em 1992, já está em seu segundo álbum. O primeiro foi lançado em 2011. A banda já abriu shows para grandes nomes como Deep Purple e Uriah Heep.

E agora em 2014 lançam o fabuloso “The Game of Fate”. O CD foi produzido pelos irmãos Ivan e Adrian Busic do Dr. Sin. E o trabalho de produção ficou muito bom.

Mesclando Hard Rock com um toque de Rock Progressivo o grupo ganha o ouvinte já nas primeiras músicas. Quando os acordes iniciais de “Lie to Me” se propagam no ambiente a qualidade do material dessa banda fica evidente. É um Hard Rock melódico, com peso na medida certa. E as músicas “Healing no More”, “Mindset” e “Road do Nowhere” são prova incontestável. O Refrão de “Healing no More” fica na memória por dias.

Depois de algumas faixas melódicas o peso aumenta a partir da quinta faixa “Free Men”, mas sem perder melodia e virtuosismo. As músicas ficam mais pesadas e a veia progressiva do grupo se torna mais latente.

O vocalista e baixista Marcelo Frizzo tem uma ótima voz que casou muito bem com as composições. No geral o CD é bem uniforme nas composições, todas são muito boas. Além das faixas já mencionadas, destaco ainda: “Enjoy Your Life”, “I Wanna Choose”, mas uma que me deixou perplexo com a qualidade é a faixa título “The Game of Fate”. Em seus pouco mais de oito minutos de duração, acredito que a banda transbordou um balde de influências, pois se ouve um pouquinho de cada banda legal que talvez faça parte da trajetória musical do Pop Javali. É um pouco de Rush, Mr. Big, Queensryche (pós Empire) entre outros sons ótimos!

Esse é um trabalho indicado para fãs de diversos estilos, já que agrada aos ouvidos como poucos. E uma dica para os selos e distribuidoras do país: – não deixem passar a oportunidade de trabalhar com esses caras.

Gênero: Hard Rock
País: Brasil
Versão: Nacional
Tipo: CD
Faixas:
01. Lie to Me
02. Healing no More
03. Mindset
04. Road to Nowhere
05. Free Men
06. Time Allowed
07. A Friend That I ve Lost
08. Wrath of The Soul
09. Enjoy Your Life
10. I Wanna Choose
11. The Game of Fate
http://popjavali.com.br/

Makabro – Makabro

Toda a morbidez da banda já impressiona logo pela capa. Lembra alguma cena de terror B do cinema nacional. Já o Grindcore macabro e doentio do grupo não deixa dúvidas: tirem as crianças da sala e que esse som não caia nos ouvidinhos despreparados, pois sangrarão.

Toda essa desgraceira é cantada em português, o que não fará diferença alguma se você não tiver as letras em mãos. Mesmo a banda investindo no clássico e tradicional Grindcore, ou seja, podre, direto, rápido e sujo, conseguem deixar o estilo mais interessante. E seguindo a cartilha do gênero, a demo toda não chega aos 15 minutos.

Os títulos das músicas bem como suas letras são ótimos. Entre os destaques da demo fico com a faixa que abre o trabalho: “O ultimato vem do espaço”, incluo na lista “a canção dos mortos-vivos”, “juramento macabro”, “sem mais nascer do sol”, “a arvore da maldição” e para fechar “zombie fashion week”, uma ótima crítica aos modos ditatoriais como são conduzidos os desfiles de moda.

O trio formado por: Dino Barcelos (vocal), Charles Carvalho (guitarra), Robinho Santos (bateria) são da cidade de Resende, no interior do Rio de Janeiro. A banda foi formada em 2013 e mesmo sendo um grupo novo, o trio já tem tudo para se destacar no cenário da música extrema nacional.

A produção da demo está muito boa, eu esperava algo podre e mal gravado, como muito do material dos mestres belgas Agathocles! E foi justamente o contrário: trabalho altamente profissional.

As gravadoras e distribuidoras independentes que estão à procura de bandas novas para lançar, um conselho: – vale a pena conferir esse trabalho dos caras.

Confira abaixo a demo na íntegra e compartilhe esse material.

 

Gênero: Grindcore
País: Brasil
Versão: Nacional
Tipo: Demo
Faixas:
01. o ultimato vem do espaço (2:20)
02. abdução escravista (0:44)
03. nas sombras (0:47)
04. névoa de sangue (0:56)
05. sob a escuridão (1:23)
06. inteligência artificial sobrenatural (1:11)
07. seres rastejantes (1:47)
08. a canção dos mortos-vivos (1:17)
09. juramento (0:56)
10. sem mais nascer do sol (0:48)
11. a árvore da maldição (1:14)
12. zombie fashion week (1:20)
http://makabro.bandcamp.com/

Parágonia – Compilation Vol 1

Excelente compilação do que tem de melhor no catálogo da Distro Rock Records somente com bandas do Pará. O estado se tornou celeiro de ótimas bandas nas mais diversas vertentes do metal. E prova disso é essa coletânea com 15 grupos que variam entre Death Metal, Thrash Metal , Black Metal e Power Metal.

Entre os destaques eu fico com o Thrash/Death alucinado do A Red Nightmare, na sequencia o Adipocera cantando em português e investindo em um Thrash Metal rápido e muito pesado, com destaque para as guitarras. Apostando no Thrash Metal oitentista e cantando em português a banda Antcorpus representa muito bem o estilo.

Já o Death Metal carregado, pesado e soturno do Antrofetido é outro grande momento do CD. A quinta faixa do play é da banda Anubis que apresenta um Thrash Metal de altíssimo nível e com um instrumental de qualidade ímpar. Representando o Hardcore a banda Delinquentes deixa seu recado muito bem mandado sendo pesado e melódico ao mesmo tempo. A bateria e o baixo fizeram um show a parte na introdução da canção “Soterrados”. A banda Dercy Gonçalves traz um Grindcore de respeito e com seus rápidos 52 segundos.

O Black Metal está presente na coletânea com a Eternal Darkness. A banda é crua, ríspida e insolente com a pomposa “Orchestrator Ov Tridents Domination and Chaos”. Mais um grande grupo de Thrash/Death com riffs matadores é o Hellride. O grupo lembra bandas mais modernas do estilo, com bases rápidas e vocal gutural. A banda Inferno Nuclear é uma ótima aposta no Thrash Metal oitentista. O MNR é mais um representante do Grindcore e mandou muito bem. A Mitra faz um Power Metal com instrumental calcado em bandas como Iron Maiden e Hammerfall. Muito bom o grupo, já que é pesado e melódico, mas sem soar cansativo.

Caminhando para as três últimas faixas do CD a banda NDVB manda muito bem com “Cachaça do Despacho” e seu Thrash/HC muito rápido e sem tempo para o ouvinte tomar folego. A banda Scream of Death flerta com o Thrash e Death metal com maestria. E fechando a coletânea temos o Power Metal caprichado da ThunderSpell. Com ótimo instrumental a banda executa a canção “Shadows Zone”.

 

Gênero: Thrash Metal
País: Brasil
Versão: Nacional
Tipo: Compilação
Faixas:
1-INFERNO NUCLEAR (Thrash metal))
2-ANTROFETIDO (Death metal)
3-A RED NIGHTMARE (Metal Core)
4-MANDUCA NA ROÇA (Grindcore)
5-ETERNAL DARKNESS DCLXVI (Black Metal)
6-SCREAM OF DEATH (Death Metal)
7-N.D.V.B (Thrash Crossover)
8-ANTICORPUS (Thrash Metal)
9-ADIPOCERA (Crossover)
10-MITRA (Heavy Metal)
11-ANUBIS (Thrash Metal)
12-THUNDERSPELL (Heavy Metal)
13-DELINQUENTES (Hardcore)
14-DERCI GONÇALVES (Grindcore/Crust)
15-HELLRIDE (Thrash Metal)

Kiuas – The Spirit of Ukko

Finalmente uma banda de power metal que fugiu dos elementos Hammerfall+Stratovarius que infestam a cena mundial e acaba empobrecendo o estilo.

Esse grupo finlandês conseguiu chamar atenção logo de cara com a belíssima arte da capa e principalmente pela variação musical de seus arranjos e a crueza da voz de IIja Jalkanen que consegue ser melódico sem em nenhum momento copiar os melosos do estilo (Kotipelto só para citar um) e brutal como um vocalista de death metal.
O grupo foi formado em 2000, gravou algumas demos e Eps, essas gravações chamaram atenção do público e diversas gravadoras.

E agora em 2005 conseguem lançar seu debut. E que, diga-se de passagem, que debut! A banda mescla elementos do power metal como citei anteriormente, com vocais de death metal, sem exageros e no momento certo, além de que algumas passagens da banda beiram o black metal. Um som muito variado e bem difícil de se encontrar por ai. Em “The Spirit of Ukko” você irá se deparar com a saga de um esquecido deus do folclore finlandês.

O cd abre com a faixa título e pela velocidade das guitarras faz parecer um grupo de black metal, mas logo depois vem algumas mudanças no andamento da musica e cai pro metal tradicional.

Os músicos não ficam atrás em momento algum no quesito qualidade. São muito competentes no que fazem, solos de guitarra, riffs, bases, bateria, teclado e voz. Todos esses elementos trabalhados com atenção em uma ótima produção.

Já as músicas que se destacam são: “No More Sleep for Me”, “Warrior Soul” que começa com um death metal e urros, mas vai se alinhando no power metal com a ferocidade da voz de IIja. Em “Until We Reach the Shore” o trabalho de teclado ficou bom, mas novamente o grande atrativo ficou para a personificação que a voz de IIja deu a música.

Adjetivos que qualificam o trabalho do grupo se repetem a cada faixa. O interessante é você correr atrás desse trabalho, pois bandas inovadoras como essa surgem atualmente com pouca freqüência. Agora se você gosta de ouvir clones de Hammerfall, Stratovarius e Rhapsody. Vai em frente.

 

Gênero: Power Metal
País: Finlândia
Versão: Importado
Tipo: CD
Gravadora: SpineFarm Records

Faixas
01. The Spirit of Ukko
02. On Winds of Death We Ride
03. No More Sleep For Me
04. Warrior Soul
05. Until We Reach the Shore
06. Across The Snows
07. Thorns of a Black Rose
08. And the North Star Cried

Sitehttp://www.kiuas.net

Holy Force – Holy Force

Que trabalho árduo! Resenhar esse debut do Holy Force. É chover no molhado. Serão tantos elogios, que o leitor achará um blefe essa resenha. E não arrisco a dizer que este cd pode figurar entre os dez melhores lançamentos do ano.

Meu nobre leitor, quando você se depara com uma banda formada por ícones do power metal, o que você espera? Acredito que espere no mínimo um conglomerado de grandes composições. Não estou certo? E é assim que funciona esse debut do Holy Force. Está curioso para saber quem é a banda? Então se prepare.

O grupo foi criado por Ango Chen, que é o ex-guitarrista da banda japonesa Loudness. Ele também já tocou com Mike Vescera (ex-Yngwie Malmsteen). Além de guitarrista, Chen também é responsável pelas belas passagens de teclados do álbum.

Nos vocais tem ninguém menos que Mark Boals. Já ligou o nome à figura? O cara já empunhou os microfones da banda do Yngwie Malmsteen e Royal Hunt, só para citar as mais “top”. E cantar na banda de Yngwie é um parâmetro e tanto de qualidade, já que o guitarrista sueco é conhecido por seu ego pra lá de inflado e um perfeccionismo invejável ao criador do universo.

Para o baixo foi recrutado Mike LePond, um cara que já tocou com o Symphony X nos álbuns: “V” (2000), “Live on the Edge of Forever” (2001), “The Odyssey” (2002), e o mais recente álbum “Paradise Lost” (2007). Também já tocou no Seven Witches e Chakrah.
O baterista eu deixei por último propositalmente. Foi proposital, pois sou muito fã de seu trabalho e de sua pegada certeira principalmente com o uso dos bumbos. Estou falando de Kenny Earl, mais conhecido entre nós mortais como Rhino, o animalesco ex-baterista do Manowar. Rhino gravou uma verdadeira obra de arte chamada Triumph os Steel, lançado em 1992. Nesse disco Rhino faz um solo de bateria onde o show é o uso dos bumbos em altíssima velocidade.

Esses quatro membros juntos fizeram o que posso chamar de um novo clássico do Power metal melódico. O estilo já estava pra lá de moribundo e muito mal das pernas. E o Holy Force consegue revigorar o estilo e dar um gás novo. Esse gás novo vem da mistura de velocidade na dose certa, ótimas melodias, maestria dos músicos e o principal: – músicas boas para ouvir, curtir e se empolgar mesmo!

O cd abre muito bem com “Holy Force”, música que dá nome ao disco e à banda. Base de guitarra empolgante, teclado ao fundo, bateria marcante e Mark Boals desfilando sua voz.

Na segunda faixa “Flying” é Rhino que começa a canção, que se estende cheia de riffs. Com um refrão empolgante e uma letra bem positiva. Após uma instrumental de pouco mais de um minuto, onde se ouve guitarra e teclado bem melodiosos. Na seqüência com cara de canção épica a banda manda “Seasons”. Uma canção imponente e bem forte. Mark Boals brinca com falsetes nessa canção.

As canções “A Country Good or Bad” e “Power of Life” são típicas composições power metal de alto nível e muito empolgante. E mais uma pequena cancão instrumental só com uso de piano faz a ponte entre as faixas seis e oito. A faixa oito “We Are The Warriors” é uma canção cheia de passagens de piano e com refrão empolgante. Os solos de Ango Chen são muito bem encaixados. Em “The Wings Of Forever”, peso e melodia são aliados perfeitos. Para a introdução de “Emperor”, Rhino faz jus ao cargo e mantém uma pegada animal em toda a faixa. Outra intro “Waiting”, dessa vez mais pesada e cheia de pompa é a introdução perfeita para a melódica “See You In The Future”, que fecha o cd. Uma canção que mistura Hard Rock, AOR e Metal cheia de coros e com vocais bem melódicos.

O saldo desse primeiro trabalho do Holy Force é bem positivo. A banda conseguiu chegar a um coeficiente comum e cada músico se colocou muito bem. Espero que essa formação continue junta para trabalhos futuros.

 

Gênero: Power Metal
País: Estados Unidos da América
Versão: Importado
Tipo: CD

Faixas
01. Holy Force
02. Flying
03. Breathe
04. Seasons
05. A Country Good Or Bad
06. Power Of Life
07. Sky Etude
08. We Are The Warriors
09. Moonlight Fantasy
10. The Wings Of Forever
11. Chasing The Dream
12. Emperor
13. Waiting
14. See You In The Future

Site http://www.holyforceband.com

Harllequin – Hellakin Riders

A banda brasiliense Harllequin é um desses monstros sonoros que estavam adormecidos e finalmente despertou. A banda é capitaneada por ninguém menos do que Mário Linhares do Dark Avenger e acaba de lançar um dos melhores trabalhos de 2012.

Em uma alquimia sonora onde o ouvinte se depara com riffs Thrash Metal, passagens de Metal Progressivo e Power Metal o adjetivo riqueza sonora se perpetua por todo o cd. Não há como deixar de citar as qualidades individuais de cada músico, o trabalho gráfico do cd e a qualidade da produção.
A temática de Hellakin Riders versa sobre a lenda espanhola de um grupo de cavaleiros que, amaldiçoados pelo Rei dos Mortos, foram condenados a vagar eternamente intangíveis, em uma dimensão na qual estavam vivos para os mortos e mortos para os vivos. Esse álbum é a primeira parte da saga “Bando do Arlequim”.

O disco abre com a música “Three Days in Hell” um verdadeiro tributo ao Metal Tradicional com peso certo e solos bem encaixados. Já a segunda faixa “Archangel Asylum” começa enigmática por menos 40 segundos quando o baterista Kayo John entra em cena massacrando seu instrumento, logo em seguida as guitarras e o teclado de Pedro Val comandam o apocalipse sonoro.

A versatilidade da voz de Mário Linhares é surpreendente, o vocalista consegue soar melódico e agressivo com uma eficácia ímpar. E exemplos para essa versatilidade o ouvinte pode encontrar em todo o disco, mas é em “Going to War”, que esses adjetivos se acentuam.

Como que em uma marcha para guerra “Overshadow” se inicia, mas se desenvolve em mais uma aula de Metal Tradicional. As faixas “King of the Dead” e “Hellakin Riders”, estão entre minhas favoritas dessa saga.

Gênero: Power Metal
País: Brasil
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Independente

Faixas
01. Three Days in Hell
02. Archangel Asylum
03. Going to War
04. Overshadow
05. King of the Dead
06. Hellakin Riders
07. The Riddle
08. The Bride
09. Daredevil
10. Ancestors

Sitehttp://www.myspace.com/harllequin