Ozzy Osbourne
Speak of the Devil (1982)

Esse disco representa muito para mim. Desde adolescente sou maluco pra ter em vinil. e hoje tenho duas cópias. Já tive esse álbum umas dezenas de vezes em cd, que já me serviu como moeda de troca ou para ganhar uma grana e ir a shows. Acho que já vendi esse álbum em cd para uns cinco ou seis amigos diferentes.

E com a grana eu ia para algum show: Bruce Dickinson em 1998, Helloween e Megadeth. E por aí vai. Claro que isso ocorreu em uma época em que os ingressos não eram o roubo que são hoje.

Ter esse álbum em vinil é uma experiência que vai além da música e dessa dimensão astral. É algo transcendental! Quanta viagem! (risos)

Minha humilde coleção pessoal do Speak of The Devil
Minha humilde coleção pessoal do Speak of The Devil. Com dois LPs gatefold duplos, cds, um cd bootleg duplo e o dvd.

Vi esse disco pela primeira vez com meu ex-vizinho Luís Marcelo, eu devia ter uns 14 anos e ele uns 21, isso por volta de 1992. Eu estava começando a ouvir metal e o disco com essa cara do Ozzy cuspindo sangue, que eu nem imaginava quem era a figura da capa, chamou MUITO a minha atenção.

Depois de algum tempo, sondei meu vizinho para ver se rolava uma gravação em fita K7. E olha que foi um sufoco arrumar uma fita de 90 minutos. Consegui a fita nas coisas do meu pai, que fazia uns cursos de idiomas da Editora Globo. Ele tinha Francês, Espanhol e Alemão. Peguei a fita k7 de Francês.

Depois do disco gravado e eu ter conferido o LP por dentro, fui escutar essa obra de arte. NOSSA! Que álbum e que sonoridade, o peso desse trabalho é descomunal.

Também não é pra menos, na bateria ninguém menos que Tommy Aldridge, na guitarra Brad Gillis e no baixo Rudy Sarzo. Só os mais feras da década de oitenta.

E nos vocais. ELE! Que não é o melhor vocalista, não é o melhor letrista, não tem a melhor das aparências e não tem a melhor voz. O cara nem tem aparência para um vocalista de uma banda de Heavy Metal, MAS ELE É O CARA! E OZZY arrebenta nesse disco!

O descrédito de Ozzy

A sonoridade do álbum é descomunal, só ouvindo pra sentir toda a vibração, mas vamos com calma! O álbum foi gravado no dia 26 e 27 de novembro de 1982 em Nova Iorque. Ou seja, o disco foi gravado alguns meses após o trágico acidente de avião que matou o guitarrista Randy Rhoads.

Na época, Ozzy não deu muito crédito ao álbum. Especula-se que esse disco só foi lançado por pressão da gravadora. E mesmo tendo sido gravado durante a tour do álbum Diary of a Madman (1982), o disco contém apenas músicas da fase Black Sabbath do Ozzy.

Mas o descrédito de Ozzy Osbourne em relação ao lançamento do Speak of the Devil é justificável em razão de três motivos:

Primeiro Motivo

Os boatos que rondam é que a decisão da gravação desse álbum partiu da pequena gravadora Jet Records e a empresária do Ozzy, a Sharon Osbourne. Ambos estavam de olho nos direitos autorais que haviam expirado do Black Sabbath. E com essa gravação todo mundo sairia ganhando: a gravadora, os membros do Sabbath e Ozzy. Juntando a isso o contrato que a Jet fechou com a CBS, que traria muitos lucros para a pequena gravadora.

Segundo Motivo

O Black Sabbath ensaiava lançar um álbum ao vivo com Dio nos vocais. E Ozzy queria a qualquer custo, que o seu live saísse primeiro. Nós dois estávamos passando por nossas próprias misérias”, lembrou o baixista do Sabbath, Geezer Butler . “Não podíamos deixar de lançar Live Evil e Ozzy foi forçado a fazer Speak of the Devil .”


Terceiro Motivo

A banda do Ozzy na época não gostou nada da ideia de gravar um disco ao vivo só com músicas do Sabbath. Principalmente o jovem e virtuoso guitarrista Randy Rhoads. O que levou toda a banda a um motim contra esse trabalho. Os músicos consideravam um retrocesso em suas carreiras. Esse pequeno motim deixou Ozzy furioso.

A famosa urinada no monumento fúnebre do Álamo

Nos bastidores Ozzy estava puto com tudo isso e descontou na bebida e em porres homéricos. E foi em um desses porres que o Madman cometeu um de seus mais famosos atos de loucura: urinando em um dos mais, senão o mais importante monumento histórico do Texas – o Álamo.

No dia 19 de fevereiro de 1982, Ozzy estava curtindo a vida como um famoso e excêntrico astro do rock. Mas como nem tudo são flores, Ozzy saiu do hotel e cambaleando pelas ruas de San Antonio, vestindo as roupas de Sharon, já que a ela havia escondido as roupas de Ozzy para forçá-lo a não sair, ele foi parar no Alamo Plaza. E no interior do prédio fez o seu famoso xixi!

Esse monumento fúnebre foi construído por volta de 1939 pela Comissão do Centenário do Texas. A função era homenagear os mortos na famosa batalha de 1836 durante a Guerra da Independência do estado. O monumento é um marco histórico e símbolo de orgulho para os texanos.

Ozzy foi preso e saiu mediante o pagamento de uma fiança de 40 dólares. O valor da fiança não foi nenhum absurdo para o vocalista, mas o golpe veio com a proibição de tocar na cidade até 1992, quando o Madman fez um pedido de desculpas público e realizou a doação de dez mil dólares para uma ONG local.

Planos ambiciosos e uma tragédia

Os planos iniciais para a gravação do álbum consistiam em um show com garotas seminuas no palco, o que nas palavras de Sharon seria “o maior espetáculo de rock de todos os tempos”. Mas infelizmente esses planos não foram adiante devido a morte de Randy Rhoads em um trágico acidente de avião.

Alguns ensaios e gravações

Enquanto a banda ensaiava em um estúdio na cidade de Nova Iorque, Ozzy estava absorto em seu luto e não apareceu um dia sequer. O sumiço de Ozzy incomodou a banda, que só teve cinco dias para aprender o repertório.

Foi durante esse período que Rudy Sarzo aproveitou para gravar em segredo as sessões que viriam a se tornar o álbum Metal Health do Quiet Riot. Logo depois dos shows de Speak of the Devil, Sarzo pulou fora da barca e seguiu com o Quiet Riot.

Finalmente: Ozzy apareceu!

E no dia da passagem de som do primeiro show no Ritz, Ozzy deu as caras. O Madman, que estava mais MAD do que MAN, não conseguia sequer lembrar as letras das músicas. Durante o show usou um caderno com as letras manuscritas, e lia enquanto cantava!

O show

Gravado em 1982 na cidade de Nova Iorque, o trabalho reúne as melhores músicas Black Sabbath em versões muito mais pesadas. Parece que as músicas têm mais raiva, rancor e aquele sentimento de dever cumprido, ou seja, já que o Sabbath não gravou um álbum ao vivo com Ozzy (oficialmente e enquanto estavam juntos), deixa que o Madman faça isso sozinho! E FEZ MUITO BEM! Calma, que não foi bem assim!

Se compararmos Speak of the Devil com outros lançamentos ao vivo do Ozzy, principalmente o Tribute, que possui gravações de apenas um ano antes, podemos constatar que a banda está muito bem. E não seria para menos, já que Ozzy contou com músicos requintados e muito requisitados na época.


Sem dúvida Ozzy regravou algumas partes em estúdio. Mas isso não tira o mérito do álbum, que parece ser um legítimo “LIVE”. É claro que existem algumas falhas aqui ou ali. Mas vale lembrar que o guitarrista Brad Gillis, por exemplo, foi recrutado para a banda pouco tempo antes desse show. E ele teve que aprender todo o set-list bem rápido. Talvez por isso é constante ouvirmos ele usar a alavanca da guitarra para distorção, talvez com o intuito de ocultar erros e voltar para a música.

Porém nada disso tira o brilhantismo de Speak of the Devil. Na minha humilde opinião esse é um dos dez melhores álbuns ao vivo de metal e o melhor registro ao vivo do Ozzy e do Black Sababth. Se eu fosse exilado em outro planeta e só pudesse levar um disco para ouvir, sem pestanejar o Speak of the Devil seria esse disco.

Algumas canções do Sabbath desse disco poucas vezes foram executadas ao vivo, como “The Wizard”, com uma introdução emocionante de gaita e “Symptom of the Universe”, talvez a mais pesada do álbum.

Ozzy escalando da sepultura

A capa de Speak of the Devil também é outra pérola, já que mostra o Madman com caninos e cuspindo sangue, algo bem pesado se considerarmos o início da década de 80. Depois de um tempo eu consegui um quadro com 1.60 de altura com a parte interna do disco. Meu pai quase teve um troço quando viu no meu quarto.

O disco foi muito bem recebido pelos fãs, mesmo que Ozzy e a sua atual gravadora tenham virado as costas para ele. Precisamos levar em consideração que a demissão do Madman do Black Sabbath ocorreu apenas há três anos. E pouca gente dava algum crédito para o vocalista. Só mesmo a Sharon, empresária do músico, que ainda via algum talento no até então fracassado vocalista.

Mas Speak of the Devil foi resultado de uma excelente guinada na carreira de Ozzy. Ele vinha de dois álbuns muito bem conceituados e em ótimas posições de venda. Blizzard of Ozz e Diary of a Madman vendiam feito água no deserto. E as turnês eram lotadas.

Mas você pode questionar: Mas tinha o Randy Rhoads. Sim concordo! Mas em 1983 Ozzy conseguia ir além na sua discografia com Bark at the Moon e nos anos seguintes com uma sequência de discos fabulosos. Mérito do gordinho maluco e da sua empresária.

O Significado das Runas

As inscrições em forma de runas na capa e no encarte do Speak of the Devil traz a seguinte informação: “Howdy! Dial-A-Demon productions in conjunction with graveyard graphics proudly presents the madman of rock dumping into El Satanos toiletto.” “A tribute to Randy Rhoads, the axeman. That kid was my lifeline, you know? He was such a dynamic player and I’d rather not talk about it anymore because it cuts me up every day of my life. Randy Rhoads rest in peace and love.”


Em uma tradução livre ficaria assim: “Howdy! Produções Disque Demônio em conjunto com gráficos cemitério orgulhosamente apresenta o louco do rock despejando no banheiro de El Satanos”.


“Um tributo a Randy Rhoads, o ás. Aquele garoto foi minha tábua de salvação, sabe? Ele era um guitarrista tão dinâmico e eu prefiro não falar sobre isso porque me deixa em pedaços todos os dias da minha vida. Randy Rhoads descanse em paz e amor.”

A História de John Edward Allen,
O "Anão Pessoal" de Ozzy Osbourne

Durante a turnê de divulgação de Diary of a Madman (1981-1982) e de seu álbum seguinte ao vivo, Speak of the Devil (1982-1983), o show ao vivo de Ozzy Osbourne incluía o ator e anão John Edward Allen .

Allen não apenas participou dos shows ao vivo, mas também apareceu no interior da infame moldura (foto acima) do Speak of the Devil.

Feito para parecer um discípulo sangrento e zumbi de Ozzy vestido com um manto preto com capuz. Ozzy “executava” Allen no palco, enforcando-o como fazia todas as noites, normalmente quando chegava a hora de tocar “Goodbye To Romance” do primeiro disco solo de Osbourne, Blizzard of Ozz .

Durante o set da banda, Allen aparecia periodicamente no palco nos intervalos das brincadeiras, trazendo bebidas e toalhas para seu empregador, enquanto Ozzy agitava a multidão com os seus pedidos intermináveis de “let me see your fucking hands.”

O inglês John Edward Allen

John Edward Allen nasceu em 27 de março de 1950, em Southampton, Hampshire, Inglaterra. Ele encontrou trabalho como alfaiate em Southhampton, mas sempre teve seu foco voltado para a atuação.

Ele realizaria o seu sonho primeiro apresentando teatro ao vivo em Londres, depois indo para o cenário off-Broadway de Nova York – até mesmo se apresentando para o presidente Jimmy Carter na Casa Branca no final dos anos 70.

Allen conseguiu papéis em vários filmes de Hollywood a partir de 1978 com seu papel secundário no filme super-assustador escrito por John Carpenter, Os Olhos de Laura Mars .

Outros papéis se seguiram, incluindo sua interpretação memorável de Kaiser em Blade Runner de 1982. Embora tudo isso pareça uma existência muito charmosa para Allen, ele era um cara muito problemático.

Problemas com bebidas

Allen, ao que parece, gostava de beber, tanto quanto o próprio Ozzy gostava de beber – o que em si é uma afirmação alarmante de quem quer que esteja considerando o histórico de Osbourne com bebidas.

Inicialmente, Ozzy estava decidido a adicionar um anão em seu show ao vivo e dando a ele o nome de Ronnie the Dwarf – um golpe direto no novo vocalista do Black Sabbath, Ronnie James Dio. Entre o uso épico de “lembrancinhas” por Ozzy e o amor de Allen pela bebida, as coisas geralmente terminavam mal para Allen depois que o show acabava .

O anão do Ozzy

Em uma ocasião particular, Ozzy estava conversando com um jornalista do lado de fora do ônibus da turnê da banda. Foi quando o estúpido Allen apareceu aos tropeções. Isso irritou o Príncipe das Trevas e assim que Allen estava ao alcance de seus braços, ele o agarrou e jogou dentro do compartimento de bagagem do ônibus, encostando-se na porta para que Allen não pudesse sair.

O jornalista recuou em choque (alguém esqueceu de avisar ao jornalista que ali na frente dele estava OZZY OSBOURNE), então o jornalista gaguejou para Osbourne dizendo que seu tratamento com Allen foi desnecessário.

Ozzy supostamente respondeu dizendo ao jornalista que poderia fazer “o que quisesse com ele” porque era “meu anão”. Após essa proclamação bizarra, a voz de Allen surgiu do compartimento de bagagem dizendo: “Ele está certo, você sabe. Eu sou o anão dele, e ele pode fazer o que quiser comigo … ”

Durante a parte norte-americana da turnê “Diary of a Madman”, uma tragédia aconteceu quando o guitarrista Randy Rhoads (e quatro outras pessoas, incluindo o piloto) foi morto em um acidente de avião em 19 de março de 1982. Esse evento devastador deixou Ozzy ainda mais deprimido.

Ele aumentou o consumo de bebidas alcoólicas e drogas, raspou a cabeça, e constantemente ameaçava abandonar a sua carreira para sempre.

Claro, como todos sabemos, as ameaças nunca se concretizaram e o Ozzy continuaria com os seus shows e Allen continuaria a ser enforcado cerimoniosamente durante a turnê da Speak of the Devil.

Demissão e suicídio

Após a turnê, Allen foi dispensado por Osbourne, um membro de sua equipe, ou talvez apenas seguiu em frente – é um pouco confuso. Allen apareceria em mais alguns filmes antes de seu suicídio por overdose em 1999, aos 49 anos.

Fonte: https://dangerousminds.net/comments/hang_em_high_the_story_of_john_edward_allen_ozzy_osbournes_personal_dwarf

Brad Gillis

Esta é a única gravação original do Ozzy que conta com o guitarrista Brad Gillis (Night Ranger). Abaixo uma entrevista curta onde o músico explicou como foi que tudo isso aconteceu em sua vida.

Faz 30 anos desde que você assumiu o posto de guitarrista de OZZY OSBOURNE depois da morte de Randy Rhoads em um acidente aéreo. Você se lembra de onde estava quando ficou sabendo do ocorrido?

Eu tinha acabado de ver o show de Ozzy no [festival Californiano] Day On The Green alguns meses antes de Randy morrer. As pessoas se referiam a Randy como o próximo Eddie Van Halen, então eu fui ver o show, ele me deixou boquiaberto. Eu estava dirigindo quando soube do acidente de avião e que Randy havia sido morto. Eu me lembro de ter encostado minha caminhonete e pensar como as coisas podem se perder tão facilmente.

Como você entrou para a banda de Ozzy?

Quando o Night Ranger se formou em 1980, nós não queríamos sair e tocar muito antes de termos um grande lançamento e pudéssemos estourar. Então, nesse interino, eu fundei uma banda chamada ALAMEDA ALL STARS. Nós tocávamos em casas noturnas da cidade e sempre incluíamos alguns covers de Ozzy em nosso set.

Logo após Randy ter morrido, alguém veio ao show e me viu tocar e me disse que ele tentar me arrumar um teste com Ozzy. Eu me lembro de pensar, “Aí sim!”, mas o cara era Preston Thrall, irmão de Pat Thrall [PatThrall havia tocado com o baterista Tommy Aldridge na banda de Pat Travers, e Aldridge estava em turnê com Osbourne quando Rhoads morreu, daí a ligação]. Preston disse a Pat, Pat contou para Tommy, e Tommy disse para Sharon Osbourne [na época ainda Sharon Arden]. Claro, alguns dias depois, eu recebi uma ligação às oito da manhã, e a mulher do outro lado da linha disse, “Alô, Bradley? Aqui é Sharon Arden. Eu sou empresária de Ozzy Osbourne, e gostaríamos de pagar sua passagem de avião até Nova Iorque para um teste”.

A princípio, eu achei que fosse um trote, mas daí ela colocou Ozzy no telefone e ele me pediu para que eu anotasse 18 músicas que ele queria que eu aprendesse. Eles queriam que eu pegasse o avião na terça-feira, então eu basicamente tinha dois dias para aprender todas aquelas músicas. Eu disse a ele que eu precisaria de algum tempo, mas eu realmente estava disposto. Ozzy estava trabalhando com Bernie Tormé interinamente e ele me disse pra ir e que ele me levaria em turnê com eles. Então eu assisti a alguns dos shows deles e dai passei 12 horas por dia aprendendo tudo que podia.

Eu me lembro de que estávamos em Binghamton, Nova Iorque, quando eu disse a Sharon que eu estava pronto. Eu estava nervoso, porque eu nunca tinha tocado com a banda antes. Na verdade, só o que eu havia feito tinha sido tocar sete músicas durante a passagem de som naquela noite e Ozzy nem havia aparecido praquilo! [risos] Mas eu fui lá e toquei naquela noite e me saí bem, exceto por quando chegamos “Revelation [Mother Earth]”. Eu entrei na parte rápida cedo demais e Ozzy me mandou o olhar da morte. Eu consegui me recompor e acompanhei a música corretamente e fui bem até o final do show. Mas o que aconteceu em seguida eu jamais me esquecerei, ocorreu na noite seguinte: Sharon me levou prum canto e disse, ‘Bradley, você está fazendo um excelente trabalho. Mas hoje à noite… vê se não fode!” [risos]

O que influenciou sua decisão de ficar como Night Ranger ao invés de seguir com Ozzy?

Apesar de termos feito vários shows e termos gravado “Speak Of The Devil”, eu não sentia que aquilo era onde eu me sairia melhor. A banda de Rudy Sarzo, o QUIET RIOT, tinha acabado de assinar com uma gravadora, e ele havia saído na mesma época. O Night Ranger assinou um contrato também. Então eu joguei os dados e decidi pelo Night Ranger. O interessante é que lançamos “Dawn Patrol” em 19821 e naquela mesma semana Ozzy lançava “Speak Of The Devil”. […]

Fonte: PLAY A DEL NACHO

com a palavra: os fãs

“Speak of the Devil é um disco lançado pelo Ozzy meio que para medir forças com o Live Evil, disco lançado pelo Black Sabbath na mesma época e que contava com Dio nos vocais. No Speak of the Devil só contém músicas do Sabbath em sua fase e nele clássicos absolutos da banda como Iron Man, Black Sabbath, War Pigs, N.I.B, e outras que deixaria qualquer fã da banda admirado. Óbvio que por mais que tivesse uma banda excelente com ele, certas canções parecem não se encaixar tão bem se não tocadas pelo próprio Sabbath com Ozzy como é o caso de Sabbath Bloody sabbath onde o madman já não cantava aquela parte final ou Sympton of the Universe, mas tal comparação seria injusta demais. A banda já não contava mais com o infelizmente falecido Randy Rhoads tocando, sendo substituído por Brad Gillis que fez um excelente trabalho de guitarra, e no baixo uma ´cozinha` de respeito com Rudy Sarzo e o maravilhoso baterista Tommy Aldridge.”

Luis “Carlinhos” Carlos – Blog Arte Condenada
https://artecondenada.blogspot.com

curiosidades

Speak vs Live Evil

Enquanto o Speak of the Devil figurava entre os Top 100 da Billboard, desde do seu lançamento, o Live Evil do Sabbath só entrou na famosa lista em meados de fevereiro de 1983. Ainda assim na posição 37, enquanto Speak estava na sua frente na posição 35.

Confira em: https://www.billboard.com/charts/billboard-200/1983-02-19

Nos comparativos do site Official Charts percebemos que SPak of The Devil se posicionou bem melhor durante mais tempo do que seu concorrente sabbathiano! rsss

https://www.officialcharts.com/artist/19970/ozzy-osbourne/


https://www.officialcharts.com/artist/14136/black-sabbath/

Randy Rhoads

O jovem guitarrista ainda estava vivo quando recebeu a notícia que ele e a banda de Ozzy gravariam um disco ao vivo só com clássicos do Sabbath. Não gostou nem um pouco e meio que iniciou um motim dentro da banda.

Vocais Regravados

Sim. Ozzy regravou praticamente todo o disco depois em estúdio.

Falso ao vivo?

Nem tanto, mas na verdade a única música desse disco que não foi tocada ao vivo com a platéia foi “Sabbath Bloody Sabbath”. Ela foi gravada durante as regravações, que serviriam para corrigir eventuais erros durante a finalização do álbum pelo produtor. Porém a banda gravou o instrumental todo sem público e muitas partes do disco tiveram a inserção do público.

Talk of the Devil

No Reino Unido o disco foi lançado como Talk of the Devil. Entenda o motivo logo abaixo.

Por falar no diabo….

Speak of the Devil ou Talk of the Devil é uma expressão muito usada. E você já deve ter usado algumas vezes, por exemplo: – Por falar no diabo, olha só quem chegou! Outro exemplo seria: Você sabe, é só falar no diabo e ele aparece!

Nada do Technical Ecstasy?

Isso mesmo. O Speak of the Devil não tem nenhuma faixa desse disco. Uma pena.

Bilboard 200

Em dezembro de 1982. Ozzy Osbourne tinha 3 discos no Top 200 da Bilboard, entre eles o Speak of the Devil que figurou na posição 17 na ultima semana de dezembro daquele ano.


Confira em: https://www.billboard.com/charts/billboard-200/1982-12-25

Ozzy e o seu anão

Nos encartes do cd e do álbum em vinil, aparece a figura do Ozzy com seus caninos falsos com um anão vestido de morte. As más línguas dizem que foi uma provocação do cantor com Ronnie James Dio. Leia mais no texto dessa matéria.

DVD vs CD

O dvd que saiu dessa tour tem um áudio totalmente diferente do disco. E também o setlist é bem diferente, o que comprova que o disco foi muito bem mexido! rss

ficha técnica

tracklist

Data de Lançamento: 27/11/1982
Data da Gravação: 26/27 de Setembro de 1982
Local: The Ritz em Nova Iorque
Gênero: Heavy Metal
Gravadora: Jet/Epic
Duração: 70:16
Produção: Max Norman, Ozzy Osbourne


Álbum: Speak Of The Devil / Talk Of The Devil (na Inglaterra)
Intérprete: Ozzy Osbourne
Lançamento: 27 de novembro de 1982 (relançado em 22 de agosto de 1995)
Gravadoras: Jet / Epic Records
Produtor: Max Norman e Ozzy Osbourne

Banda:

  • Ozzy Osbourne: voz
  • Brad Gillis: guitarra
  • Rudy Sarzo: baixo
  • Tommy Aldridge: bateria

posição na discografia

Blizzard Of Ozz

Blizzard Of Ozz

1980
1981
Diary Of A Madman

Diary Of A Madman

Speak Of The Devil

Speak Of The Devil

1982
1983
Bark At The Moon

Bark At The Moon

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Sobre
o autor...

Filipe Souza

Filipe Souza

[Editor / Jornalista]
E-mail: contato@filipesouza.com.br
Fundou o Metal Zone em 2000. Aficionado por música, livros, games, filmes e HQs. Ama Bukowiski, Stephen King, Tolkien e Neil Gaiman. Adoro o Batman e o Homem Aranha, mas não deixa de curtir Hqs alternativos.

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