Hammerfall – Chapter V – Unbent, Unbowed, Unbroken

Pois é, o power metal sueco do Hammerfall chega ao seu quinto trabalho de estúdio. A banda consegue mostra-se tão forte e poderosa quanto em seus álbuns anteriores.

O Hammerfall é o responsável pela reinvenção do estilo, dando-lhe mais vigor e modernidade. Sem se distanciar nem um pouco do heavy metal. E essa distancia parece que nunca irá existir, já que a cada álbum o grupo consegue fazer o que seus seguidores buscam alcançar: – O diferencial. É justamente esse ponto que diferencia um cd como esse e músicas como “Blood Bound”, “Hammer of Justice”, a melhor do cd e “Born to Rule” de bandas que meramente copiam o que o Hammerfall já produziu.

E mais uma vez o grupo consegue se sair muito bem em um trabalho de estúdio. Não supera maravilhas como “Crimson Thunder”, mas chega muito perto. Ah, não posso me esquecer de mencionar que a versão nacional tem um bônus: – A faixa “The Metal Age” gravada ao vivo.

Gênero: Power Metal
País: Suécia
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas
01 – Secrets
02 – Blood Bound
03 – Fury Of The Wild
04 – Hammer Of Justice
05 – Never, Ever
06 – Born To Rule
07 – The Templar Flame
08 – Imperial
09 – Take The Black
10 – Knights Of The 21st Cenutry

Sitehttp://www.hammerfall.net

Dark Avenger – Tales From Avalon

Dando início ao seu ambicioso projeto de contar a história de Avalon em três partes, a banda brasiliense Dark Avenger, solta o primeiro capitulo. São 14 faixas de power metal melódico executado com muita competência, nem preciso destacar aqui os vocais de Mário Linhares que é um show a parte, o instrumental muito bem feito, alternado peso melodia e técnica sem deixar a peteca cair em momento algum. Os destaques nesse album ficam para as faixas: Golden Eagles, Heroes of Kells, Clas Myrddin (muito boa),The White of Your Skin, Crownless Queen. Que venha logo a parte 2 da saga.

Gênero: Power Metal
País: Brasil
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Megahard

Faixas
1. The Terror
2. Tales of Avalon
3. Golden Eagles
4. Heroes of Kells
5. Crown of Thorns
6. Wicked Choices Part 1
7. Clas Myrddin
8. As the Rain
9. De Profundis
10. Caladvwch
11. The White of Your Skin
12. Crownless Queen
13. Morgana
14. The Lament Part 1

Gamma Ray – Land of The Free II

Se a intenção do grupo alemão Gamma Ray foi chamar a atenção do público e da mídia para esse novo trabalho, usando como artifício uma pseudo continuação do clássico da banda lançado em 1995, acho melhor mudar a estratégia, pois essa não colou.

O cd Land of the Free original, tinha um Kai Hansen empolgado e num momento criativo de dar inveja, enquanto seu companheiro de grupo, Ralf Scheepers, sonhava em ser o novo vocalista do Judas Priest. Kai além de ser o responsável pela criação da onda maléfica conhecida como metal melódico, hoje ao invés de se vangloriar desse “status”, acabou preso em sua própria invenção.

Esse novo trabalho da banda é uma colcha de retalhos da carreira de Kai Hansen. É como se ele tivesse pego todos os riffs que já tocou e montasse Franksteins sonoros. Todas as músicas lembram alguma coisa. A quarta faixa “Mother Earth” é uma cópia deslavada de Ride the Sky do Helloween. A faixa seguinte “Rain” tem alguma coisa de Push e de algumas músicas do The Time of The Oath, também do Helloween. Se o Helloween não vai lá muito bem das pernas, copiar seus amigos não vai ajudar muito. Seria como um cego guiando o outro no meio de um tiroteio. Na nona faixa “Opportunity”, chegar a ser descarado, quando algumas passagens da música lembram claramente The Clairvoyant do Iron Mainden.

Mas o disco tem bons momentos, como nas faixas: Into the storm, que abre o cd e Real World.

 

Gênero: Power Metal
País: Alemanha
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas
01. Into The Storm
02. From The Ashes
03. Rising Again
04. To Mother Earth
05. Rain
06. Leaving Hell
07. Empress
08. When The World
09. Opportunity
10. Real World
11. Hear Me Calling
12. Insurrection

Site: http://www.gamma-ray.com

Dungeon – A Rise to Power

Esse é o quinto álbum dos australianos do Dungeon. Esse quarteto de power metal a princípio parece só mais uma banda com uma lista enorme de similaridades com grupos que estão em alta. Mas não é nada disso. O Dungeon é muito competente e sua sonoridade além de lembrar Iron Maiden e Queensryche como se é de esperar ainda tem linhas de thrash metal e até death metal.

Gênero: Power Metal
País: Austrália
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Hellion Records

Faixas
01. The Prophecy
02. A Rise To Power
03. Netherlife (Black Roses Die)
04. Insanity’s Fall
05. The Other Side
06. Stormchaser
07. Where Madness Hides
08. Lost In The Light
09. Life Is Black
10. The Birth: The Trauma Begins
11. Traumatised
12. A Rise To Power (Reprise)

Site: http://www.dungeon.cd

Drakkar – Razorblade God

Esse é o terceiro álbum do grupo italiano Drakkar, e está bem mais pesado que seus anteriores, pra ser sincero esse é o melhor trabalho da banda até o momento. Nesse play a banda esta investindo em um metal mais tradicional, que em alguns momentos me lembrou o Primal Fear, porém com maior participação dos teclados.

O play abre com a faixa título, que conta a história de um deus feito de aço e lâminas que vive no planeta fictício chamado Hyperion. A terceira música “To the Future” começa com uma bela introdução, mas logo se torna um power metal veloz e com vocal bem no estilo Rob Halford, o refrão é empolgante, a música tem alguns duetos de guitarra e teclados muitos bons, nessa versão nacional do cd tem o clip para essa faixa.

Em seguida temos “Inferno” e “The Matrix” outros dois excelentes momentos do cd. Não posso deixar passar em branco a bela balada “Galadriel Song” baseada no livro Sr. Dos Anéis. Pra fechar com chave de ouro o cd “Witches Dance” com um baixo carregado e teclado sóbrios e mais uma faixa rápida e muito boa é “Kingdom of Madness” que alterna momentos acústicos e melódicos.

A capa do álbum é muito bonita e essa ilustração ficou por conta de Giovanna Corsini. Além do clipe mencionado acima e versão nacional traz ainda uma faixa extra chamada “N-Zone” que pra variar é muito boa e com instrumental acima da média, mais um ponto alto pro cd. Pra quem já curte e conhece o trabalho do Drakkar vai com certeza ficar impressionado com esse álbum, quem não conhece vai ficar fã.

 

Gênero: Power Metal
País: Itália
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Hellion Records

Faixas
01. Razorblade God
02. Man And Machine
03. To The Future
04. Inferno
05. The Matrix
06. Galadriel’ Song
07. Lo Shan Shen Long Pa
08. The Next Generation
09. Witches’ Dance
10. Kingdom Of Madness

Doro – Warrior Soul

Um álbum da Doro com cara de Warlock. Com certeza os fãs antigos irão se emocionar com as levadas desse novo trabalho da rainha do metal. Pouco se sabia de Doro após o Fight (2002) seu último trabalho, depois vieram algumas coletâneas e uma apresentação no Wacken. Nesse meio tempo Doro filmou um longa metragem, Anuk – De Weg Des Kriegers (Anuk – The Warrior’s Way) e ela ainda fez a trilha sonora.

Pois bem, esse é o primeiro registro dela pela gravadora alemã AMF e o cd começa muito bem com a semi balada “You´re My Family” essa musica foi dedicada aos fãs da cantora. A maioria das faixas tem um ar de balada épica e a cantora mostra que continua afiada e é sem dúvida alguma a melhor voz feminina do hard rock/metal.

O cd é tão agradável de ouvir em todos os sentidos, seja nas composições, solos, melodias, letras que você nem vai sentir quando acaba. Foi assim que me senti com “Haunted Heart”, “Strangers Yesterday”, “Thunderspell”, “Warrior Soul” entre outros sons.

Gênero: Power Metal
País: Alemanha
Versão: Importado
Tipo: CD
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas: 
01. You’re my family
02. Haunted Heart
03. Strangers Yesterday
04. Thunderspell
05. Warrior Soul
06. Heaven I see
07. Creep into my brain
08. Above the ashes
09. My Majesty
10. In Liebe und Frendschaft
11. Ungebrochen
12. Shine On

Sitehttp://www.doropesch.com/

 

Communic – Waves of Visual Decay

Só uma frase: Estilo NEVERMORE de ser! Sim, esses noruegueses são a versão escandinava para os americanos do Nevermore. Não tenho outras palavras nem explicação. Em seu segundo álbum conseguiram explorar muito mais o power metal com pitadas thrash e com um instrumental bem complexo.

O cd abre muito bem com “Under a Luminous Sky”, onde o power trio formado por: Oddleif Stensland (guitarra/vocal), Erik Mortensen (baixo) e Tor Atle Andersen (bateria) expõe todo peso, técnica e melodia que irão transpor você ouvinte em um mar de emoções, suspense e viagens típicas de Stephen King.

Até pouco tempo atrás eu não tinha muitas esperanças para bandas de power/thrash metal. Já que a maioria delas queriam ser muito parecidas entre si e com temor de inovar demais e perder um filão do mercado. Mas com o Communic esse temor não existe e a banda conseguiu ir muito além das dezenas de grupos existentes por ai.

O cd é composto por sete faixas que totalizam pouco mais de setenta minutos de cd. Entre minhas favoritas estão: “Under A Luminous Sky”, “Frozen Asleep in the Park” e “Fooled by the Serpent”.

Se você está em busca de novas bandas, mas não abre mão da técnica, instrumental bem feito, com produção de alto nível e um ótimo vocalista: Ouça Communic!.

 

Gênero: Power Metal
País: Noruega
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas: 
01. Under A Luminous Sky
02. Frozen Asleep In The Park
03. Watching It All Disappear
04. Fooled By The Serpent
05. Waves Of Visual Decay
06. My Bleeding Victim
07. At Dewy Prime

http://www.communic.org

Circle to Circle – Burden of Truth

Sinceramente e particularmente eu não entendo até hoje porque Zac Stevens saiu do Savatage para fazer o mesmíssimo trabalho sem nenhum grande diferencial. Calma fãs do cantor, não estou necessariamente falando mal do vocalista, já que mais uma vez seu novo grupo consegue lançar um excelente trabalho.

Baseado no best-seller “O Código Da Vinci”, Zac e seus companheiros de grupo buscaram inspiração para criar um excelente trabalho, que desde a arte da capa onde se esconde uma mensagem secreta que será revelada durante o acompanhamento do cd, passando pelas letras muito bem estruturadas e claro as composições, que com a voz de Zac, ganharam status de superprodução graças as emoções e a teatralização em sua voz.

O cd topo é épico, pesado e cativante a cada audição. É contagiante o poder de canções como a faixa de abertura “Who Am I To Be”, mas também são notórias as levadas de base e o andamento das canções, os quais lembram muito o Savatage.

O grupo de Zak está de parabéns pela qualidade das composições. O próprio vocalista se mostra mais uma vez com uma das melhores vozes do power metal americano. O álbum é cheio de lavadas com refrão, muitos solos, partes acústicas e semi baladas, um prato cheio para os fãs, assim como eu, que se sentem carentes e órfãos do Savatage.

Entre os destaques do álbum fico com: “A Matter of Time” e seu ótimo refrão, solos e clima. A minha favorita é “The Black” com muitos teclados e Zak soltando bem sua voz, uma música com peso, melodia e com um clima mais lento e muito bem distribuído.

Cometerei o óbvio ululante dizendo que esse trabalho do Circle II Circle é altamente recomendado para os fãs do Savatage e quem mais goste de power metal cheio de climas e com um vocalista potente e criativo como Zak.

 

Gênero: Power Metal
País: Estados Unidos da América
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas
01. Who Am I To Be
02. Matter of time
03. Heal You
04. Revelations
05. Your Reality
06. Evermore
07. The Black
08. Messiah
09. Sentenced
10. Burden Of Truth
11. Live As One

Site: http://www.circle2circle.net

Children of Bodom – Hatebreeder

Não estranhem esse álbum de 99 resenhado como lançamento. É que a Nuclear Blast relançou essa maravilha e agora podemos desfrutá-la em versão nacional e com bônus.

Esse é o segundo trabalho de estúdio dos finlandeses do Children of Bodom. Trabalho excelente, mas não tão bom quanto seu debut Something Wild. Os mesmos elementos que fizeram a banda ganhar o título de Stratovarius do Diabo pela imprensa brasileira na época estão mais evidenciados, ou seja, mais teclados, bases rápidas e muitos solos.

O cd abre com Warheart, e a introdução dela foi retirada do filme Amadeus (que conta a história do músico e compositor Mozart). A faixa seguinte “Silent Night, Bodom Night” é uma das melhores do disco junto com Downfall e a faixa título.

No bônus do cd vem uma galeria com fotos promocionais, o clipe da faixa “Downfall” simples e sem grandes atrativos, mas pra quem é fã já vale o cd e uma música a mais “No Commands”.

 

Gênero: Power Metal
País: Finlândia
Versão: Nacional
Tipo: CD
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas
01. Warheart
02. Silent Night, Bodom Night
03. Hatebreeder
04. Bed Of Razors
05. Towards Dead End
06. Black Widow
07. Wrath Within
08. Children Of Bodom
09. Downfall
10. No Commands (bônus)

Site: http://www.cobhc.com

Blind Guardian – At the Edge of Time

Há tempos que eu não escutava um Blind Guardian tão bom e tão “Fantástico”. E quando digo Fantástico é em todo o esplendor da palavra, ou seja, é a banda utilizando de todos os artifícios sonoros para levar o ouvinte a uma experiência musical única.

As orquestrações do cd foram gravadas com uma orquestra real, o vocal de Hansi está perfeito e encaixou muito bem com as composições, solos e demais instrumentos.

O álbum abre com a épica “Sacred Worlds”, uma música com mais de nove minutos e já vale o cd. A canção começa pesada e rápida, um típico power metal do Blind Guardian.

Em “Tanelorn (Into the Void)” o trabalho de orquestração rendeu ótimos pontos para a canção.

A quinta faixa “Curse My Name” é uma balada linda com violões e um clima que somente o Blind Guardian consegue proporcionar. Já “Valkyries” é um power metal típico do Blind, ou seja, guitarras rápidas, alguns coros e bateria martelando os tímpanos.

Podemos dizer que o disco começa muito bem, mas após a sexta faixa o Blind já não empolga tanto. Isso talvez porque a sétima faixa “Control the Divine” não traz atrativos. Mas o cenário muda em “War of the Thrones” com coro e levada épica típicos de filmes com dragões, reis e grandes impérios.

Outra faixa que é um típico power metal do Blind Guardian é “A Voice in the Dark”. E para fechar um dos mais elaborados e fantástico trabalho do Guardião Cego: Wheel of Time. Mais um show de orquestração, vocais e coros muito bem encaixados e o bom e velho power metal alemão do Guardian atacando a todo o momento.

Como eu havia dito anteriormente, desde o Imaginations From the Other Side (1995), que o Blind Guardian não me empolgava tanto com um disco novo. E garanto que quebrei a cara com esse trabalho. Esse cd traz uma banda revigorada, criativa e tão pesada e épica como não víamos há mais de dez anos.

 

Gênero: Power Metal
País: Alemanha
Versão: Nacional
Tipo: CD

Faixas
01. Sacred Worlds (9:17)
02. Tanelorn (Into the Void) (5:58)
03. Road of No Release (6:30)
04. Ride into Obsession (4:46)
05. Curse My Name (5:52)
06. Valkyries (6:38)
07. Control the Divine (5:26)
08. War of the Thrones (4:55)
09. A Voice in the Dark (5:41)
10. Wheel of Time (8:55)

Site: http://www.blind-guardian.com